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Aposentado de 61 anos produz o próprio gás de cozinha com esterco de vaca, fica 1 ano sem comprar botijão e ainda passa a vender o biofertilizante que sobra

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 04/07/2026 às 13:12 Atualizado em 04/07/2026 às 13:14
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Aposentado de 61 anos produz gás de cozinha com esterco de vaca, fica 1 ano sem botijão e vende o biofertilizante que sobra; veja como funciona
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A reportagem da TV Juruá Online mostra o biodigestor caseiro de Rosindo Alves Magalhães, a horta orgânica onde não entra inseticida e os galões de 50 e 100 litros do adubo líquido vendidos aos produtores da região, ocorreu em Cruzeiro do Sul, no estado do Acre

Enquanto o preço do botijão pesa no orçamento de milhões de famílias, um aposentado resolveu o problema no quintal, com a matéria-prima mais abundante de qualquer pasto. Segundo a TV Juruá Online, em reportagem publicada em agosto de 2016, Rosindo Alves Magalhães, de 61 anos, produzia havia um ano o próprio gás de cozinha a partir de esterco de vaca, e desde então não utilizava mais botijão.

A história não parou na chama do fogão. O aposentado passou a revender o biofertilizante, que é a sobra do esterco depois que o biodigestor extrai o gás, conforme a TV Juruá Online mostra. O produto sai da propriedade em galões de 50 e 100 litros, direto para as hortaliças de outros produtores.

Um ano sem botijão: o gás de cozinha que nasce do esterco

O ciclo montado na propriedade é de uma simplicidade que engana. Segundo a TV Juruá Online, o esterco das vacas alimenta o sistema que produz o chamado gás metânico, canalizado direto para a cozinha da casa, onde substitui integralmente o botijão comprado.

O resultado se mede na rotina. Um ano inteiro de fogão aceso sem uma única recarga, com a matéria-prima do gás de cozinha saindo de poucas vacas do próprio quintal, conforme o canal TV Juruá Online no YouTube registra. Na fala do aposentado, o que vai para a cozinha é o gás, e o que fica no equipamento é um subproduto valioso demais para ser jogado fora.

O que é o biodigestor caseiro, e por que ele funciona

O biodigestor instalado no quintal transforma o esterco das vacas em gás para a cozinha.
O biodigestor instalado no quintal transforma o esterco das vacas em gás para a cozinha.

A mágica tem nome de livro de biologia. De modo geral, um biodigestor é um tanque fechado onde bactérias decompõem matéria orgânica sem oxigênio, num processo chamado digestão anaeróbia, que libera o biogás, mistura rica em metano capaz de alimentar fogões, aquecedores e até motores.

O que sobra é a segunda colheita do sistema. O resíduo líquido da digestão, o biofertilizante, concentra nutrientes já processados pelas bactérias e prontos para as plantas absorverem, num adubo natural que fecha o ciclo da propriedade: o pasto alimenta a vaca, a vaca alimenta o biodigestor, o biodigestor alimenta a cozinha e a horta. É exatamente esse circuito que a reportagem flagra funcionando no quintal do aposentado.

O biofertilizante que sobra vira renda

A venda do adubo transformou o sistema de economia em negócio. Segundo a TV Juruá Online, qualquer produtor pode buscar o biofertilizante na propriedade, levando galões de 50 ou de 100 litros do produto já processado para usar nas hortaliças.

O discurso de venda vem com uma convicção. Produto químico afeta a planta e o consumidor, e a natureza precisa crescer de forma natural, conforme a TV Juruá Online registra na fala de Rosindo Alves Magalhães. O aposentado deixa o contato disponível e recebe os interessados na própria horta, onde o cliente confere de perto como o alimento é produzido.

A horta onde não entra veneno

As hortaliças crescem viçosas na horta adubada apenas com o biofertilizante.
As hortaliças crescem viçosas na horta adubada apenas com o biofertilizante.

O quintal é a vitrine da filosofia. Segundo a TV Juruá Online, todo o material usado na horta é orgânico, e o dono não aceita inseticida em hipótese alguma: o argumento dele é que a planta envenenada acaba afetando também o corpo humano de quem a consome.

A régua de convivência com a natureza é levada ao extremo. Na propriedade não se mata nem formiga, e a presença de insetos e borboletas nas plantas é apresentada como a prova de que não há veneno ali, conforme a TV Juruá Online mostra. O raciocínio do aposentado é ecológico na raiz: eliminar predadores desorganiza a cadeia inteira, e mexer na natureza sempre cobra a conta.

O caminho da certificação orgânica

Vender como orgânico, porém, exige mais que prática limpa. Segundo a TV Juruá Online, o produto passa por uma fase de transição até o certificado de produtor orgânico, emitido por órgão federal ligado ao Ministério da Agricultura, num processo que leva de 6 meses a 2 anos e inclui fiscalização.

Enquanto o selo não vem, a auditoria é popular. Quem atesta a qualidade é o próprio consumidor, convidado a visitar a horta e ver com os próprios olhos o que está comprando, conforme a TV Juruá Online registra. É a certificação informal que sempre sustentou a feira do interior: confiança construída no alqueire, não no carimbo.

Poucas vacas bastam para abastecer a casa

O dado mais animador da reportagem é a escala mínima do sistema. Segundo a TV Juruá Online, com apenas poucas vacas o aposentado consegue o material necessário para produzir o gás de cozinha da casa e ainda gerar o biofertilizante vendido aos vizinhos.

Essa é a aritmética que torna o modelo replicável. Qualquer pequena propriedade com meia dúzia de animais gera esterco suficiente para nunca mais comprar botijão, e o investimento no biodigestor se paga na soma das recargas que deixam de existir. O sonho declarado do aposentado vai além da própria cozinha: ensinar os mais jovens e conscientizar os produtores da região de que dá para produzir sem agredir o ambiente.

O que o caso ensina sobre biogás no campo brasileiro

A história filmada em 2016 só ficou mais atual. O Brasil tem um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, e cada propriedade leiteira é uma pequena jazida de biogás desperdiçada quando o esterco fica ao ar livre, liberando metano direto na atmosfera, sem gerar nem chama nem adubo.

O biodigestor inverte o problema duas vezes. O metano que polui vira energia dentro do tanque, e o resíduo vira fertilizante que substitui adubo comprado, uma dupla economia que programas rurais e cooperativas vêm incentivando país afora, de sistemas caseiros como o do aposentado a plantas industriais em granjas e laticínios. A lição do quintal vale para a política energética: a fronteira do biogás brasileiro começa em quem tem vaca, esterco e disposição.

Para quem o sistema caseiro faz sentido

O modelo do quintal tem um público natural: a pequena propriedade que já cria animais e paga botijão. Nessa combinação, o sistema entrega retorno em duas pontas, cortando uma despesa fixa mensal e criando um insumo agrícola que antes era comprado ou simplesmente não existia na propriedade.

Os cuidados de praxe valem como em qualquer instalação de gás. Sistema caseiro pede tubulação bem vedada, distância segura entre o tanque e a chama, e manutenção da alimentação diária de esterco e água para as bactérias não pararem de trabalhar, práticas que os fornecedores de biodigestores rurais e os órgãos de extensão ensinam junto com a instalação. O gás de cozinha do quintal é seguro quando tratado com o mesmo respeito do botijão da cidade, e a recompensa é uma conta a menos para o resto da vida útil do sistema.

Assista à reportagem

O vídeo mostra o fogão aceso com o gás do quintal, o funcionamento do sistema e a horta que virou vitrine do biofertilizante.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

A cozinha do aposentado resume o que a energia renovável tem de mais concreto: uma chama acesa todos os dias com o que antes era problema no pasto, e um adubo que devolve à terra o que saiu dela. Conta pra gente nos comentários: tu conheces alguém que já trocou o botijão pelo biodigestor?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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