Thayla Luiza de Oliveira, de Sapiranga, começou a produzir sanduíche com a mãe após conversa em família e passou a distribuir cerca de 200 unidades toda sexta-feira. Em dois meses, as entregas chegaram a Sapiranga, Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo, com doações também de ingredientes, roupas e cobertores.
O sanduíche que fazia parte das comidas favoritas de Thayla Luiza de Oliveira acabou dando origem a uma rotina de produção e distribuição de alimentos quando ela tinha apenas 9 anos, em Sapiranga, no Rio Grande do Sul. Depois de uma conversa com o pai sobre o destino de um lanche que não queria comer, a menina perguntou por que a família não poderia preparar sanduíches para pessoas que precisavam de comida.
A ideia saiu rapidamente da conversa doméstica. Segundo reportagem publicada em 9 de junho de 2020 pelo portal Alegrete Tudo, com informações atribuídas ao G1, Thayla passou a preparar cerca de 200 sanduíches toda sexta-feira ao lado da mãe, Deise de Oliveira, enquanto a família percorria quatro cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre para realizar as entregas.
Conversa sobre um sanduíche deu origem à iniciativa
O ponto de partida ocorreu dentro de casa. Edson Luiz de Oliveira, pai de Thayla, contou que a família gostava de sanduíche e que, certa noite, a filha não queria o lanche que tinha diante dela.
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Ele então comentou que aquela comida poderia fazer falta para alguém do lado de fora. A resposta da menina mudou a conversa: Thayla perguntou por que eles próprios não poderiam preparar sanduíches para essas pessoas.
Bilhetes espalhados pela casa impediram que família esquecesse a ideia

A proposta não ficou apenas na conversa daquela noite. Depois de decidir que queria colocar o plano em prática, Thayla começou a deixar lembretes dentro de casa para garantir que os adultos não esquecessem dos ingredientes.
Os bilhetes eram uma forma simples de manter a ideia presente na rotina familiar. A menina fazia questão de lembrar que pão e demais itens precisavam ser comprados para que o próximo sanduíche pudesse chegar a quem estivesse precisando de alimento.
Produção chegou a cerca de 200 lanches por sexta-feira
Quando a reportagem foi publicada, em junho de 2020, a iniciativa já acontecia havia aproximadamente dois meses. Toda sexta-feira, Thayla e a mãe se envolviam na preparação dos alimentos.
O volume informado era de cerca de 200 sanduíches produzidos e distribuídos por semana. A fonte não apresenta um total acumulado de lanches desde o início da iniciativa, por isso não é possível calcular com precisão quantas unidades haviam sido entregues até aquele momento.
Mãe passou a dividir a preparação com a filha
Deise de Oliveira participava diretamente da produção ao lado de Thayla. A cozinha da família virou o ponto inicial de uma operação que depois continuava pelas ruas de diferentes municípios.
O sanduíche tinha um significado particular nessa dinâmica porque era justamente uma comida apreciada pela própria menina. O alimento presente na rotina da família passou a ser preparado em quantidade muito maior para ser compartilhado fora de casa.
Família percorria quatro cidades para encontrar quem precisava
As entregas não ficavam restritas a Sapiranga. A família também seguia para Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo, todas no Rio Grande do Sul.
Segundo o relato, os deslocamentos podiam durar horas. A família circulava pelas quatro cidades procurando pessoas para receber os sanduíches, em vez de concentrar toda a distribuição em um único ponto previamente definido.
Sapiranga era ponto de partida de uma rota maior
Thayla era moradora de Sapiranga, município onde parte da produção e das entregas acontecia. A iniciativa, porém, ganhou dimensão regional à medida que a família ampliou o percurso.
Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo passaram a integrar a rota. Em apenas cerca de dois meses, o projeto doméstico já alcançava quatro municípios diferentes, segundo as informações publicadas na época.
Reação das pessoas marcou Thayla durante as entregas
Thayla contou que se sentia bem participando da distribuição. Segundo a menina, algumas das pessoas atendidas agradeciam e desejavam bênçãos à família depois de receber os alimentos.
Ela também acompanhava a reação durante as saídas. A experiência não se limitava à preparação do sanduíche dentro de casa: Thayla participava do contato com as pessoas que recebiam os lanches.
O relato publicado não apresenta nomes ou informações individuais sobre os beneficiários. Por isso, não é possível acrescentar detalhes sobre suas circunstâncias pessoais além do que foi registrado pela reportagem.
Vizinhos e amigos começaram a participar
Com o passar das semanas, a iniciativa deixou de depender exclusivamente dos integrantes da família. Vizinhos e amigos começaram a contribuir para manter as entregas.
As doações incluíam ingredientes utilizados na produção dos alimentos, mas não apenas isso. Roupas e cobertores também passaram a ser entregues por pessoas que decidiram colaborar com a mobilização.
Corrente de ajuda cresceu além da cozinha da família
Entre as pessoas que passaram a participar estava Paulinha Letícia Correa. Na época da reportagem, ela afirmou que estava ajudando pela terceira sexta-feira consecutiva.
Esse envolvimento mostra como a rotina iniciada a partir de um sanduíche ultrapassou a casa de Thayla. A família continuava no centro da produção, mas passou a contar com uma pequena rede de pessoas dispostas a fornecer materiais e participar da ação.
A fonte não informa quantos vizinhos e amigos contribuíam regularmente nem estabelece um valor financeiro para as doações. Qualquer estimativa sobre o tamanho econômico da mobilização iria além dos dados disponíveis.
Não havia um ponto fixo para todas as entregas
A forma de distribuição também ajuda a explicar as horas de deslocamento mencionadas pela família. Os alimentos não eram simplesmente levados a uma única instituição ou endereço.
Os familiares percorriam as cidades até encontrar pessoas que pudessem receber os lanches. Essa dinâmica fazia a produção de aproximadamente 200 unidades ser seguida por outra etapa: localizar os destinatários ao longo do trajeto.
A reportagem não informa uma rota fixa entre Sapiranga, Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo, nem especifica quantas refeições eram entregues em cada município.
De comida favorita a rotina semanal em quatro cidades
O que começou com uma conversa entre pai e filha ganhou uma sequência bem definida: Thayla teve a ideia, espalhou bilhetes para lembrar a família dos ingredientes, passou a preparar os alimentos com a mãe e viu vizinhos e amigos se juntarem às entregas.
Em cerca de dois meses, o sanduíche favorito de uma menina de 9 anos havia se transformado em aproximadamente 200 lanches preparados toda sexta-feira e distribuídos em quatro cidades gaúchas. Na sua opinião, iniciativas comunitárias desse tipo conseguem crescer justamente porque começam de maneira simples e próxima da realidade das famílias? Conte nos comentários.
