O armazenamento de carbono no Mar do Norte avança em um megaprojeto inovador liderado por gigantes da energia, impulsionando a rota para o net zero
O primeiro armazenamento de carbono do Reino Unido está oficialmente saindo do papel. A Autoridade de Transição do Mar do Norte (NSTA) concedeu à Northern Endurance Partnership (NEP), um consórcio formado pela BP, Shell e TotalEnergies, a licença para iniciar um megaprojeto inovador voltado a armazenar CO₂ em larga escala no subsolo marítimo. A previsão é que a construção comece em meados de 2025, com a primeira injeção já em 2027 e operação plena em 2028.
Localizado cerca de 75 quilômetros a leste de Flamborough Head, na costa leste da Inglaterra, esse megaprojeto inovador de armazenamento de carbono terá capacidade de injetar até 4 milhões de toneladas de CO₂ por ano, por cerca de 25 anos, totalizando até 100 milhões de toneladas.
Instalação de infraestrutura offshore

A licença concedida, aliada à Licença Econômica do Departamento de Segurança Energética e Net Zero, permite a instalação de infraestrutura offshore, incluindo gasodutos submarinos de 145 quilômetros de extensão, além de compressores e uma rede onshore de coleta de CO₂.
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Essa infraestrutura inicial atende a três importantes iniciativas de captura de carbono na região de Teesside: a NZT Power, a H2Teesside e a Teesside Hydrogen CO2 Capture. Tudo isso faz parte de um esforço mais amplo de armazenamento de carbono no chamado Endurance, um aquífero salino a cerca de 1.000 metros sob o leito marinho, que integra o East Coast Cluster, destaque no programa Track 1 do governo britânico.
Armazenamento de carbono deixa de ser apenas um conceito
Para Stuart Payne, presidente-executivo da NSTA, a conclusão do licenciamento é um marco histórico, pois o armazenamento de carbono deixa de ser um conceito distante e passa a se tornar realidade.
Segundo Payne, a indústria de energia do Reino Unido conta com infraestrutura sólida, cadeia de suprimentos mundialmente reconhecida e profissionais altamente qualificados, fatores que impulsionam esse megaprojeto inovador rumo ao net zero, assegurando empregos de qualidade e oportunidades de crescimento no setor.
Em anúncios paralelos, as empresas informaram ter alcançado o fechamento financeiro para a NEP e também para a NZT Power, na qual Equinor e BP possuem participações significativas. Assim, o armazenamento de carbono avança como um megaprojeto inovador, consolidando o Reino Unido como um dos principais polos globais de captura e armazenamento de CO₂, e pavimentando o caminho para uma economia mais sustentável e de baixo carbono.
