Aos 27, ex-advogada faz reforma casa abandonada no interior, transforma o lugar em criatório de ovelhas e criação de ovelhas no RS e encontra na vida no campo um novo rumo.
Aos 27 anos, uma ex advogada troca Porto Alegre pela reforma casa abandonada no interior, transforma o imóvel em lar e monta um criatório de ovelhas com cerca de 280 animais no RS, usando apenas três hectares de pasto. Na mesma área em que antes havia só mato e estrutura esquecida, ela constrói uma criação de ovelhas no RS rentável, organizada em piquetes, comandada por dois reprodutores e alinhada ao sonho de uma vida no campo com mais sentido.
Longe dos gabinetes, do ar condicionado do Tribunal de Contas e do trânsito da capital, a reforma casa abandonada se tornou o ponto de virada. Ao recuperar a casa abandonada no interior, ela ganhou um espaço próprio para morar com o filho, reduziu custos da vida urbana e abriu caminho para investir em um criatório de ovelhas. Em poucos anos, a criação de ovelhas no RS deixou de ser plano distante para virar trabalho diário, renda e rotina de quem escolheu a vida no campo como projeto de longo prazo.
Da carreira em Porto Alegre à reforma casa abandonada no interior
Antes de assumir o papel de produtora rural, ela levava uma vida que, no papel, parecia a trajetória ideal. Nascida em Lagoa Vermelha, formou se em Direito, passou na OAB, assumiu vaga no Tribunal de Contas em Porto Alegre e mudou se para a capital com o filho.
-
Enquanto quase todo mundo depende do supermercado, Ângelo, de 36 anos, e a tia Inês, de 75, vão ao mercado só para comprar sal, café e produtos de limpeza, todo o resto sai da própria terra, em Casca, no Rio Grande do Sul
-
Família troca o chuchu por 100 mil frangos, abandona tradição agrícola após décadas e transforma propriedade no interior de SP em referência para exportações exigentes como as da China e outros mercados globais
-
Sem dinheiro para trator nem Tobata, um agricultor de Presidente Getúlio comprou uma moto velha de leilão e criou um triciclo agrícola que carrega até 900 kg de adubo na roça; em cinco anos, já vendeu oito para vizinhos
-
Um único tanque no lago de uma usina rende 90 mil quilos de tilápia a cada seis meses, e a empresa quer multiplicar isso por 500 para levar Mato Grosso do Sul do 11º lugar ao topo do país
Havia estabilidade, salário fixo, colegas que gostava e uma rotina de cidade grande que funcionava bem.
Tudo mudou na pandemia. Trancada em um apartamento, trabalhando de forma remota, a falta de verde, silêncio e espaço começou a pesar.
Aproveitando o trabalho à distância, ela decidiu passar um período na fazenda da família, retomando o contato com o interior que marcou a infância.
Foi nesse retorno que surgiu a oportunidade que ligaria tudo: a família tinha uma casa de ex funcionário, parada havia cerca de 10 anos, tomada pelo tempo. Ali começaria a reforma casa abandonada que mudaria tudo.
Em vez de enxergar ruína, ela viu projeto. Adotou aquela casa abandonada no interior como base da mudança de vida.
Com planejamento financeiro, economizando o salário da cidade e abrindo mão do apartamento em Porto Alegre, começou a investir pouco a pouco em consertos, limpeza, melhorias e adaptação do espaço.
Como a reforma casa abandonada virou lar com identidade própria
A casa original era simples, antiga, sem revestimento interno e com paredes finas. Ficar na baixada significava frio intenso no inverno e umidade passando sob o assoalho nos dias de chuva.
Em vez de demolir, ela escolheu preservar a história, reforçar a estrutura e tornar o ambiente confortável.
A reforma casa abandonada começou pela base: arrumar telhado, recuperar piso, resolver infiltrações e melhorar o isolamento. Depois, veio a parte que deu alma ao lugar.
Ela buscou móveis e objetos antigos espalhados pela família. A mala da avó, que já carregou a roupa dos seis filhos em viagens, ganhou lugar de destaque.
A cristaleira da bisavó, com décadas de história, foi restaurada. Uma cômoda que organizava meias e roupas da mãe e dos tios voltou a ser usada. Peças retiradas de um moinho desativado reforçaram a atmosfera de casa de época.
O resultado foi uma casa abandonada no interior transformada em lar funcional, misturando madeira antiga, cristaleiras cheias de memória, fogão a lenha para enfrentar o frio e detalhes mais modernos para garantir conforto.
A reforma casa abandonada, antes um desafio, passou a ser símbolo concreto da virada de Porto Alegre para a vida no campo.
Por que ovelhas e não gado ou grãos
Com o lar definido, faltava responder a pergunta prática: como faria a renda na fazenda. Sem experiência com máquinas agrícolas e sabendo que o investimento em grãos exigiria área, insumos e equipamentos caros, a opção pelos cultivos foi adiada. O gado de corte também exigiria estrutura maior, mais risco e ciclo mais longo até o retorno.
As ovelhas, por outro lado, ofereceram um equilíbrio interessante. A gestação é curta, cerca de cinco meses. Em algumas situações, é possível ter dois partos por ano, o que dá velocidade à renovação do rebanho.
A escala de entrada e saída de animais é mais ágil e o custo com medicação, veterinário e manejo de pasto tende a ser menor do que no gado.
Foi assim que, em outubro de 2021, chegaram as primeiras 25 ovelhas. Ali nascia, de forma prática, o criatório de ovelhas que hoje reúne cerca de 280 animais.
A criação de ovelhas no RS passou a ser o eixo econômico da nova fase da vida, crescendo junto com a adaptação da casa, a experiência de manejo e o aprendizado diário.
Três hectares, piquetes e um criatório de ovelhas organizado

A área central da propriedade, onde fica a casa, soma cerca de três hectares. É ali que se concentra boa parte da rotina com ovelhas prenhes e cordeiros mais novos.
Em áreas de campo ao redor, com mais alguns hectares, ficam os lotes de animais maiores e as ovelhas vazias, que não pegaram cria na última cobertura.
O criatório de ovelhas foi estruturado com sistema de piquetes e pastejo rotacionado. As ovelhas com cordeiros pequenos utilizam primeiro os piquetes mais próximos da casa, em áreas mais protegidas.
Em seguida, entram as ovelhas prenhes, baixando o pasto para o ponto ideal. Depois, esse mesmo piquete entra em descanso, permitindo que a pastagem se recupere e reduza o risco de degradação.
A criação de ovelhas no RS exige atenção ao clima, ao tipo de solo e à disponibilidade de forragem. Por isso, ela se planeja com meses de antecedência para o verão, buscando evitar o aperto com falta de pasto que obriga a comprar ração cara.
A prioridade é manter o criatório de ovelhas o mais sustentado possível em pasto, usando suplementação apenas quando necessário.
Dois carneiros reprodutores, um meio sangue e um puro sangue Ile de France, comandam a genética do rebanho.
Poucos reprodutores facilitam o controle de cobertura, o planejamento das épocas de nascimento e o acompanhamento da evolução do rebanho.
Rotina intensa, bem-estar animal e dados na ponta da caneta
Por trás das imagens de cordeiros correndo no pasto, a rotina da criação de ovelhas no RS é dura. A maior parte do tempo ela trabalha sozinha.
Ajuda pontual entra em manejos mais técnicos, como ultrassom, casqueamento, tosquia e medicações específicas.
O rebanho é acompanhado de perto. Pelo menos uma vez por semana, todas as ovelhas passam pelo brete. Ela observa cada animal, identifica mancas, feridas, sinais de verminose, bicheira ou perda de condição corporal.
Mantém anotações com o número de cada ovelha, quantos cordeiros já teve, sexo e peso de cada cria, época de cobertura e de parição.
O score corporal, numa escala de um a cinco, ajuda a medir se a ovelha está muito magra, no ponto ideal ou acima do peso.
O padrão desejável fica entre 3,5 e 4, o que indica boa condição para gestar e amamentar. Essa combinação de observação de campo com controle de dados é um dos pilares que sustentam o criatório de ovelhas em apenas três hectares.
Ao mesmo tempo, ela coloca o bem-estar animal no centro. As ovelhas dormem em mangueira, têm acesso a água de qualidade, a mesma água consumida na casa, e circulam livremente nos piquetes durante o dia.
Cordeiros recém nascidos ficam alguns dias em baias para garantir que mamaram bem e evitar casos de inanição.
A vida no campo, para ela, não é apenas estética rural. É rotina de acordar cedo, lidar com barro, frio, calor, subir morros atrás de ovelhas, repetir manejos e, ainda assim, sentir satisfação ao ver os cordeiros correndo quando o sol aparece depois de dias de chuva.
Crises, perdas e a prova de fogo do criatório de ovelhas

Uma das cenas mais marcantes dessa virada de vida no campo aconteceu logo no início da criação de ovelhas no RS. Na primeira semana das 25 ovelhas recém compradas, um pastor alemão pulou o portão da mangueira durante a noite.
Quando os funcionários perceberam, ninguém queria entrar no cercado com medo do cachorro. Das 25 ovelhas, 21 tinham sido mordidas e quatro já tinham morrido.
O veterinário passou o dia costurando ferimentos, uma ovelha recebeu mais de 40 pontos, e o trabalho seguinte foi controlar bicheiras, infecções e cuidar da recuperação dos animais. Dez ficaram entre a vida e a morte, mas conseguiram se reerguer.
Para muita gente, seria o fim do projeto. Para ela, foi um choque e um teste. O cachorro foi doado para outra propriedade e os cuidados com fechamento e segurança da mangueira foram redobrados.
O criatório de ovelhas seguiu em frente, mais organizado, mais atento e com uma certeza a mais de que a vida no campo traz imprevistos que não cabem no escritório da cidade.
Números, retorno e apego na criação de ovelhas no RS
Do ponto de vista financeiro, o projeto começou a se pagar cedo. Já no primeiro ano de plena produção, a venda dos cordeiros machos ajudou a cobrir os custos das matrizes e das cordeiras que ficaram no rebanho.
Ela costuma dizer que os cordeiros pagam as mães e as irmãs que permanecem na propriedade, ajudando a girar o investimento feito lá no começo, quando a reforma casa abandonada ainda estava em andamento.
Isso não significa que tudo é lucro rápido. Há períodos de maior gasto com suplementação, vacinações, vermífugos, serviços especializados e manutenção de cercas e mangueiras.
O segredo é combinar a visão de longo prazo da criação de ovelhas no RS com controle rigoroso de custos e planejamento de safra e de partos.
Há também o lado emocional. Ela participa de todo o processo de seleção e embarque dos lotes que vão para frigorífico, mas evita assistir os caminhões saindo.
Muitas das ovelhas que deixam a propriedade nasceram lá, se tornaram mães e fazem parte da história do criatório de ovelhas. Ver esses animais partidas ainda é, segundo ela, uma das partes mais difíceis da vida no campo.
Mesmo assim, quando compara o presente com o passado, a resposta é direta. Entre o ar condicionado do tribunal e o frio do amanhecer na mangueira, a escolha é pela vida no campo.
Entre o trânsito de Porto Alegre e o som dos cordeiros chamando a mãe, a preferência fica com o campo. Entre o apartamento e a casa que um dia foi casa abandonada no interior, reformada com as próprias mãos, ela não tem dúvidas sobre qual caminho vale mais a pena.
A vida no campo como escolha definitiva
Hoje, quando olha para a casa que um dia foi esquecida, para os piquetes cheios e para o rebanho que cresce a cada safra, ela vê mais do que números.
Vê o resultado de uma sequência de decisões que começaram com a reforma casa abandonada e se consolidaram com a coragem de trocar uma carreira estável pelo desafio diário da criação de ovelhas no RS.
A vida no campo, para ela, é feita de pequenas vitórias, de crises administradas, de planejamento de pasto e de nascimentos que fazem qualquer noite mal dormida valer a pena.
É a prova de que uma casa abandonada no interior pode virar muito mais do que um telhado recuperado. Pode ser a base de um negócio, de uma história e de uma identidade inteira reconstruída.
E você, encararia uma mudança como essa, começando por uma reforma casa abandonada, assumindo um criatório de ovelhas e apostando de vez em uma vida no campo, ou preferiria continuar na segurança da rotina urbana que já conhece?


Que orgulho dessa conterrânea!!!! Parabéns! Moro em Porto Alegre e tbem tive esse sonho, mas faltou o que ela teve de sobra, coragem! Sucesso ,Luísa!👏👏👏
Tenho sonho de comprar um pedacinho de chão e criar ovelhas ,um sonho que hoje em dia já vejo meio ao longe pois minha idade 54 anos já não sou nenhum menino ,mas me criei lidando com **** e andando a cavalo ,hoje não posso montar mais então deixarei para os mais novos ,mas vc fez uma ótima escolha com certeza ,a vida no campo não existe igual ,ar puro,vida corrida no dia-dia mas com a paz do campo !!!
Qual o contato desta criadora? É possível