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ANP libera produção de etanol da Baldin Bioenergia em Pirassununga com autorização formal durante recuperação judicial

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 08/05/2025 às 10:12
Autoridades assinam autorização da ANP para produção de etanol na Baldin Bioenergia durante recuperação judicial em Pirassununga
Representantes da ANP formalizam a liberação da produção de etanol da Baldin Bioenergia, em Pirassununga, em meio ao processo de recuperação judicial da empresa.
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Medida da agência reguladora permite o retorno das operações da usina com base em critérios técnicos e legais, sem prometer efeitos econômicos extraordinários

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicou em 6 de maio de 2025 a autorização formal no Diário Oficial da União. Embora a Baldin Bioenergia esteja em recuperação judicial desde junho de 2022, a ANP concedeu o aval com base em documentação técnica e normativa. Conforme estabelece a resolução ANP nº 734/2018, a empresa pode retomar suas operações, desde que atenda às condições específicas exigidas pela legislação. Por esse motivo, a decisão não representa um privilégio, mas sim o cumprimento de exigências técnicas, legais e operacionais válidas. Assim, a Baldin poderá funcionar de forma regularizada, sendo devidamente fiscalizada, sem extrapolar os limites normativos estabelecidos.


Usina possui capacidade instalada para produzir 460 mil litros diários

A Baldin Bioenergia implantou sua unidade no km 209 da Rodovia Anhanguera, em Pirassununga, em 2010, dois anos após sua fundação, em 2008. A planta apresenta capacidade técnica de produção de até 460 mil litros diários de etanol hidratado, conforme informado à própria ANP no processo de autorização. A retomada operacional, portanto, segue padrões normativos, visando contribuir com a oferta de etanol de maneira gradual e de acordo com a demanda de mercado. A autoridade tomou a decisão com base em critérios técnicos e jurídicos Decisão da ANP permite que a Baldin Bioenergia retome produção de etanol em Pirassununga. Autorização segue normas legais e critérios técnicos.

Retomada da operação segue plano de recuperação apresentado à Justiça


Em dezembro de 2023, a Baldin protocolou um plano de reestruturação prevendo retorno parcial da produção em 2025, condicionada à obtenção de licenças e regularizações. Com a autorização da ANP agora efetiva, a empresa poderá seguir o cronograma aprovado em juízo, que inclui reativação gradual das atividades e manutenção de empregos locais. A imprensa especializada e o poder judiciário receberam os dados, que indicam que cerca de 200 postos de trabalho serão retomados de forma progressiva.

Medida evita paralisação de estrutura produtiva já instalada

A ANP considerou que a manutenção da planta ativa, ainda que em processo judicial, contribuiria para evitar o desperdício de infraestrutura já construída e aprovada tecnicamente. Além disso, o processo de fiscalização e controle operacional continua vigente, conforme as diretrizes de segurança, impacto ambiental e regularidade técnica, com acompanhamento contínuo da agência. A Petrobras não divulgou metas de produção extraordinárias nem projeções de expansão acelerada, o que preserva o caráter técnico e cauteloso da decisão.

Etanol segue sendo ativo estratégico da matriz energética nacional

O governo brasileiro regula a produção de etanol por meio de políticas públicas como o RenovaBio, em vigor desde 2020, e o Plano Nacional de Energia 2050, que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) coordena. O Ministério de Minas e Energia considera o etanol estratégico para impulsionar a transição energética e cumprir as metas climáticas nacionais, inclusive no âmbito do Acordo de Paris. Por isso, ao permitir que usinas com estrutura funcional e situação regular continuem operando, as autoridades mantêm a estabilidade do setor sem comprometer o equilíbrio concorrencial do mercado.

A equipe técnica manterá o acompanhamento para garantir a conformidade

A ANP fiscalizará permanentemente a operação da Baldin Bioenergia, respeitando os marcos legais vigentes. Caso a empresa descumpra normas ambientais, técnicas ou financeiras, a agência poderá revisar a autorização. O órgão reforçou que analisou o caso de forma individualizada, sem criar precedentes para concessões indiscriminadas a outras empresas em dificuldade. Por fim, o episódio ressalta que políticas regulatórias estáveis e transparentes são essenciais para preservar a atividade econômica dentro dos limites legais.





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