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Derretimento do gelo no ártico expôs águas rasas a mais luz solar e acelerou processo que reduz nitrato, nutriente essencial para sustentar a cadeia alimentar marinha

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 28/05/2026 às 14:21
Atualizado em 28/05/2026 às 14:49
Estudo aponta queda de nitrato no ártico desde 2009 e alerta para riscos ao plâncton, à cadeia alimentar e ao clima.
Estudo aponta queda de nitrato no ártico desde 2009 e alerta para riscos ao plâncton, à cadeia alimentar e ao clima.
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Estudo liderado pela Universidade de Edimburgo indica que a perda acelerada de gelo marinho reduziu o nitrato no Oceano Ártico desde 2009, com risco para plâncton, cadeia alimentar, absorção de carbono e regiões ligadas ao Atlântico Norte.

Redução de nitrato no ártico ameaça a base da cadeia alimentar marinha e pode diminuir a capacidade do Oceano Ártico de absorver carbono, indica estudo publicado na Communications Earth & Environment, com dados de mais de 20 anos.

Perda de gelo muda o funcionamento do ártico

A pesquisa, liderada pela Universidade de Edimburgo, analisou amostras oceânicas coletadas no Estreito de Fram, passagem por onde águas do Ártico seguem para o Atlântico. Os dados mostram um ponto de virada por volta de 2009.

A partir desse período, os níveis de nitrato passaram a cair de forma constante nas águas que deixam o Oceano Ártico. O momento coincide com a aceleração da perda de gelo marinho na região.

Com menos gelo, áreas rasas antes protegidas passaram a receber mais luz solar. Essa exposição intensificou a desnitrificação bentônica, processo natural em que o nitrato é convertido em gás nitrogênio no fundo do mar.

Menos nutriente pode reduzir vida marinha

O nitrato é essencial para o crescimento do plâncton, base do ecossistema marinho da região. Quando esse nutriente diminui, a quantidade de vida que o ártico consegue sustentar pode ser reduzida, afetando peixes, aves e mamíferos marinhos.

Os cientistas alertam que águas pobres em nitrato podem favorecer plânctons menores. Esses organismos tendem a sustentar cadeias alimentares menos produtivas, com menos energia disponível para animais maiores.

Impacto pode chegar ao Atlântico Norte

A mudança também preocupa pelo papel climático do plâncton. Por meio da fotossíntese, ele ajuda a remover dióxido de carbono da atmosfera, e seu menor crescimento pode enfraquecer o armazenamento de carbono pelo oceano.

Participaram do estudo o Instituto Polar Norueguês, a Associação Escocesa de Ciências Marinhas, a Universidade Técnica da Dinamarca e o Alfred-Wegener-Institut. Os autores defendem monitoramento, inclusive por possíveis efeitos no Atlântico Norte e na pesca comercial.

Estudo feito pela Universidade de Edimburgo.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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