Crise mundial por falta de peças atinge a multinacional Volkswagen e, assim como a Fiat e Renault, interrompe produção de veículos e dá férias coletivas aos funcionários
Em um esforço para adequar o nível de produção à demanda, a fábrica da Volkswagen em Taubaté, no interior de São Paulo, vai dar férias coletivas a 800 funcionários da área de produção a partir deste dia (04/10), de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindimetau), o que equivale a um turno de produção dos modelos Gol e Voyage. A crise por falta de componentes é mundial e outras multinacionais como a Fiat e Renault, decidiram por bem tomar a mesma medida.
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Esse será o sexto período de férias coletivas na unidade do Vale do Paraíba, que também teve 11 dias de shutdown e mais cinco dias de day off — ambos com utilização do banco de horas dos funcionários — por gargalos no abastecimento de peças. Entre os dias 3 e 12 de maio, a fábrica foi paralisada, mas por outro motivo: adaptar a produção para novos modelos feitos sobre estrutura modular MQB.
“A montadora protocolou o aviso no último dia 10. No documento, a Volkswagen informou que as coletivas seriam para 2 mil trabalhadores, mas que poderia sofrer alterações. A medida será aplicada mais uma vez pela falta de componentes, principalmente de semicondutores, que vem sofrendo oscilações no fornecimento e dificultando a produção mundial de veículos”, informou, em nota, o Sindimetau.
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Segundo a entidade, atualmente, há 15 mil carros parados no pátio da fábrica esperando peças para serem concluídos. O número de funcionários em férias coletivas, de acordo com o sindicato, equivale a um turno de produção. A data prevista para retorno dos trabalhadores é dia 7 de outubro. “Já foram registrados (neste ano) 11 dias de ‘shutdown’ e mais cinco dias de ‘day off’ (ambos com utilização do banco de horas) por falta de peças”, acrescentou a entidade em comunicado enviado à imprensa.
Falta de veículos
Com o desabastecimento enfrentado pelas montadoras, atualmente, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), há apenas 76,4 mil veículos em estoque no Brasil. O número é suficiente para apenas 13 dias de vendas. A entidade diz que esse é o pior nível em duas décadas.
Só no último mês, 11 fábricas automotivas tiveram paralisações totais ou parciais, com isso, o setor produziu 21,9% menos na comparação com 2020, quando ainda não havia falta de insumos.
“A pandemia fez com que todos os insumos subissem o preço. O aço, o alumínio, a borracha, todos os derivados do petróleo foram impactados. A questão é que não foi as vendas que aumentaram, não tem é carro no mercado. A tendência é que a situação piore, com as atividades retornando, as pessoas vão voltar a gastar com lazer e esse dinheiro que muitos estão investindo em carro, vai sumir do mercado, as vendas vão cair com os preços altos”, explica o consultor associado da Bright Consulting, Cássio Pagliarini, que prevê a melhora do cenário somente a partir de 2023.
Assim como Volkswagen, Renault suspende contratos de trabalho de funcionários, aprova demissão voluntária e assim como a Fiat adota layoff
A crise chega na multinacional fabricante de veículos Renault! A indústria automotiva do Brasil está a beira de um colapso e se prepara para um fim de ano de baixa produção e fábricas fechadas. Até agora, a maioria das montadoras, como a Fiat e a Volkswagen, adotaram períodos de férias coletivas, plano de demissão voluntária, suspensão de contratos de trabalho, antecipação de feriados e folgas aos funcionários para driblar a falta de componentes para a produção, em especial de semicondutores.
Funcionários da multinacional Renault, instalada em São José dos Pinhais, aprovaram na tarde de ontem (29/09) um conjunto de medidas que inclui plano de demissão voluntária (PDV), plano de demissão involuntária (PDI), regime de redução de jornada e layoff. As propostas são resultado da crise mundial de componentes que tem impactado o funcionamento da indústria automobilística. Confira abaixo o vídeo do Presidente do SMC, Sérgio Butka, falando sobre o PDV, PDI, Layoff e redução de jornada aprovados na Renault
General Motors pulveriza carro elétrico mais barato do mundo que roda 305 km por carga; ManoEV custará R$ 17000 e faz a montadora americana Tesla tremer
Após sucesso absoluto em suas mãos, com o Mini EV, que se tornou o carro elétrico mais vendido na China, devido, majoritariamente, ao preço inicial de cerca de US $ 4.500, a joint venture Saic-GM, que fabrica e vende automóveis das marcas Chevrolet, Buick e Cadillac na China Continental, teve a ideia de aproveitar esse sucesso para bombar as vendas de um carro ainda mais barato, o Wuling NanoEV, que deverá custar o equivalente a 3100 dólares, ou R$ 17.000 ao câmbio atual. O minúsculo veículo foi uma aposta ousada da General Motors para um nicho de mercado estranho, em que coisas que copiam a identidade de produtos famosos ganham notoriedade pela clonagem explícita, como é o caso recém anunciado pelo Click Petróleo e Gás, em que uma montadora chinesa clonou a icônica Kombi da Volkswagen, logo após fabricar descaradamente uma cópia elétrica do Fusca. Confira baixo o carro elétrico mais barato do mundo!


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