As usinas de biogás são uma alternativa de geração de energia e não gera tantos impactos socioambientais quanto o gás natural
O uso do biogás produzido como subproduto de aterros sanitários é um elo importante entre os projetos de saneamento e o setor de energia. Segundo dados do Siga – Sistema de Informação de Geração de Energia, da ANEEL, existem atualmente 21 projetos de geração de energia a biogás de RSU – resíduos sólidos urbanos, em oito estados, representando 174 MW de energia elétrica autorizada.
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Formas para utilizar o biogás como fonte de energia:
Existem três maneiras de usar o biogás como fonte energética: a primeira é por combustão direta, a segunda é a gaseificação e a terceira é a reprodução de processos naturais. Nos processos naturais, a ação de microrganismos em um ambiente anaeróbio fará com que a matéria orgânica se decomponha e, assim, emita biogás.
Projetos eficientes e sustentáveis:
Um projeto de aterro sanitário pode incluir uma solução para usar o biogás para gerar eletricidade. Nesse caso, é possível prever a energia elétrica gerada pelo mesmo operador do aterro (desde que devidamente autorizado pela ANEEL) e a venda do biogás para outra geradora de energia. Dessas duas opções, a comercialização da energia gerada ou biogás pode trazer maior sustentabilidade financeira ao projeto final de tratamento de resíduos.
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Na segunda possibilidade, o biogás pode ser considerado para a produção de energia, principalmente vinda de aterros cujas atividades estão prestes a ser encerradas. Um método é transferir o direito de manutenção do aterro para um agente privado, que tem o direito de usar o biogás gerado para geração direta, ou vendê-lo para um agente licenciado que usa o material para geração.
Desafios do uso de biogás:
O potencial de geração de energia com biogás em aterros enfrenta obstáculos como dificuldades operacionais, custo de conexão das usinas à rede e os custos associados à compra e manutenção de equipamentos, na maioria importados e, portanto, atrelados ao dólar, variação da geração do biogás e imprevisibilidades do preço da energia.

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