Criado por Jay Jung, estudante da Phillips Academy, o SmartBlink usa inteligência artificial para detectar pedestres em tempo real e aumentar automaticamente o tempo de travessia conforme o ritmo de quem atravessa a rua
Jay Jung, de 18 anos, criou o SmartBlink, um sistema de semáforo adaptativo com inteligência artificial que detecta pedestres em tempo real e ajusta automaticamente o tempo de travessia. A invenção busca tornar faixas de pedestres mais seguras para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e quem precisa de mais tempo para atravessar.

SmartBlink ajusta o sinal pelo ritmo do pedestre mais lento no semáforo
Aluno do ensino médio na Phillips Academy, um internato em Massachusetts, Jung desenvolveu o sistema para mudar a lógica comum dos cruzamentos.
Em vez de priorizar apenas o fluxo de automóveis, o SmartBlink calcula o tempo necessário para a travessia com base no ritmo do pedestre mais lento.
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Segundo Jung, se um sinal normalmente dura 20 segundos, mas o sistema prevê, pelos primeiros passos, que uma pessoa levará 34 segundos para atravessar, o SmartBlink acrescentaria automaticamente mais 14 segundos ao tempo de travessia.
A ideia, explicou ele, é garantir que o pedestre não se sinta pressionado e saiba que está em segurança ao atravessar a rua.
Semáforo inteligente: Sistema reconhece cadeira de rodas, muletas e bengalas
Jung disse que o SmartBlink também consegue detectar pedestres usando cadeiras de rodas, muletas ou bengalas.
O algoritmo foi ajustado para funcionar em diferentes condições de iluminação, o que permite o uso durante o dia ou à noite.
Esse ponto é central para a proposta do projeto: adaptar o cruzamento à pessoa que está atravessando, e não exigir que todos acompanhem o mesmo tempo fixo do semáforo.
Experiência com os avós inspirou a criação
A ideia nasceu de uma experiência pessoal. Jay Jung cresceu com seus avós na Coreia do Sul e, ainda no ensino fundamental, percebeu um problema recorrente ao caminhar com eles por Seul.
“Sempre que eu ia com eles ao supermercado ou ao parque local, percebia que não tínhamos chegado nem à metade do caminho e, de repente, o sinal ficava vermelho”, disse Jung.
Ele afirmou que, depois de perceber a situação, ficou difícil ignorar o problema. Para o estudante, criar espaços mais inclusivos e acessíveis passou a ser uma prioridade nos últimos anos.

Invenção ganhou prêmio internacional e ainda será testada
A criação rendeu a Jung o prêmio de Ciências Comportamentais e Sociais na Feira Internacional de Ciências e Engenharia Regeneron deste ano, considerada a maior competição científica pré-universitária internacional do mundo. Com a conquista, ele recebeu uma medalha e US$ 6.000.
Apesar do reconhecimento, o SmartBlink ainda não foi implementado em nenhuma faixa de pedestres. O próximo passo, segundo Jung, é testar o sistema com governos locais em diferentes comunidades.
Ele afirmou que deseja desenvolver soluções específicas para cada comunidade, considerando que cada uma tem necessidades e condições diferentes.
Jung também disse que pretende colaborar com empresas de tecnologia para viabilizar a produção em massa desses sistemas.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas no material-base sobre Jay Jung e o SmartBlink, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

