Metanol em bebida alcoólica de marca famosa deixa jovens cegos e causa mortes em São Paulo. Perigo expõe suspeita de sabotagem e cria alerta.
Jovem denuncia bebida alcoólica adulterada com metanol e revela marca famosa
Um jovem de 23 anos ficou temporariamente cego após beber uma bebida alcoólica contaminada com metanol em São Paulo. A garrafa estava lacrada, era de uma marca famosa, mas havia sido adulterada sem que ninguém percebesse.
O caso chocou o país porque já são pelo menos dez investigações em andamento, três mortes confirmadas e suspeita de sabotagem no mercado de bebidas.
A Secretaria de Saúde paulista confirmou a apuração dos casos. Além disso, a Polícia Civil também acompanha as denúncias. O risco é real e atinge qualquer consumidor, já que as garrafas adulteradas circulam em estabelecimentos conhecidos.
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Como o jovem descobriu o perigo do metanol na bebida alcoólica
Diego Marques, vítima da intoxicação, contou que precisou ficar três dias internado. Exames detectaram a presença de metanol no sangue, substância tóxica e de difícil identificação.
“Quando a gente comprou, a bebida estava lacrada e, pela marca, não esperávamos o pior”, relatou à CNN. Segundo ele, nada indicava adulteração no momento da compra.
Enquanto isso, um amigo do estudante segue internado em estado gravíssimo. “Ele está respirando por aparelhos, não tem fluxo sanguíneo cerebral. Segundo os médicos, é irreversível”, lamentou a mãe do rapaz.
Metanol em bebidas alcoólicas: como age e por que é tão perigoso
O metanol é um álcool industrial altamente tóxico. Ele é incolor, inflamável e tem cheiro parecido com uma bebida alcoólica comum. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), pequenas doses já são capazes de provocar náuseas, tontura, cegueira e até morte.
No Brasil, o uso do metanol é permitido apenas em indústrias, principalmente como insumo para a produção de biodiesel. Seu contato, seja por ingestão ou inalação, representa sérios riscos à saúde.
Portanto, quando aparece em bebidas alcoólicas, trata-se de adulteração criminosa. Além disso, sua detecção pelo consumidor é praticamente impossível.
Marca famosa e suspeita de sabotagem: o que diz a investigação
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), todos os casos registrados em São Paulo estão ligados a bebidas alcoólicas falsificadas. A principal suspeita é que o metanol usado seja o mesmo importado ilegalmente por facções criminosas para adulterar combustíveis.
A Associação Brasileira de Combate à Fiscalização (ABCF) alerta que o problema pode estar ligado a esquemas de contrabando e adulteração em larga escala. Isso aumenta ainda mais a suspeita de sabotagem no mercado de bebidas, já que marcas conhecidas estão sendo alvo de falsificação sofisticada.
Ações do governo e recomendações urgentes
Diante da gravidade, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) emitiu uma recomendação urgente a todos os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas em São Paulo e regiões próximas. A ordem é reforçar a fiscalização, denunciar irregularidades e retirar de circulação qualquer produto suspeito.
Enquanto isso, especialistas reforçam que o consumidor deve desconfiar de preços muito abaixo do mercado e sempre exigir notas fiscais. Contudo, como o caso de Diego mostrou, até mesmo garrafas lacradas podem esconder armadilhas letais.
O impacto no consumo e o alerta para todo o país
Casos como este abalam a confiança do público em marcas famosas e colocam o mercado de bebidas alcoólicas sob forte pressão. Além disso, o episódio expõe falhas na fiscalização e mostra como a adulteração com metanol pode ocorrer de forma quase invisível.
A tragédia reforça que o perigo do metanol não atinge apenas vítimas isoladas, mas ameaça a saúde pública em larga escala. Portanto, o alerta vale para todos os brasileiros: o risco vai muito além de uma simples garrafa adulterada.
