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Arrecadação federal bate recorde histórico e atinge R$ 325,7 bilhões em janeiro com alta de 3,56% e explosão nas bets

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Escrito por Jefferson Augusto Publicado em 26/02/2026 às 17:56 Atualizado em 26/02/2026 às 22:53
Assista o vídeoCédulas de real brasileiro simbolizando arrecadação recorde da Receita Federal
Arrecadação federal alcança R$ 325,7 bilhões em janeiro de 2026.
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Resultado histórico da Receita Federal impulsionado por IOF, IRRF, Previdência e apostas online reforça caixa do governo e meta fiscal de 2026

A arrecadação federal alcançou R$ 325,7 bilhões em janeiro, registrando o maior valor para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Além disso, o resultado representa crescimento real de 3,56% em relação a janeiro de 2025, já descontada a inflação. Portanto, o desempenho não apenas supera marcas anteriores, como também sinaliza fortalecimento das receitas públicas logo no início do ano.

A informação foi divulgada por “Agência Brasil”, com dados oficiais da Receita Federal do Brasil apresentados em 24/02/2026. Segundo o Fisco, o avanço ocorreu principalmente em razão do crescimento da atividade econômica e, ao mesmo tempo, das recentes mudanças na legislação tributária.

Enquanto alguns tributos registraram forte expansão, outros apresentaram recuo real. Ainda assim, o saldo geral foi positivo e estratégico para o cumprimento da meta fiscal estabelecida para 2026.

IOF dispara 49,05% e bets crescem 2.642%: o que puxou a arrecadação recorde?

Entre os destaques do mês, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) apresentou crescimento expressivo. A arrecadação somou R$ 8 bilhões em janeiro, com alta real de 49,05% na comparação com o mesmo mês de 2025. Esse salto, conforme explicou a Receita Federal, reflete alterações na legislação que ampliaram a incidência do imposto sobre novas operações financeiras. Dessa forma, o impacto foi imediato nas contas públicas.

Além disso, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital também registrou avanço significativo de 32,56%, totalizando R$ 14,68 bilhões. O crescimento foi impulsionado pelas aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo utilizado por empresas para distribuir lucros aos acionistas.

No fim de 2025, o Congresso Nacional aprovou o aumento da alíquota do IRRF sobre JCP de 15% para 17,5%. Contudo, essa mudança só começará a impactar efetivamente a arrecadação federal a partir de abril, pois ainda depende do prazo legal para entrada em vigor.

Outro dado que chamou atenção foi a tributação sobre apostas online e jogos de azar. Em janeiro, o setor arrecadou R$ 1,5 bilhão, contra apenas R$ 55 milhões no mesmo mês do ano anterior. Isso representa um crescimento anual impressionante de 2.642%. O avanço reflete a regulamentação do setor e a ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”. Entretanto, parte das mudanças aprovadas no fim de 2025 ainda não impactou integralmente a arrecadação devido ao prazo de noventena, que determina 90 dias para início da cobrança após alteração de alíquota.

Previdência e Cofins sustentam crescimento enquanto importações recuam

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A arrecadação da Previdência Social também apresentou desempenho robusto. O total atingiu R$ 63,45 bilhões, com aumento real de 5,48% em relação a janeiro de 2025. Esse avanço foi atribuído ao crescimento de 3,49% na massa salarial e, simultaneamente, à alta de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional.

Além disso, as receitas da Cofins e do PIS somaram R$ 56 bilhões, com expansão real de 4,35% na comparação anual. Segundo a Receita, o crescimento reflete o aumento no volume de vendas do comércio e do setor de serviços, o que indica maior dinamismo econômico.

Por outro lado, tributos ligados à importação registraram queda real. As receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação recuaram 14,74% em janeiro, descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês de 2025. De acordo com o Fisco, esse resultado decorre da redução do volume de importações em dólar e da queda da taxa de câmbio no comparativo anual.

Arrecadação recorde ajuda governo a cumprir meta fiscal de 2026

O desempenho de janeiro reforça o caixa do governo logo no início do exercício fiscal. Consequentemente, contribui para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, excluindo o pagamento de precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal.

As regras fiscais estabelecem, entretanto, limite de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Dessa maneira, o governo está autorizado a alcançar resultado primário que pode variar de zero até superávit de R$ 68,6 bilhões em 2025.

Portanto, o recorde de arrecadação não representa apenas um número histórico. Ele também sinaliza maior capacidade de gestão fiscal, especialmente em um cenário que exige equilíbrio entre arrecadação, responsabilidade fiscal e estímulo ao crescimento econômico.

Você acredita que o crescimento da arrecadação federal é sustentável nos próximos meses ou depende demais das novas regras sobre IOF e bets?

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