Modelo usado combina baixo consumo, facilidade do câmbio automático e mecânica conhecida para atrair quem procura mobilidade urbana econômica sem precisar investir no preço de uma scooter nova atualmente.
A Honda PCX 150 2019 custa R$ 14.735 na Tabela Fipe de setembro de 2026 e aparece como uma das scooters automáticas usadas mais interessantes para quem pretende abandonar o câmbio manual sem entrar nos preços das motocicletas novas. Por menos de R$ 15 mil na referência oficial, ela combina motor de 149,3 cm³, câmbio CVT, injeção eletrônica, refrigeração líquida, sistema Idling Stop e consumo urbano divulgado em até 47,5 km/L.
Segundo o Motor1, a geração 2019 chegou ao Brasil com 13,2 cv, torque de 1,38 kgfm, tanque de 8 litros e transmissão automática CVT, além de uma profunda atualização que trouxe painel digital, iluminação em LED e ABS nas versões superiores. A combinação entre consumo e capacidade do tanque permite projetar matematicamente até 380 km de alcance em condições ideais, embora a autonomia real varie conforme trânsito, peso, manutenção e estilo de pilotagem.
Honda PCX 150 2019 custa R$ 14.735 na Fipe em setembro de 2026
O preço atual é um dos grandes responsáveis por recolocar a PCX 150 2019 no radar de quem procura uma moto usada barata. A Webmotors registra Fipe de R$ 14.735 em setembro de 2026, contra R$ 14.810 em agosto e R$ 14.885 em julho. Em apenas dois meses, portanto, a referência recuou R$ 150.
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A média nacional calculada pela plataforma está em R$ 15.957,78, enquanto os anúncios monitorados aparecem entre aproximadamente R$ 14.500 e R$ 17.490. Isso significa que unidades próximas ou até ligeiramente abaixo dos R$ 15 mil existem no mercado, embora quilometragem, região, manutenção e conservação interfiram diretamente no preço pedido.
As versões Sport 2019 também permanecem próximas dessa faixa, com Fipe de R$ 14.792 em setembro de 2026. Para quem estabelece R$ 15 mil como teto, portanto, mais de uma configuração da família já entra na busca.
Motor de 149,3 cm³ entrega 13,2 cv e usa refrigeração líquida
A PCX 150 utiliza um motor monocilíndrico OHC de quatro tempos e 149,3 cm³, alimentado por injeção eletrônica PGM-FI e refrigerado a líquido. A potência máxima é de 13,2 cv a 8.500 rpm, enquanto o torque alcança 1,38 kgfm a 5.000 rpm.
O desempenho não foi desenvolvido para transformar a scooter em uma esportiva. A prioridade está em arrancadas urbanas, suavidade e economia, características coerentes com uma motocicleta pensada principalmente para congestionamentos, deslocamentos de trabalho e percursos cotidianos.
O motor utiliza somente gasolina nessa geração. A refrigeração líquida é outro diferencial diante de pequenas motocicletas urbanas mais simples, que frequentemente utilizam motores refrigerados diretamente pelo ar.
Câmbio CVT elimina embreagem e trocas manuais
Uma das características que mais diferencia a PCX de motos tradicionais nessa faixa de preço é a transmissão automática V-Matic do tipo CVT. Não existe pedal de câmbio nem manete de embreagem para o piloto operar durante o percurso.
Na prática, basta acelerar para avançar e utilizar os comandos de freio para reduzir e parar. O sistema modifica continuamente a relação de transmissão conforme velocidade, rotação e abertura do acelerador, eliminando a sequência de primeira, segunda, terceira e demais marchas típica de uma motocicleta convencional.
Essa simplicidade operacional ajuda a explicar a popularidade das scooters nos grandes centros. Para quem percorre diariamente trajetos interrompidos por dezenas de semáforos e congestionamentos, deixar de acionar embreagem e câmbio repetidamente representa uma diferença significativa no uso cotidiano.
Consumo pode chegar a impressionantes 47,5 km/L na cidade
O dado mais chamativo da PCX 150 2019 está no consumo. Na apresentação da nova geração, foi divulgado rendimento urbano de até 47,5 km/L, número elevado mesmo para os padrões das motocicletas de baixa cilindrada.
Em termos práticos, um motociclista que percorresse 40 quilômetros por dia e repetisse exatamente esse consumo utilizaria menos de um litro de gasolina diariamente. O resultado real, naturalmente, dependeria de trânsito, peso transportado, calibragem dos pneus, manutenção, combustível e forma de acelerar.
A economia também precisa ser analisada considerando a idade do veículo. Uma PCX 2019 já possui vários anos de circulação, e componentes desgastados, pneus fora da calibragem correta, filtro de ar saturado ou manutenção atrasada podem impedir que um exemplar usado se aproxime dos números obtidos quando novo.
Tanque de 8 litros pode projetar até 380 km de autonomia
O tanque comporta 8 litros de gasolina. Se a scooter reproduzisse os 47,5 km/L usados como referência de consumo urbano e utilizasse matematicamente todo o volume nominal, o alcance teórico chegaria a cerca de 380 quilômetros.
Mesmo com consumo de 40 km/L, ainda seriam aproximadamente 320 km teóricos. A relação entre tanque relativamente pequeno e baixo consumo mostra por que abastecimento pode deixar de ser uma preocupação diária para quem realiza percursos urbanos moderados.
Não é recomendável, porém, planejar deslocamentos utilizando cada gota até o esgotamento completo. A autonomia prática precisa preservar margem de segurança, além de considerar variações naturais do consumo.
Idling Stop desliga o motor automaticamente nos semáforos
Parte da estratégia de eficiência está no Idling Stop, sistema criado para desligar automaticamente o motor quando determinadas condições são atendidas durante uma parada. Quando o piloto volta a acelerar, o propulsor é religado e a scooter retoma o movimento.
O manual da Honda informa que o sistema precisa de condições específicas para operar, incluindo motor aquecido e a motocicleta ter ultrapassado 10 km/h ao menos uma vez após a partida. O recurso pode ser ligado ou desligado pelo condutor.
A própria Honda explica que o objetivo é reduzir consumo, emissões e ruído enquanto o veículo permanece parado. Em material dedicado à tecnologia, a fabricante chegou a informar redução de consumo de até 7% com o sistema ativado, dependendo das condições de utilização.
PCX 2019 ganhou painel digital, LEDs e espaço de 28 litros
A geração 2019 não mudou apenas mecanicamente. O conjunto óptico dianteiro foi redesenhado e recebeu iluminação por LED com luz diurna, enquanto a traseira também ganhou LEDs e novas formas. O painel passou a ser totalmente digital.
Outra melhoria relevante apareceu debaixo do banco. O compartimento passou a oferecer 28 litros, um litro a mais que a geração anterior, permitindo acomodar objetos utilizados no dia a dia e, dependendo do formato, capacete e pequenos volumes.
Existe ainda um porta-objetos dianteiro. Nas versões superiores, ele é acompanhado por tomada de 12 volts, recurso particularmente útil para carregar dispositivos eletrônicos por meio de adaptadores compatíveis.
Sport e DLX receberam ABS e chave presencial
A linha brasileira de 2019 foi lançada em três versões principais. A configuração de entrada utilizava sistema de frenagem combinada CBS, disco dianteiro e tambor traseiro. Já Sport e DLX receberam disco nas duas rodas e ABS atuando na dianteira.
As duas configurações superiores também introduziram o Smart Key System, sistema de chave presencial. O proprietário pode liberar ignição, trava do guidão, abertura do banco e tampa de combustível sem utilizar uma chave convencional diretamente no contato.
O manual oficial confirma a presença do indicador do Honda Smart Key e do ABS nas versões DLX e Sport. Para uma scooter usada de 2019, são recursos que ainda ajudam a diferenciar essas configurações de modelos urbanos mais básicos.
Peso de 126 kg e banco baixo facilitam a utilização urbana
A PCX 2019 mede 1.923 mm de comprimento, 745 mm de largura e 1.107 mm de altura, com distância entre-eixos de 1.313 mm. O peso seco declarado é de 126 kg.
A altura do banco é de apenas 764 mm, facilitando o apoio dos pés no chão para muitos motociclistas. Essa medida, combinada ao centro de gravidade baixo e ao câmbio automático, favorece manobras em estacionamentos e condução em velocidade reduzida.
As rodas são de 14 polegadas. Em 2019, os pneus ficaram mais largos, passando para 100/80-14 na dianteira e 120/70-14 atrás. A alteração acompanhou o redesenho das rodas, que passaram a utilizar oito raios.
Suspensão foi revista para atacar uma reclamação antiga
A nova geração recebeu mudanças importantes na suspensão traseira. Os dois amortecedores ganharam nova calibragem e três estágios na tensão das molas, enquanto seus pontos de fixação foram reposicionados no chassi e na balança.
O objetivo era melhorar a absorção de impactos e reduzir as pancadas de fim de curso que incomodavam proprietários das gerações anteriores. A dianteira utiliza garfo telescópico com 100 mm de curso e a traseira também dispõe de aproximadamente 100 mm.
Essa característica merece inspeção cuidadosa em uma unidade usada. Vazamentos nos retentores, amortecedores cansados, pneus desgastados ou folgas podem transformar bastante o comportamento de uma scooter que, quando nova, tinha sido recalibrada justamente para oferecer mais conforto.
Comprar PCX 2019 usada exige verificar CVT, ABS e manutenção
O preço de R$ 14.735 não deve ser o único critério de compra. Uma PCX 2019 já pode ter enfrentado anos de uso diário intenso, inclusive em deslocamentos profissionais, portanto a quilometragem e o histórico de manutenção merecem atenção.
É importante conferir correia e componentes da transmissão CVT dentro dos intervalos definidos pela Honda, além de óleo, líquido de arrefecimento, filtros, pneus, rolamentos, suspensão e freios. Nas versões Sport e DLX, o sistema ABS e o Smart Key também precisam funcionar sem alertas ou falhas.
O sistema Idling Stop depende de condições adequadas da bateria e do gerenciamento eletrônico. Funcionamento irregular, dificuldade para religar o motor ou indicadores persistentes no painel devem ser investigados antes de concluir a compra.
Também é necessário verificar documentação, histórico de sinistros e eventuais campanhas vinculadas ao número do chassi. Em uma moto usada, uma unidade um pouco mais cara e bem mantida pode representar gasto final menor que outra barata acompanhada de manutenção acumulada.
Por menos de R$ 15 mil, PCX 150 une economia e praticidade automática
A Honda PCX 150 2019 chegou às lojas originalmente por R$ 11.620 na versão de entrada, enquanto Sport e DLX custavam R$ 12.990. Sete anos depois, a Fipe de setembro de 2026 está em R$ 14.735, comparação nominal que não considera a inflação ocorrida no período.
O que permanece relevante é o pacote técnico. São 149,3 cm³, 13,2 cv, transmissão automática CVT, injeção eletrônica, refrigeração líquida, tanque de 8 litros, 28 litros sob o banco e sistema Idling Stop. Nas versões superiores, entram ainda ABS dianteiro e Smart Key.
O consumo divulgado de até 47,5 km/L reforça o principal argumento para quem busca uma scooter usada essencialmente urbana. Mesmo que o resultado prático varie, a eficiência do conjunto, associada à ausência de embreagem e mudanças manuais, cria uma alternativa voltada para quem quer gastar pouco combustível e simplificar a rotina no trânsito.
Com Fipe abaixo de R$ 15 mil em setembro de 2026, a PCX 150 2019 ocupa justamente uma faixa na qual economia, praticidade e tecnologia começam a se encontrar. Para quem procura uma moto automática usada barata, seus 13,2 cv podem não impressionar pela força, mas os 47,5 km/L, o CVT e o tanque de 8 litros explicam por que a eficiência continua sendo seu argumento mais poderoso.

