Levantamento da Solfácil mostra que projetos solares com baterias cresceram mais de 400% no Brasil, enquanto crédito, custos menores e sistemas híbridos ampliam o acesso à tecnologia fotovoltaica no Nordeste
Projetos de energia solar com baterias avançaram mais de 400% em dois anos no Brasil, enquanto sistemas híbridos cresceram 250%, em meio à busca por autonomia, confiabilidade e soluções de maior valor agregado.
Demanda acelera no mercado fotovoltaico
O mercado fotovoltaico vive uma fase de mudança, com o armazenamento ganhando espaço. A expansão aparece em projetos que combinam geração solar, baterias e sistemas híbridos.
O estudo da Solfácil, apresentado nesta segunda-feira (27), durante o Solfácil Summit, usou informações da base de dados da companhia. O evento ocorreu em Fortaleza (CE) e reuniu integradores e especialistas.
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A alta de mais de 400% em projetos de energia solar com baterias marca uma virada. No mesmo intervalo de dois anos, a procura por sistemas híbridos cresceu 250%.
Consumidor busca autonomia energética
A mudança não está ligada apenas à economia na conta de luz. Eduardo Neubern, COO da Solfácil, aponta uma demanda mais voltada à confiabilidade e à autonomia energética.
Esse perfil aparece em regiões com maior instabilidade na rede. Nesses locais, baterias e sistemas híbridos ganham relevância por oferecerem mais segurança no fornecimento de energia.
O avanço envolve capacitação profissional. Para Neubern, esse movimento ajudou a formar um ecossistema mais qualificado, com soluções de maior valor agregado, menos pressão por preço e mais foco técnico.
As baterias e os sistemas híbridos já aparecem em uma curva clara de aceleração. O executivo vê nesse movimento um potencial relevante de expansão nos próximos anos.
Nordeste amplia crédito e reduz custos
Como o estudo foi apresentado em Fortaleza, a Solfácil trouxe recortes do mercado nordestino. Um dos pontos centrais é o crescimento no acesso ao crédito para sistemas fotovoltaicos.
Entre 2023 e 2025, o número de sistemas financiados no Nordeste aumentou 85%. A queda nos custos teve papel importante nesse avanço, ao tornar os projetos mais acessíveis.
No mesmo período, o ticket médio dos projetos caiu cerca de 34%. Essa redução ampliou o acesso à tecnolgia e abriu espaço para a entrada de mais consumidores no mercado solar.
Estados registram quedas expressivas
Bahia e Pernambuco tiveram recuos superiores a 35% no valor médio financiado. Alagoas, Ceará, Paraíba, Maranhão e Sergipe registraram retrações acima de 30%.
Mesmo nos estados com menor variação, a queda foi relevante. No Piauí e no Rio Grande do Norte, a redução no valor médio financiado superou os 20%.
Residências ainda lideram instalações de energia solar
O mercado nordestino segue concentrado no segmento residencial. Em 2025, esse público respondeu por cerca de 91,9% dos sistemas instalados na região, mostrando forte predominância nas contratações.
O segmento comercial representa pouco mais de 8%. Esse recorte indica espaço para crescimento nos próximos anos, especialmente com o avanço da energia solar com baterias e de soluções híbridas.
A combinação entre crédito, custos menores, capacitação e busca por autonomia ajuda a explicar o ritmo de expansão. A transformação envolve projetso mais completos, voltados não só à economia, mas também à segurança energética.
Com informações de Canal Solar.
