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Um eletricista brasileiro sem formação acadêmica construiu uma casa com 2.700 garrafas PET preenchidas com areia e cimento, investindo apenas R$ 8 mil e utilizando uma técnica patenteada que, segundo testes da UFRN, é 30% mais resistente que o tijolo comum e permite montar paredes prontas em apenas 3 dias

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 25/02/2026 às 19:30
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Um eletricista brasileiro sem formação acadêmica construiu uma casa com 2.700 garrafas PET preenchidas com areia e cimento, investindo apenas R$ 8 mil
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Eletricista do RN constrói casa com 2.700 garrafas PET, reduz custo pela metade e cria alternativa sustentável à alvenaria tradicional com técnica de baixo investimento e alta resistência.

Antônio Duarte Gomes, eletricista de 34 anos sem formação acadêmica específica em engenharia ou arquitetura, conseguiu viabilizar uma alternativa construtiva que desafia o modelo tradicional de alvenaria. Morador do município de Espírito Santo, localizado a 69 quilômetros de Natal no Rio Grande do Norte, ele desenvolveu ao longo de dois anos, começando em 2010, uma técnica que substitui tijolos cerâmicos por garrafas PET preenchidas com areia e cimento na construção de paredes residenciais. A primeira casa ecológica, como Antônio batizou sua criação, ficou pronta em dezembro de 2009 após inúmeras tentativas com diversos materiais e arranjos. O resultado final consumiu aproximadamente 2.700 garrafas PET e teve custo total estimado em 8 mil reais. Para efeito de comparação, uma construção convencional com as mesmas dimensões e características custaria cerca de 16 mil reais na época, representando economia de 50% no investimento inicial.

O projeto surgiu de uma observação casual quando Antônio presenciou um monte de garrafas plásticas queimando sob o sol. A imagem despertou nele o questionamento sobre a possibilidade de dar destinação mais útil ao material que normalmente seguiria para aterros ou ficaria acumulado em terrenos baldios. A partir desse insight inicial, ele passou a experimentar diferentes configurações até chegar ao modelo que considera ideal em termos de resistência estrutural e viabilidade econômica.

Testes laboratório UFRN comprovam resistência 30% superior tijolo cerâmico comum

A validação técnica do projeto veio através de ensaios realizados no laboratório de concreto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Antônio Duarte submeteu amostras das paredes construídas com garrafas PET aos mesmos testes de resistência aplicados em blocos convencionais de alvenaria. Os resultados surpreenderam até mesmo os pesquisadores envolvidos na análise.

As paredes com estrutura de garrafas PET apresentaram resistência de 1,94 MPa (Mega Pascal) nos ensaios de compressão, enquanto a tolerância média para blocos de concreto convencionais fica em torno de 1,5 MPa. Essa diferença representa aproximadamente 30% a mais de capacidade de suporte de carga, indicando que a solução alternativa não apenas iguala mas supera o desempenho estrutural dos materiais tradicionais.

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Além da resistência mecânica, os testes também avaliaram o comportamento térmico e acústico das paredes. As garrafas plásticas preenchidas funcionam como câmaras de ar que dificultam a passagem de calor e som. Segundo os responsáveis pelos estudos, ambientes construídos com essa técnica tendem a ser mais frescos em climas quentes e apresentam melhor isolamento sonoro comparado às paredes de tijolo comum.

Técnica usa fôrmas madeira chapas aço com garrafas preenchidas dispostas vertical horizontal

O método desenvolvido por Antônio Duarte difere significativamente dos processos construtivos convencionais. As paredes são moldadas dentro de fôrmas feitas com madeira e chapas de aço que funcionam como moldes temporários.

As garrafas PET, previamente preenchidas com mistura de areia e cimento, são posicionadas dentro dessas fôrmas tanto na vertical quanto na horizontal, criando uma trama estrutural.

Reprodução/vntonline

O espaçamento entre cada garrafa é mantido em 12 centímetros, distância considerada ideal para garantir a distribuição uniforme de esforços e permitir o preenchimento adequado com a massa de concreto. Após o posicionamento das garrafas, a argamassa preparada com cimento e areia é lançada nos espaços vazios, envolvendo completamente os recipientes plásticos e formando uma parede monolítica.

Um diferencial importante da técnica está na possibilidade de embutir toda a instalação elétrica e hidráulica dentro das próprias fôrmas antes da concretagem.

Tubulações de água, esgoto e conduítes elétricos são fixados em posições predeterminadas no projeto, eliminando a necessidade de quebrar paredes posteriormente para passagem de infraestrutura. Essa característica agiliza significativamente o processo construtivo e reduz desperdício de materiais.

Casa 46m² tem dois quartos sala cozinha banheiro baseada modelo Caixa Econômica Federal

O projeto arquitetônico desenvolvido por Antônio Duarte foi inspirado nos padrões de casas populares financiadas pela Caixa Econômica Federal. A residência conta com 46 metros quadrados de área coberta distribuídos em programa básico de dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Essa configuração atende às necessidades mínimas de moradia para famílias de baixa renda e se enquadra nas diretrizes de financiamento habitacional do governo federal.

Reprodução/vntonline

A planta baixa segue layout funcional que otimiza a circulação entre os cômodos e aproveita ao máximo a metragem disponível.

Os quartos possuem dimensões suficientes para acomodar camas e guarda-roupas, a sala integra-se à cozinha em conceito semiaberto, e o banheiro concentra todos os pontos hidráulicos em zona única, reduzindo o custo com tubulações.

O acabamento externo das paredes não denuncia a presença das garrafas plásticas em sua composição. Após a cura do concreto e remoção das fôrmas, a superfície apresenta aspecto idêntico ao de paredes convencionais. É possível aplicar reboco, pintura ou qualquer tipo de revestimento cerâmico sem necessidade de tratamentos especiais. A aparência final em nada difere de construções tradicionais.

Montagem paredes prontas leva apenas 3 dias contra semanas alvenaria convencional

Um dos principais atrativos da técnica desenvolvida por Antônio Duarte está na velocidade de execução. Quando todas as fôrmas estão preparadas e as garrafas devidamente preenchidas, uma casa completa pode ter suas paredes montadas em apenas três dias de trabalho. Esse prazo contrasta drasticamente com os 15 a 20 dias necessários para erguer paredes equivalentes em alvenaria convencional.

Reprodução/vntonline

A rapidez na construção decorre da natureza pré-fabricada do sistema. As garrafas são preenchidas previamente, as fôrmas podem ser reutilizadas em diversas obras, e a concretagem acontece de forma contínua sem necessidade de aguardar assentamento tijolo por tijolo.

Uma vez que a armação está posicionada e a massa lançada, resta apenas aguardar o tempo de cura do concreto para remover as fôrmas e dar prosseguimento aos acabamentos.

Essa agilidade construtiva tem implicações econômicas diretas. Reduz o custo com mão de obra, diminui o prazo de imobilização de capital e permite que famílias ocupem suas residências muito mais rapidamente. Para situações emergenciais como desabrigados por enchentes ou desastres naturais, a possibilidade de erguer moradias em poucos dias representa vantagem estratégica importante.

Inventor patenteou sistema como parede concreto vibrada garrafas PET após processo complexo

Consciente do potencial de sua invenção, Antônio Duarte buscou proteger legalmente a técnica desenvolvida através do registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O processo de patenteamento exigiu especificação técnica detalhada para evitar que terceiros pudessem copiar a ideia sem autorização do inventor original.

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Reportagem antiga com o construtor/Reproduçãio/Y|T

A patente foi registrada sob a denominação “parede de concreto vibrada com garrafas PET”, nomenclatura que descreve precisamente o método construtivo e suas particularidades. Antônio relata que a elaboração do documento foi complexa e demandou auxílio de profissionais especializados em propriedade intelectual.

Era necessário ser suficientemente específico para garantir proteção legal sem limitar demasiadamente as possíveis aplicações e variações da técnica.

Com a patente concedida, Antônio passou a ter direitos exclusivos sobre a comercialização do sistema por período determinado pela legislação brasileira.

Empresas ou indivíduos que desejem utilizar a técnica em escala comercial precisam negociar licenciamento com o inventor. Essa proteção legal foi fundamental para viabilizar conversas com construtoras interessadas em produzir as casas ecológicas em larga escala industrial.

Empresas construção civil compraram unidades teste interesse produção escala industrial

O caráter inovador do projeto e os resultados promissores em termos de economia e desempenho estrutural despertaram atenção do setor de construção civil. Uma empresa do ramo já adquiriu diretamente de Antônio Duarte duas unidades da casa ecológica para realização de testes de campo e avaliação da viabilidade de produção em maior escala.

Além dessa primeira venda concreta, outras construtoras e até pessoas físicas procuraram o inventor em busca de informações sobre a tecnologia. As dúvidas mais frequentes dizem respeito à resistência das paredes, possibilidade de reformas futuras, comportamento em situações climáticas extremas e custos comparativos em diferentes escalas de produção.

Antônio Duarte admite comercializar unidades “artesanais” da casa, produzidas manualmente em sua oficina no município de Espírito Santo. Contudo, ele acredita que a real transformação virá quando houver produção industrializada.

Empresas com capacidade de fabricar as fôrmas em série, processar grandes volumes de garrafas PET e organizar logística de distribuição poderiam reduzir ainda mais os custos e democratizar o acesso à moradia de qualidade.

Projeto alcançou 40 casas construídas Brasil prédio 4 andares Petrolina 60 mil garrafas

Passados alguns anos desde a primeira casa erguida em 2009, Antônio Duarte já contabiliza aproximadamente 40 residências construídas utilizando sua técnica em diferentes regiões do Brasil. Essas unidades serviram como demonstração prática da viabilidade do sistema e permitiram identificar ajustes necessários para aprimoramento do método construtivo.

casa pronta – Reprodução/vntonline

O projeto de maior porte executado até o momento foi um edifício de quatro andares na cidade de Petrolina, no interior de Pernambuco. A construção demandou cerca de 60 mil garrafas PET e comprovou que a técnica não se limita a residências térreas de pequeno porte. Com adaptações no dimensionamento estrutural e reforços adequados, é possível aplicar o conceito em edificações verticalizadas de maior complexidade.

Esse conjunto de experiências práticas gerou aprendizado valioso sobre variações climáticas, diferentes tipos de solo, necessidades de fundação e comportamento das estruturas ao longo do tempo. As casas mais antigas já ultrapassaram uma década de uso e continuam apresentando bom desempenho, sem sinais de degradação das garrafas plásticas ou comprometimento da integridade estrutural.

Custo metro quadrado R$ 400 contra R$ 600 construção tradicional economia 33%

Análises comparativas de custos realizadas em diferentes projetos apontam consistentemente para economia significativa quando se utiliza garrafas PET no lugar de tijolos convencionais. O valor médio por metro quadrado construído com a técnica de Antônio Duarte fica em torno de 400 reais, enquanto construções tradicionais em alvenaria custam aproximadamente 600 reais por metro quadrado nas mesmas condições.

Essa diferença de 200 reais por metro quadrado representa economia de cerca de 33% no custo total da obra. Para uma casa de 46 metros quadrados como a do projeto original, a economia absoluta chega a 9.200 reais – valor substancial para famílias de baixa renda que precisam maximizar o alcance de seus recursos financeiros limitados.

A redução de custos deriva de múltiplos fatores. As garrafas PET são obtidas gratuitamente ou a preços irrisórios junto a cooperativas de catadores e programas de reciclagem. O consumo de cimento é menor porque as garrafas ocupam volume significativo das paredes. A velocidade de execução reduz gastos com mão de obra. E a eliminação da necessidade de quebrar paredes para passagem de instalações evita desperdício de materiais.

Garrafas funcionam isolamento térmico casas ficam mais frescas absorvem menos calor

Uma vantagem colateral importante do sistema construtivo está nas propriedades térmicas das paredes compostas por garrafas PET. Os tijolos cerâmicos convencionais são materiais que absorvem calor durante o dia e têm dificuldade para dissipá-lo à noite, mantendo os ambientes internos aquecidos mesmo após o pôr do sol.

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As garrafas plásticas preenchidas com areia e cimento, por outro lado, criam múltiplas câmaras de ar em seu interior que funcionam como isolante térmico natural. Esse design bioclimático faz com que quando esteja quente externamente, o interior da residência permaneça significativamente mais fresco, e vice-versa. O ar aprisionado dificulta a transferência de calor entre o ambiente externo e interno.

Moradores das casas ecológicas relatam conforto térmico superior comparado a residências convencionais, especialmente em regiões de clima quente como o interior do Nordeste brasileiro. A redução na temperatura interna pode chegar a 3 ou 4 graus Celsius em dias de calor intenso, diminuindo ou eliminando a necessidade de ventiladores e aparelhos de ar condicionado, o que gera economia adicional na conta de energia elétrica.

Inventor aprendeu técnicas observação prática sem nunca ter cursado engenharia arquitetura

A trajetória de Antônio Duarte desafia a noção de que grandes inovações técnicas exigem necessariamente formação acadêmica formal. Ele cursou apenas o Ensino Fundamental e Médio na Escola Joaquim da Luz em Espírito Santo, onde foi estudante de desempenho mediano, sem destaque especial em disciplinas como física ou matemática.

Sua formação técnica veio do trabalho cotidiano como eletricista na Cosern, empresa de energia elétrica do Rio Grande do Norte.

Nessa função, ele desenvolveu familiaridade com materiais de construção, noções básicas de estruturas e capacidade de visualizar soluções práticas para problemas concretos. Já havia conquistado reconhecimento interno na empresa ao vencer um prêmio de inovação por sugerir melhorias simples mas efetivas nos procedimentos operacionais.

Quando questionado sobre como conseguiu dominar conceitos técnicos complexos sem formação específica, Antônio responde que foi através da curiosidade aliada à disposição de acreditar em suas próprias ideias.

Ele utiliza com naturalidade termos como “dilatação térmica” e “pé direito” em suas explicações, conhecimentos adquiridos através de leitura autodidata, conversas com profissionais da área e principalmente experimentação prática ao longo dos dois anos de desenvolvimento do projeto.

Economia materiais construção alcança 60% menos cimento comparado obra convencional

O impacto ambiental positivo da técnica desenvolvida por Antônio Duarte vai além do reaproveitamento das garrafas PET. A redução no consumo de materiais convencionais de construção também contribui significativamente para menor pegada ecológica das edificações. Uma obra tradicional com as mesmas dimensões requer cerca de 10 sacos de cimento de 50 quilos, enquanto a casa ecológica utiliza apenas 4 sacos.

Essa economia de 60% no consumo de cimento tem duplo benefício ambiental. Primeiro, reduz a demanda por um material cuja produção é altamente intensiva em energia e emissora de gases de efeito estufa. A indústria cimenteira responde por aproximadamente 8% das emissões globais de CO2. Segundo, diminui o custo de transporte e logística associado ao deslocamento de grandes quantidades de insumos até o canteiro de obras.

A substituição parcial de tijolos cerâmicos por garrafas plásticas também alivia a pressão sobre a extração de argila e o consumo de lenha nos fornos de cerâmica. Cada casa ecológica retira cerca de 2.700 garrafas do ciclo de descarte que normalmente terminariam em aterros sanitários, rios ou oceanos, onde levariam centenas de anos para se decompor.

Resistência estrutural permite reformas ampliações quebrar paredes processo normal

Uma preocupação frequente de potenciais compradores das casas ecológicas diz respeito à viabilidade de realizar reformas e ampliações futuras. Antônio Duarte esclarece que o comportamento das paredes de concreto com garrafas PET é praticamente idêntico ao das paredes convencionais quando se trata de intervenções posteriores.

Para quebrar uma parede visando criar uma abertura ou ampliar um cômodo, utilizam-se as mesmas ferramentas e técnicas empregadas em alvenaria tradicional. Marteletes, talhadeiras e serras elétricas funcionam normalmente. A única diferença está na composição interna revelada após o corte, onde aparecem as seções das garrafas plásticas envolvidas pelo concreto.

Ampliações horizontais também seguem procedimentos similares. Novas paredes podem ser construídas e conectadas às existentes através de amarrações adequadas. A fundação precisa ser dimensionada para suportar a carga adicional, mas esse cuidado é necessário em qualquer tipo de ampliação independente do sistema construtivo. A flexibilidade para modificações futuras foi um requisito importante considerado por Antônio durante o desenvolvimento da técnica.

Primeira casa dezembro 2009 após dois anos tentativas erro diferentes materiais arranjos

O caminho até a primeira casa concluída foi marcado por extensa experimentação e aprendizado através de tentativas e erros. Antônio Duarte dedicou dois anos de trabalho intenso testando diferentes materiais de preenchimento para as garrafas, variações no espaçamento entre elas, tipos de argamassa, configurações das fôrmas e métodos de cura do concreto.

Inicialmente, ele tentou utilizar as garrafas vazias, apenas com ar em seu interior. O resultado foi insatisfatório porque o material era excessivamente leve e não contribuía estruturalmente para a resistência das paredes. Em seguida, experimentou preenchimentos com diversos tipos de materiais orgânicos que se mostraram suscetíveis à decomposição e geração de odores indesejáveis.

A solução definitiva veio com a mistura de areia e cimento no interior das garrafas, conferindo peso adequado e contribuindo para a resistência mecânica do conjunto. Cada ajuste no processo era seguido de pequenos testes de resistência improvisados até que Antônio sentiu confiança suficiente para construir a primeira unidade completa. O sucesso dessa primeira casa em dezembro de 2009 validou os anos de trabalho e abriu caminho para os projetos subsequentes.

Parceria engenheiros arquitetos amigos fundamental aprimoramento técnico projeto inovador

Embora Antônio Duarte seja o idealizador e principal executor do projeto, ele reconhece que o aprimoramento técnico não teria sido possível sem a colaboração de profissionais formados. Durante os dois anos de desenvolvimento, ele estabeleceu parcerias com engenheiros civis e arquitetos dispostos a contribuir com conhecimento especializado.

Esses profissionais auxiliaram na interpretação de normas técnicas de construção, orientaram sobre dimensionamento estrutural adequado, sugeriram materiais e proporções mais eficientes e validaram decisões de projeto sob perspectiva da engenharia formal.

A contribuição foi essencial para garantir que a solução prática desenvolvida por Antônio também atendesse aos requisitos de segurança e durabilidade estabelecidos pela legislação.

Essa colaboração interdisciplinar ilustra como inovação genuína frequentemente emerge da combinação entre conhecimento prático adquirido na experiência cotidiana e fundamentação teórica proveniente da formação acadêmica.

Antônio trouxe a criatividade, a ousadia de questionar convenções estabelecidas e a persistência necessária para experimentar soluções não-ortodoxas. Os engenheiros e arquitetos parceiros forneceram a validação técnica e o rigor metodológico indispensáveis para transformar uma ideia promissora em realidade viável.

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Hufus
Hufus
27/02/2026 04:37

Muito legal, mas não precisava ter enchido com areia e cimento. Ele poderia ter construído no estilo taipa, porém com largura suficiente para colocar as pets no meio do bambu. Já vi gente colocar até lixo (não orgânico) no meio das paredes. O reboco é normal. Grampeando a tela, é possível rebocar normalmente.

Márcio
Márcio
26/02/2026 07:48

Ele pode não ter formação universitária mais tem força de vontade e inteligência e técnica

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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