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Belo Horizonte tem só 470 imóveis novos prontos para vender, e apartamento de 28 metros quadrados já sai bem na capital mineira

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 08/11/2026 às 01:48 Atualizado em 08/11/2026 às 01:49
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Piscina de borda no alto de um prédio novo, com dezenas de torres residenciais na encosta ao fundo.
Prédios no Vale do Sereno e no Vila da Serra, em Nova Lima, região que absorve parte da procura de Belo Horizonte. Foto: Reprodução/NC News. Origem: https://ncnews.com.br/app/uploads/2026/11/imoveis-de-luxo-no-vale-do-sereno-e-vila-da-serra.webp (1490×1041, recorte 1488×837)
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Os imóveis novos prontos são uma fatia pequena do estoque, diz o presidente do Sinduscon-MG, Raphael Lafetá, que soma cerca de 4.500 unidades na cidade é de cerca de 4.500 unidades; a mão de obra da construção subiu 8% no CUB

Quem precisa de imóveis novos prontos em Belo Horizonte tem pouca coisa para escolher. São 470 unidades à venda na capital, segundo Raphael Lafetá, presidente do Sinduscon-MG, em entrevista ao Itatiaia Negócios Cast publicada neste sábado, 7 de novembro de 2026.

Somando o que está em obra e em outras fases de venda, o estoque de Belo Horizonte chega a cerca de 4.500 unidades, disse ele no mesmo programa. Ou seja, só 1 em cada 10 imóveis novos à venda já está pronto para morar (conta nossa).

Por que faltam imóveis novos prontos em Belo Horizonte?

Para Lafetá, os estoques foram sendo vendidos e os lançamentos não acompanharam. “Os lançamentos estão preparando para o futuro e eles estão aquém da necessidade”, afirmou o presidente do Sinduscon-MG à Itatiaia. Por isso sobram tão poucos imóveis novos prontos.

Ele culpa a legislação municipal, que não favorece novos lançamentos, e a falta de terreno. Lembra ainda que a capital perdeu quase 50 mil habitantes no último censo. Parte dessa gente foi para Nova Lima, que liberou prédios no Vila da Serra e no Vale do Sereno.

O NC News também cita Santa Luzia, Lagoa Santa e Vespasiano entre as cidades que absorvem parte dessa procura.

Quanto custa construir hoje em BH?

O preço do imóvel novo é feito de terreno, mão de obra, material e burocracia, explicou o presidente do sindicato. E os três primeiros subiram.

Homem de terno fala ao microfone em estúdio de rádio com parede vermelha.
Raphael Lafetá, presidente do Sinduscon-MG, durante o Itatiaia Negócios Cast. Foto: Reprodução/Itatiaia. Origem: https://admin.itatiaia.com.br/wp-content/uploads/sites/27/2026/11/empresario-de-imoveis.jpg (1800×1200, recorte 1792×1008)
ItemAlta citada por Lafetá
IPCA (inflação geral)quase 5%
Mão de obra no CUB de BH8%
Material no CUB de BH5%

O CUB é o custo unitário básico da construção, medido pelo próprio Sinduscon-MG. Ele mostra quanto custa erguer o metro quadrado, e a mão de obra é o item que mais pesou. A mão de obra da construção subiu cerca de 3 pontos percentuais acima da inflação (conta nossa, 8% contra quase 5%). Somado à escassez de terreno, isso empurra para cima o preço dos imóveis novos prontos e dos que ainda estão na planta.

Apartamento de 28 metros quadrados já é realidade em BH?

Sim. Segundo o presidente do Sinduscon-MG, imóveis de um quarto com 28 metros quadrados estão sendo comercializados e “vendendo muito bem” em Belo Horizonte. A conta é simples: o imóvel ficou mais caro e, para caber no bolso, a metragem encolheu até os 28 metros quadrados. A mão de obra mais cara ajuda a explicar.

O comprador do apartamento de 28 metros quadrados tem dois perfis, diz ele. Um é o investidor que aluga para quem passa a semana na cidade. O outro é quem quer morar sozinho, seja o estudante do interior, seja quem saiu da casa dos pais.

A faixa de R$ 400 mil a R$ 1 milhão responde por cerca de 40% dos lançamentos em Belo Horizonte, segundo o entrevistador e confirmado por Lafetá. Já o imóvel econômico, para a base da pirâmide, fica com apenas 5%.

O que trava a compra de imóvel pronto em BH?

A entrada é a maior barreira. “O brasileiro hoje tem pouca poupança e a entrada passa a ser um dificultador”, disse Lafetá na entrevista. Para ele, o financiamento deveria cobrir mais do valor e ter prazo maior, porque “a construtora não é banco”.

Os juros altos também pesam dos dois lados. Encarecem a parcela do comprador e o capital de giro da construtora, que pega dinheiro a juros da Selic para tirar a obra do papel.

Na dúvida entre planta e imóvel pronto, a resposta dele foi prática. Na planta há chance de valorização e tempo para juntar dinheiro. Quem precisa mudar no mês seguinte tem de ir para os 470 imóveis novos prontos, e pagar a entrada no ato. Com tão poucos imóveis novos prontos, o Sinduscon-MG defende lançar mais e financiar mais, e já vê o apartamento de 28 metros quadrados como parte da resposta.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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