Localizada a 670 quilômetros de Riade, a cidade de Jubbah ocupa o leito de um antigo lago de 20 quilômetros por 4 quilômetros, abriga cerca de 5.000 habitantes, mantém agricultura irrigada por pivô central e concentra mais de 7.500 registros de arte rupestre com até 10.000 anos no deserto de Nafud.
A cidade-oásis de Jubbah, localizada a cerca de 670 quilômetros a noroeste de Riade, ocupa o leito de um antigo lago de 20 quilômetros de extensão e 4 quilômetros de largura, mantém agricultura irrigada por pivô central e preserva milhares de registros de arte rupestre milenar em meio ao deserto hiperárido de Nafud.
Cidade atual se desenvolveu sobre paleolago com dezenas de quilômetros e depressão profunda
Jubbah está situada em uma depressão em forma de tigela, remanescente de um paleolago que moldou a ocupação humana local ao longo de milênios. Partes da cidade ficam centenas de metros abaixo do nível do mar de dunas que a circundam, segundo registros do Observatório da Terra da NASA.
Essa configuração geográfica diferencia Jubbah de outros assentamentos do deserto. O antigo lago funcionou como reservatório natural, permitindo a fixação humana em uma região hoje marcada por condições hiperáridas e grande mobilidade das dunas.
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Mesmo após o avanço da desertificação da Península Arábica, a área manteve condições favoráveis à ocupação contínua. A permanência do aquífero subterrâneo foi decisiva para a sobrevivência do assentamento ao longo do tempo.
Aquífero subterrâneo sustenta agricultura circular em pleno deserto hiperárido
Atualmente, Jubbah abriga cerca de 5.000 habitantes e segue como polo agrícola regional. A produção se concentra em sistemas de irrigação por pivô central, que criam campos circulares visíveis do espaço em contraste com a paisagem árida ao redor.
A água utilizada na irrigação provém do mesmo aquífero que sustentou o antigo lago. Enquanto a maioria dos lagos da região secou há aproximadamente 5.000 anos, o Lago Jubbah provavelmente persistiu por mais tempo devido a essa reserva subterrânea.
Essa disponibilidade hídrica explica a continuidade da ocupação humana e o papel histórico do local como ponto de referência para populações que atravessavam o deserto ao longo de diferentes períodos.
Montanha de 1.264 metros cria sombra de vento e protege assentamento das dunas
Na extremidade oeste do paleolago ergue-se a montanha Jabal Umm Sinman, com 1.264 metros de altura. Seu nome significa “montanha de duas corcovas de camelo”, em referência à aparência observada ao nível do solo.
Os ventos predominantes na região sopram de oeste para leste. Essa direção faz com que a montanha gere uma sombra de vento que reduz significativamente o transporte de areia em direção a Jubbah, protegendo a cidade do avanço das dunas.
Do nível do solo, a cidade não é visível devido à sua posição rebaixada dentro do paleolago. Essa combinação de relevo e proteção natural contribuiu para a estabilidade do assentamento ao longo das gerações.
Milhares de gravuras pré-históricas registram presença humana há pelo menos 10.000 anos
As encostas ao redor de Jabal Umm Sinman concentram um dos maiores conjuntos de arte rupestre da Arábia Saudita. No total, foram identificadas cerca de 5.500 inscrições e 2.000 representações de animais esculpidas nas rochas.
Entre os registros aparecem íbex, leopardos, avestruzes, cães com coleira e mais de 1.000 camelos. As gravuras datam de pelo menos 10.000 anos atrás e indicam ocupação humana contínua muito anterior à fundação da cidade atual.
Uma estrada tênue visível próxima a Jubbah provavelmente corresponde a rotas utilizadas por viajantes pré-históricos. O conjunto integra um sítio reconhecido como Patrimônio Mundial, ao lado de outros locais próximos, como Shuwaymis.
Região integra amplo contexto arqueológico do norte da Arábia Saudita
Jubbah está inserida em uma área considerada central para o estudo da arte rupestre e de estruturas paleolíticas na Arábia Saudita. A cerca de 250 quilômetros a nordeste localiza-se Al Naslaa, uma formação rochosa coberta de gravuras pré-históricas.
Pesquisas recentes também identificaram na região estruturas gigantes em forma de pipa, com cerca de 8.000 anos. Esses achados reforçam a importância do norte da Península Arábica como corredor histórico de ocupação humana.
O conjunto de dados arqueológicos e geográficos revela como fatores naturais, como relevo, vento e água subterrânea, condicionaram a ocupação humana de Jubbah ao longo de milênios, mantendo o local ativo até os dias atuai.
Este artigo foi elaborado com base em informações do Observatório da Terra da NASA, registros do Visit Saudi, dados da Comissão Saudita para o Turismo e Antiguidades, documentação da UNESCO e material fotográfico de astronautas e acervos científicos associados à região de Jubbah, no deserto de Nafud.

Poderiam por imagens ou filmagens locais , do jeito que está a matéria fica vazia de conteúdo visual, hoje em dia onde a comunicação visual é essencialmente interessante prendendo o leitor a matéria do publicada
Materia gerada por ia, tem erro até no título.