1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Arqueólogos abrem uma tumba em Luxor e encontram papiros de 3.000 anos ainda selados em vaso de cerâmica, ao lado de caixões coloridos empilhados em 10 fileiras e ligados aos misteriosos cantores de Amon
Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 0 comentários

Arqueólogos abrem uma tumba em Luxor e encontram papiros de 3.000 anos ainda selados em vaso de cerâmica, ao lado de caixões coloridos empilhados em 10 fileiras e ligados aos misteriosos cantores de Amon

Publicado em 09/04/2026 às 16:09
Atualizado em 09/04/2026 às 16:11
Papiros, Luxor, Tumba
Arqueólogos descobriram pergaminhos de 3.000 anos selados hermeticamente dentro de um jarro de cerâmica — um antigo esconderijo com a inscrição “não abra”, enterrado junto a caixões e que ainda guarda seus segredos.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Achado em Luxor reúne papiros selados, caixões coloridos e uma câmara funerária que pode ampliar o estudo dos cantores de Amon

Arqueólogos no Egito encontraram papiros de 3.000 anos dentro de um vaso de cerâmica na margem oeste de Luxor, ao lado de caixões coloridos de cantores de Amon. A descoberta importa porque pode ampliar o estudo desse grupo religioso, embora o conteúdo dos rolos դեռ siga selado, em restauro e tradução.

Descoberta em Luxor

A descoberta foi anunciada por autoridades egípcias após escavações na margem oeste de Luxor.

Os rolos de papiro estavam guardados em um vaso de cerâmica e datam do Terceiro Período Intermediário, um conjunto raro preservado por cerca de 3.000 anos.

Os papiros foram encontrados escondidos junto a um conjunto de caixões coloridos ligados a cantores de Amon.

Parte dos pergaminhos chamou atenção pelo estado de conservação, já que alguns ainda mantinham intactos os selos originais de argila.

As autoridades afirmaram que os papiros variam em tamanho e representam uma fonte valiosa de informação.

Os rolos permanecerão fechados por enquanto, enquanto passam por restauração e tradução antes que seu conteúdo seja finalmente revelado.

Câmara funerária lotada

Nas proximidades, pesquisadores localizaram uma câmara funerária escavada na rocha. O espaço estava repleto de caixões pertencentes a cantores de Amon, devotos ligados aos templos dedicados ao deus Amon no antigo Egito.

Para acomodar a grande quantidade de peças, os antigos egípcios organizaram os sarcófagos em 10 fileiras horizontais.

As tampas foram separadas das caixas para ampliar a capacidade interna da câmara e permitir melhor aproveitamento do espaço disponível.

Essa forma de organização mostrou uma solução prática para maximizar o espaço funerário. A disposição dos caixões virou um dos elementos mais marcantes do achado, tanto pelo volume reunido quanto pela maneira como tudo foi armazenado.

Corrida pela preservação

Nem todo o material resistiu bem à passagem dos séculos. Segundo os relatos, a madeira dos caixões estava em mau estado, o que levou a equipe a iniciar um trabalho urgente de conservação no local.

Os restauradores trataram fibras de madeira deterioradas e a camada de gesso pintada que havia enfraquecido com o tempo.

Também realizaram uma limpeza mecânica cuidadosa para remover depósitos sem comprometer as cores vibrantes preservadas nas superfícies.

Esse trabalho passou a ser essencial para estabilizar as peças antes de etapas posteriores de análise.

A preservação dos papiros e dos caixões foi tratada como prioridade imediata diante das condições encontradas durante a escavação.

Quem foi enterrado ali

A identidade exata das pessoas sepultadas ainda não foi definida. Os caixões trazem títulos, mas não nomes, e a designação mais recorrente registrada nas peças é “Cantor(es) de Amon”.

As autoridades afirmam que a descoberta está abridno novos caminhos para o estudo da classe de cantores e gaitistas daquele período.

O achado também foi descrito como uma adição significativa ao histórico de descobertas arqueológicas notáveis do Egito.

O ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy, afirmou que a descoberta reflete o apoio contínuo do Estado egípcio à pesquisa arqueológica.

Ele relacionou esse esforço a uma estratégia ampla para preservar o patrimônio cultural e destacar seu valor civilizacional e humano.

Outros achados recentes

Em outra frente de pesquisas no Egito, um antigo mosteiro em Wadi El-Natrun emergiu das areias do deserto. O complexo de tijolos de barro tinha celas de monges, fornos, restos mortais, cruzes e pinturas de palmeiras.

Inscrições encontradas nesse mosteiro revelaram nomes e rotinas diárias dos monges. Em outra região, arqueólogos descobriram ainda uma hospedaria monástica do século V com 13 cômodos, cozinhas, depósitos, uma coluna de mármore, obras de arte e inscrições gregas.

Já no Planalto de Gizé, uma teoria levantada com base em varreduras de radar sugere uma rede subterrânea de poços e túneis e até a possibilidade de uma segunda Esfinge, embora o mistério ainda permaneça.

Com informações de New York Post.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x