Escavações em Siló revelaram estruturas monumentais, itens religiosos e vestígios que reacendem uma das maiores perguntas da arqueologia bíblica
Uma descoberta arqueológica em Siló, na Cisjordânia, voltou a colocar a Arca da Aliança no centro das discussões entre pesquisadores e curiosos.
Novas ruínas encontradas no antigo sítio bíblico podem estar ligadas ao Tabernáculo, santuário que, segundo o Antigo Testamento, teria guardado a Arca por mais de três séculos.
A informação foi divulgada por arqueólogos da Associates for Biblical Research, conhecida como ABR, e repercutida pelo portal Daily Mail.
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A Arca ainda não foi encontrada. Mesmo assim, os vestígios reforçam uma hipótese antiga: Siló pode ter abrigado uma estrutura religiosa monumental antes da destruição de Jerusalém pelos babilônios, em 586 a.C.
Investigação arqueológica revela estrutura monumental em Siló
As escavações recentes revelaram novas paredes de uma construção de grandes dimensões.
Segundo o arqueólogo Scott Stripling, diretor das escavações, a descoberta da parede sul foi especialmente importante.
A identificação permitiu reconstruir melhor as medidas completas do edifício.
A estrutura está posicionada no sentido leste-oeste e apresenta proporções semelhantes às descritas para o Tabernáculo nas Escrituras.
Por isso, os pesquisadores consideram que o local pode ter tido função religiosa central.
A equipe destaca, no entanto, que a descoberta ainda não comprova de forma definitiva que o Tabernáculo esteve ali.
O que seria a Arca da Aliança?
De acordo com o Antigo Testamento, a Arca da Aliança teria guardado as tábuas dos Dez Mandamentos, entregues a Moisés.
Depois disso, ela teria sido colocada dentro do Tabernáculo, um santuário portátil usado pelos israelitas após o Êxodo do Egito.
Segundo alguns estudiosos, esse deslocamento teria ocorrido por volta de 1445 a.C.
Mais tarde, a Arca desaparece misteriosamente dos relatos bíblicos.
Sua última menção aparece antes da destruição de Jerusalém pelos babilônios, em 586 a.C.

Objetos religiosos fortalecem a hipótese dos pesquisadores
As paredes não foram os únicos achados relevantes em Siló.
As escavações também revelaram itens associados a práticas de culto.
Entre os principais achados estão:
- chifres de altar;
- romãs de cerâmica;
- conchas do molusco murex;
- trechos inéditos das fortificações da antiga cidade.
As conchas de murex chamaram atenção porque eram usadas na produção de corante azul.
Esse pigmento aparece nas descrições bíblicas das vestes sacerdotais.
A mesma equipe já havia identificado, no ano anterior, um edifício monumental com dimensões compatíveis com o santuário descrito nas Escrituras.
Siló já havia revelado mais de 100 mil ossos de animais
As novas descobertas complementam achados anteriores feitos no mesmo sítio arqueológico.
Em Siló, escavações já revelaram mais de 100 mil ossos de animais, principalmente de ovelhas, cabras e bovinos.
Um detalhe chamou atenção dos pesquisadores.
Muitos desses ossos pertenciam ao lado direito dos animais.
Esse dado é considerado relevante porque o livro de Levítico menciona partes do lado direito em determinadas ofertas sacerdotais.
Mistério da Arca da Aliança continua sem resposta
Apesar do avanço das escavações, o paradeiro da Arca da Aliança segue desconhecido.
Até agora, nenhuma evidência confirma que o objeto foi localizado.
Mesmo assim, os achados em Siló aumentam o interesse sobre o papel religioso da antiga cidade.
Para os pesquisadores da ABR, as paredes, os objetos de culto e os vestígios de sacrifícios tornam a hipótese do Tabernáculo mais consistente.
A interpretação continua em análise.
Novas escavações em Siló poderão indicar se os arqueólogos estão, de fato, mais próximos de entender um dos maiores mistérios da tradição bíblica.
Você acredita que Siló pode realmente ter abrigado o Tabernáculo associado à Arca da Aliança? Deixe sua opinião!
