Queda de 6% leva a principal criptomoeda do mundo para abaixo de US$ 60 mil e amplia a atenção do mercado sobre os próximos movimentos do setor.
O bitcoin voltou a registrar forte desvalorização nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, e passou a ser negociado abaixo da marca de US$ 60 mil pela primeira vez desde outubro de 2024. Dados do mercado mostram que a criptomoeda recuou cerca de 6% por volta das 13h15, no horário de Brasília, alcançando a cotação de US$ 59.770,90. O movimento reforça a volatilidade que acompanha o ativo e reacende discussões sobre os rumos do mercado de criptomoedas.
Valorização pós-eleição impulsionou o bitcoin
A trajetória de alta ganhou força em novembro de 2024, após a confirmação da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Investidores passaram a interpretar o republicano como um possível incentivador do setor de ativos digitais.
Esse cenário alimentou uma forte onda de otimismo. Poucas semanas depois, o bitcoin ultrapassou pela primeira vez a marca histórica de US$ 100 mil, equivalente a aproximadamente R$ 526 mil. O feito foi amplamente comemorado pelo mercado e recebeu destaque público do então presidente eleito.
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Recorde histórico antecedeu mudança de direção
O ritmo de valorização continuou nos meses seguintes. A criptomoeda alcançou posteriormente sua maior cotação já registrada, chegando a US$ 126.251,31, valor próximo de R$ 665 mil.
A sequência de recordes, entretanto, não se sustentou. Oscilações características do mercado cripto voltaram a aparecer e iniciaram uma trajetória de correção. O resultado foi uma perda gradual de valor até o patamar observado nesta sexta-feira.
Mercado enfrenta ambiente mais cauteloso em 2026
O desempenho do bitcoin também passou a refletir um sentimento mais conservador presente em diversos segmentos financeiros desde o início deste ano.
Ações do setor de tecnologia passaram por momentos de maior pressão. Movimentos observados no mercado de metais preciosos também influenciaram a percepção dos investidores. Esse conjunto de fatores contribuiu para reduzir o apetite por ativos considerados mais voláteis.
Projeto regulatório continua sem definição
As incertezas regulatórias seguem entre os principais temas acompanhados pelo mercado. A atenção dos investidores está voltada para a chamada Lei CLARITY, proposta relacionada ao setor de moedas digitais nos Estados Unidos.
O projeto permanece parado no Senado norte-americano. A falta de avanços tem frustrado parte das expectativas construídas ao longo dos últimos meses.
Segundo James Butterfill, analista da CoinShares, os resultados aguardados pelo setor ainda não se concretizaram.
“Os avanços esperados em relação à lei não vieram”, afirmou o especialista.
Bitcoin volta ao centro das atenções
A queda para abaixo de US$ 60 mil representa um dos momentos mais relevantes para o mercado de criptomoedas desde os recordes observados após as eleições norte-americanas de 2024.
O contraste entre a máxima histórica de US$ 126.251,31 e a cotação atual evidencia a intensidade das oscilações que caracterizam o bitcoin. Investidores seguem acompanhando os próximos desdobramentos econômicos e regulatórios enquanto a principal criptomoeda do mundo tenta encontrar um novo ponto de equilíbrio.
O mercado está diante de uma correção temporária ou de uma nova fase de cautela para o bitcoin?

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