Barbara Loiola transformou a mandioca em empresa no interior baiano: a produção de farinha que ela toca todos os dias, acompanhando de perto a colheita e a casa de farinha, mostra como o agronegócio de um dos alimentos mais brasileiros sustenta cidades inteiras do Nordeste
Tem empresário que dirige a companhia de uma sala com ar-condicionado, e tem quem prefira o cheiro de mandioca torrando na roça. A dona de um negócio de farinha no interior da Bahia é assim, e faz questão de estar no meio da produção todo dia. Segundo o g1, em reportagem de junho de 2026, Barbara Loiola, conhecida como Nelita da Farinha, comanda em Acajutiba, na Bahia, uma produção de farinha construída ao longo da vida, e começa a rotina às 4 da manhã, acompanhando a lida com a mandioca. O escritório dela é a casa de farinha.
O que impressiona é a ligação direta com o chão de fábrica, que no caso é o chão de terra. Em depoimento ao g1, ela resume o método: “Eu gosto de trabalhar junto com meus funcionários. Vou para a roça com os trabalhadores. Eles arrancam as mandiocas e eu acompanho”, contou. É a dona no meio da produção, não atrás de uma mesa.
A produção de farinha que virou patrimônio
O negócio de Nelita nasceu do produto mais brasileiro que existe. De acordo com o g1, a empreendedora construiu o patrimônio dela a partir da produção de farinha, um empreendimento que ela mantém em Acajutiba, no nordeste baiano, acompanhando a rotina da roça diariamente. Da mandioca plantada saiu uma empresa.
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Vale explicar por que essa produção de farinha é um negócio de verdade, em leitura desta redação, devidamente sinalizada. Transformar mandioca em farinha exige uma cadeia inteira: plantar e colher a raiz, descascar, ralar, prensar para tirar o líquido, peneirar e torrar a massa no forno até virar farinha seca. Cada etapa precisa de gente, de equipamento e de tempo certo, e quem toca uma casa de farinha coordena tudo isso como quem toca uma pequena indústria. Não é artesanato de fim de semana, é produção que abastece feiras, mercados e cozinhas de toda uma região.
Dentro da casa de farinha

O coração do negócio é o galpão onde a raiz vira alimento. Conforme o g1, Nelita acompanha de perto a produção de farinha, indo à roça com os funcionários e seguindo o trabalho desde a colheita da mandioca. É ali, entre a roda de ralar e o forno, que o valor é criado.
A escala desse alimento no Brasil ajuda a dimensionar o negócio, em leitura desta redação, devidamente sinalizada. A mandioca é uma das bases da alimentação nacional, e a farinha está na mesa de Norte a Sul, do pirão ao acompanhamento do feijão. O Brasil é um dos maiores produtores de mandioca do mundo, e boa parte dessa produção vira farinha em milhares de casas de farinha espalhadas pelo interior, muitas tocadas por pequenos e médios produtores como Nelita. É um mercado enorme, feito de muitos negócios pequenos somados.
Uma empreendedora que não sai da linha de produção
O traço que define Nelita é a presença diária no negócio. Segundo o g1, mesmo com o empreendimento consolidado, ela mantém a rotina de ir para a roça e acompanhar os trabalhadores, dizendo que prefere estar na produção a ficar parada em casa. A dona da farinha bate ponto na própria empresa.
Esse perfil de dono presente é uma marca do agronegócio familiar, em observação desta redação, devidamente sinalizada. Em muitas propriedades do interior, quem fundou o negócio continua no comando do dia a dia, conhecendo cada etapa da produção melhor do que qualquer funcionário. Essa proximidade tem valor prático: o dono que acompanha a colheita e a torra da farinha percebe rápido um problema de qualidade, negocia melhor com o comprador e mantém o padrão que fez o nome do produto. No caso de Nelita da Farinha, o nome virou marca justamente por causa dessa presença.
Há ainda uma vantagem competitiva nesse modelo de dono na produção, ainda em observação sinalizada. Uma casa de farinha bem tocada controla a qualidade do produto do começo ao fim: escolhe a mandioca no ponto certo de colheita, ajusta a torra para dar o sabor e a cor que o cliente reconhece e garante regularidade na entrega. Num mercado em que muita farinha se parece na prateleira, é esse cuidado que faz um comprador voltar e pagar um pouco mais pela farinha de um produtor de confiança. A produção de farinha de Nelita ganhou nome porque, década após década, entregou o mesmo padrão.
Por que a produção de farinha move o interior do Nordeste

O caso de Acajutiba é um retrato de um Brasil que produz longe dos holofotes, em leitura desta redação, devidamente sinalizada. A produção de farinha de mandioca é uma atividade econômica central em muitas cidades do Nordeste, gerando renda, emprego e movimentando o comércio local. Cada casa de farinha compra raiz de produtores, contrata gente para a lida e vende farinha para feiras e mercados, criando uma teia econômica que sustenta comunidades inteiras.
E há um valor cultural que anda junto com o econômico, ainda em leitura sinalizada. A casa de farinha é, no interior, ponto de encontro e tradição que passa de geração em geração, com técnicas herdadas dos antigos. Negócios como o de Nelita mantêm viva essa cultura ao mesmo tempo em que a transformam em renda, provando que tradição e empreendedorismo podem caminhar juntos. É o tipo de história que explica por que o agronegócio brasileiro não é só soja e boi, mas também a farinha que sai da mandioca no quintal do Nordeste.
Assista: como a mandioca vira farinha na casa de farinha
Para ver de perto o processo que sustenta o negócio, um vídeo ajuda. O canal de Zenivaldo de Jesus registrou o trabalho de servar a mandioca numa casa de farinha em Jequié, na Bahia, mostrando o passo a passo da produção de farinha, o mesmo tipo de operação que Nelita acompanha todo dia em Acajutiba. Conta pra gente nos comentários: na sua casa, a farinha de mandioca não pode faltar na mesa?

