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Com 82 anos e sem comer nem beber desde a adolescência, o homem foi monitorado pelo Exército e intrigou médicos após 15 dias de exames contínuos, níveis estáveis de saúde e um metabolismo que desafiou tudo o que a ciência entende sobre o corpo humano

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 19/11/2025 às 16:41
Assista o vídeoAos 82 anos e monitorado por médicos do Exército da Índia, o homem que afirma viver 70 anos sem comer ou beber intriga autoridades após 15 dias de exames contínuos sem ingestão registrada
Aos 82 anos e monitorado por médicos do Exército da Índia, o homem que afirma viver 70 anos sem comer ou beber intriga autoridades após 15 dias de exames contínuos sem ingestão registrada
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Monitorado por médicos do Exército da Índia, idoso passa 15 dias sem comer ou beber sob exames constantes e reacende debate sobre limites do corpo humano.

Em abril e maio de 2010, um episódio documentado pela Defence Institute of Physiology and Allied Sciences (DIPAS), órgão ligado ao Ministério da Defesa da Índia, voltou a intrigar médicos, pesquisadores e autoridades militares. O indiano Prahlad Jani, então com 82 anos, foi submetido a 15 dias de observação clínica contínua dentro de um hospital militar em Ahmedabad, no estado de Gujarat, para investigar uma alegação que ele repetia há décadas: viver sem comer, beber ou evacuar desde os 12 anos de idade, ou seja, por cerca de 70 anos.

As equipes que conduziram o estudo incluíam médicos militares, especialistas em metabolismo, radiologistas, endocrinologistas e pesquisadores civis. Durante todo o período, Jani permaneceu em um quarto fechado, monitorado por câmeras 24 horas por dia, acompanhado por enfermeiros e submetido a exames diários. O relatório inicial divulgado publicamente por porta-vozes do DIPAS e noticiado por veículos como BBC, India Today e Reuters confirmou que nenhum alimento, água ou excreção foi registrada no período monitorado, reacendendo o debate sobre limites fisiológicos e fenômenos considerados excepcionais.

A rotina de exames e o que a equipe médica observou no homem que afirmava viver 70 anos sem comer ou beber

Durante os 15 dias de observação, Jani passou por:

  • monitoramento de vídeo contínuo;
  • avaliações neurológicas, cardiológicas e metabólicas;
  • tomografias periódicas para acompanhar funcionamento de órgãos;
  • análises de urina, fezes e sangue;
  • testes hormonais de glândulas relacionadas à fome e à sede.
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Segundo o DIPAS, nenhum alimento foi introduzido no recinto e não houve qualquer registro de ingestão, secreção ou eliminação corporal.

Um detalhe específico chamou a atenção: exames de ultrassom indicaram que a bexiga de Jani se enchia moderadamente, mas o líquido parecia ser reabsorvido pelo organismo algo considerado altamente incomum, mas observado em todas as análises.

A equipe militar descreveu o caso como “extraordinário” e “sem explicação fisiológica imediata”. Os relatórios oficiais, contudo, foram cautelosos: não concluíram que Jani realmente viveu sete décadas sem comer ou beber, mas registraram que durante os 15 dias, sob vigilância absoluta, não houve ingestão nem eliminação.

Por que o Exército da Índia se interessou pelo caso do homem que vive sem comer ou beber

O DIPAS é responsável por estudar circunstâncias extremas em que soldados podem ser submetidos — falta de água, privação alimentar, altitudes elevadas e ambientes de guerra.

Casos como o de Jani podem oferecer pistas sobre adaptações humanas a cenários extremos, especialmente em missões de sobrevivência, operações em regiões remotas e treinamento de resistência.

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O interesse não nasceu no acaso: Jani afirmava que sua condição não era resultado de treinamento físico, mas de práticas espirituais do hinduísmo que incluem meditação intensa, controle da respiração e rituais religiosos de privação. Ele era considerado um sadhu, um asceta dedicado a práticas espirituais rigorosas e isolamento voluntário.

Para os militares, mesmo que os relatos mais extremos de Jani não fossem comprováveis, compreender como seu corpo funcionava em condições tão anômalas era valioso em termos científicos.

O que a ciência conseguiu e o que não conseguiu explicar a respeito do homem que vivia sem comer ou beber

Apesar do monitoramento constante, os especialistas não encontraram uma explicação fisiológica clara para o funcionamento do organismo de Jani durante os 15 dias de exame. O corpo humano, segundo parâmetros biomédicos tradicionais, exige:

  • ingestão contínua de água para manter pressão sanguínea e volume plasmático;
  • ingestão calórica para sustentar metabolismo basal;
  • eliminação de toxinas e resíduos metabólicos;
  • funcionamento renal ligado ao equilíbrio eletrolítico.

Qualquer ausência prolongada de água causa desidratação severa em poucos dias, e a ausência total de comida leva a colapso orgânico após períodos relativamente curtos. Durante as observações, porém, Jani apresentou:

  • pressão arterial estável;
  • níveis normais de oxigenação;
  • estado cognitivo preservado;
  • sinais vitais consistentes;
  • ausência de sinais clínicos de desnutrição aguda.

Para alguns estudiosos de fisiologia extrema, o caso pode estar relacionado a estados metabólicos raríssimos de redução drástica do gasto energético, semelhantes aos observados em hibernações animais, mas essa hipótese nunca foi confirmada.

Por outro lado, para cientistas mais céticos, é possível que a condição de Jani seja resultado de fatores ainda não detectados, ou que a ausência de ingestão antes dos exames não seja verificável historicamente, o que impede conclusões definitivas sobre as alegações dos 70 anos.

O impacto no debate científico e as críticas ao estudo a respeito de Prahlad Jani

O caso gerou divisão entre especialistas. Alguns endocrinologistas e médicos militares envolvidos no estudo afirmaram que os exames foram rigorosos e metodologicamente sólidos, e que, pelo menos durante os 15 dias observados, não houve violação do protocolo.

Outros grupos, especialmente ligados a universidades ocidentais, criticaram a falta de publicação completa dos dados em periódicos revisados por pares, alegando que isso limita a qualidade da evidência do caso do homem que afirma viver 70 anos sem comer ou beber. Mesmo assim, todos concordam em um ponto: o que foi registrado nos 15 dias de observação é altamente incomum e digno de investigação profunda.

A figura humana por trás do fenômeno – homem que vive sem comer ou beber

Prahlad Jani viveu grande parte da vida em cavernas e templos na região de Gujarat, dedicando-se a práticas religiosas intensas desde a adolescência. Ele dizia que sua energia vinha de rituais devocionais, e que desde os 12 anos não sentia fome nem sede. Apesar das dúvidas científicas, testemunhos de moradores da região relatam que Jani vivia de maneira extremamente austera e era conhecido por evitar qualquer tipo de alimento.

Ele morreu em 2020, aos 90 anos, mantendo até o fim a mesma rotina de silêncio e isolamento.

Um caso real, documentado e ainda sem explicação consensual: homem que afirma viver 70 anos sem comer ou beber

O caso de Prahlad Jani permanece como um dos exemplos mais intrigantes da medicina contemporânea. Ele foi observado, filmado, monitorado e examinado por 15 dias consecutivos por instituições oficiais ligadas ao Exército da Índia, sem registro de ingestão ou excreção.

No entanto, suas alegações de 70 anos sem comer ou beber continuam sem comprovação histórica plena e sem consenso científico.

Mesmo assim, o episódio entrou para a literatura de fisiologia extrema como um dos raros momentos em que a medicina observou, de maneira direta, um fenômeno que desafia parâmetros biológicos conhecidos e que continua sendo estudado e debatido até hoje.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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