Num vídeo de rotina no campo, um casal mostra o dia a dia cuidando de galinhas, patos e da horta caseira, cultivada sem veneno. Entre a colheita de acerola, a batalha contra uma praga que furou a couve e o tratamento do cachorro Boris, os dois provam que a vida no verde é feita de trabalho constante.
Num vídeo dedicado à rotina no campo, um casal registra um dia inteiro de trabalho na propriedade que chama de lar. A dupla, formada por um homem, a esposa Adriana e a filha pequena, apelidada de Lulu, começa a manhã alimentando as galinhas e os patos, primeira tarefa do dia. O clima está fresco, com vento frio e sol, e o tom é de quem faz aquilo por gosto.
O vídeo não vende paisagem parada. Mostra serviço: horta atacada por praga, animais para cuidar, mudas para replantar e um cachorro em tratamento. É essa mistura de afeto e trabalho braçal que sustenta a gravação do início ao fim.
A guerra silenciosa na horta

O primeiro grande problema do dia aparece na horta. As folhas de couve, repolho e brócolis estão completamente furadas, quase sem uma folha inteira. O casal discute em tempo real qual é o culpado, e há divergência sincera: ele chega a suspeitar de passarinho, mas a esposa aponta para lagarta.
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A lógica que vai fechando o diagnóstico é interessante de acompanhar. Passarinho não parano ar para bicar e não pousa no pé de couve, então dificilmente furaria as folhas daquele jeito. Além disso, a praga ataca só couve, repolho, brócolis e alface, poupando outras plantas, um padrão típico de lagarta. Ao encontrar folhas comidas até no miolo do repolho, o casal se convence: é lagarta mesmo, provavelmente escondida num casulo durante o dia.
Prejuízo que vira ração
A solução encontrada é prática e nada se perde. Em vez de simplesmente jogar fora as folhas destruídas, o casal decide arrancá-las e levar tudo de carrinho para as galinhas. Se houver lagarta escondida nas folhas, as aves acabam com o problema.
Há um detalhe honesto nessa parte. O casal cultiva sem agrotóxico, sem veneno, e assume que conviver com pragas é o preço disso. Como eles mesmos dizem, praga é da horta, faz parte, e combater com química não está nos planos. A pequena Lulu ajuda a jogar as folhas no carrinho, transformando o prejuízo em brincadeira e em comida para as galinhas.
O replantio e a lição sobre a terra
Com os pés velhos arrancados, entra a fase de replantar. O casal aproveita para transplantar mudas novas de repolho e couve, e a filha participa fazendo buraquinhos com a própria enxada, numa cena de ensino prático.
Uma observação sobre o solo resume bem a filosofia do lugar. A terra é dura quando seca, mas fica macia depois da chuva, boa de plantar. E choveu bastante, dois ou três dias de tempo fechado e ventania na virada de agosto para setembro, o que deixou o solo no ponto. O casal nota que a chuva veio acima do previsto para a época, e que as plantas, e até o mato, agradecem.
Boris, o cachorro que levou injeção
Parte importante do vídeo é dedicada ao cachorro Boris, que estava com a orelha inflamada, com pus, e bastante incomodado. O veterinário foi até a casa, examinou o animal e prescreveu antibiótico injetável por cinco dias.
Aqui aparece o lado mais humano do dono. Ele confessa que nunca havia aplicado uma injeção na vida e que morre de dó dos animais, porque eles não conseguem dizer o que sentem. No primeiro dia, admite, quase chorou ao aplicar a dose. Ainda assim, cumpre o papel: já aplicou várias doses, desinfeta a seringa com álcool a cada uso mesmo sem ser obrigatório, e segue a prescrição até o fim, ainda que o cão já esteja bem melhor. A Lulu ajuda fazendo carinho no Boris durante a aplicação.
As frutíferas e o cuidado que exige paciência
Na parte final, o trabalho migra para a linha de árvores frutíferas: laranja, limão e outras. Ele capina os pés na enxada, aproveitando a terra macia da chuva, e faz uma pequena bacia de terra em volta de cada muda para segurar a água da rega.
Há também uma lição de quem entende de pomar. Ao ver as primeiras frutinhas nascerem nos pés jovens, o casal explica que é preciso cortar todas, por mais que dê pena, para que a árvore ganhe força e cresça. Só no ano seguinte ela estará pronta para uma produção boa e sadia. A filha lamenta, entre o alegre e o triste, que não haverá laranja neste ano, num daqueles momentos que resumem o tempo lento do campo.
O dia mostrado no vídeo não tem nada de vida fácil no verde. Tem lagarta destruindo a horta, cachorro tomando injeção, terra dura, capina na enxada e a paciência de esperar uma árvore dar fruto só no ano que vem. Mas tem também clima fresco, colheita de acerola, limão graúdo e uma família trabalhando junta, filha incluída.
Agora queremos ouvir você. Se você pudesse, largaria a rotina urbana para viver desse jeito, como esse casal, encarando praga na horta e bicho para cuidar todo dia, ou a lida do campo te assusta? E quem já enfrentou lagarta na horta sem veneno, conta aqui embaixo o que funcionou para você. A gente lê tudo.

