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Aluguéis sobem no Brasil e Porto Alegre registra alta de 0,57% em setembro, enquanto São Paulo apresenta avanço menor

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 12/10/2026 às 20:00 Atualizado em 12/10/2026 às 20:36
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IVAR avançou 0,28% em setembro de 2026 e acumula alta de 5,08% em 12 meses, com diferenças entre Porto Alegre, Rio, São Paulo e Belo Horizonte.
IVAR avançou 0,28% em setembro de 2026 e acumula alta de 5,08% em 12 meses, com diferenças entre Porto Alegre, Rio, São Paulo e Belo Horizonte. (Imagem ilustrativa)
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IVAR avançou 0,28% em setembro de 2026 e acumula alta de 5,08% em 12 meses, com diferenças entre Porto Alegre, Rio, São Paulo e Belo Horizonte.

Porto Alegre registrou a maior elevação mensal dos aluguéis residenciais entre as quatro capitais acompanhadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em setembro de 2026. Com avanço de 0,57%, a cidade também se destacou por apresentar uma aceleração no acumulado de 12 meses, movimento diferente daquele observado nas demais localidades. Os resultados foram divulgados em 7 de outubro, por meio do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR).

Apesar das diferenças regionais, o indicador geral apresentou pouca mudança. Depois de subir 0,29% em agosto, o IVAR avançou 0,28% em setembro. Na comparação de 12 meses, a variação também ficou próxima da anterior, passando de 5,09% para 5,08%. Os números mostram que a relativa estabilidade do índice reúne situações distintas nas capitais pesquisadas.

Belo Horizonte não registra alta em setembro, mas mantém maior acumulado anual

A ausência de variação nos aluguéis de Belo Horizonte durante setembro contrasta com o resultado observado em um período mais longo. Embora o indicador mensal tenha ficado em 0,00%, a capital mineira apresentou a maior elevação acumulada em 12 meses entre as quatro cidades analisadas, com 7,88%. O percentual, entretanto, ficou abaixo dos 8,47% registrados na apuração anterior.

São Paulo também apresentou uma redução no ritmo de crescimento, mas sem chegar à estabilidade mensal observada em Belo Horizonte. Na capital paulista, a elevação de setembro foi de 0,15%, metade dos 0,30% contabilizados em agosto. O enfraquecimento apareceu igualmente na comparação anual, que passou de 4,58% para 4,35%, indicando um avanço mais moderado dos preços nos dois períodos analisados.

Rio de Janeiro desacelera enquanto Porto Alegre ganha força no acumulado

O Rio de Janeiro apresentou um comportamento diferente quando os resultados de setembro são comparados com aqueles referentes ao último ano. Os preços das locações subiram 0,45% no mês, mas a taxa acumulada em 12 meses diminuiu de 6,37% para 5,77%. Entre as quatro capitais, essa foi a maior desaceleração nessa base de comparação, embora a diferença em relação à registrada em Belo Horizonte tenha sido pequena.

Em Porto Alegre, por outro lado, o encarecimento observado em setembro veio acompanhado de uma intensificação da alta anual. O percentual acumulado, que estava em 3,36% em agosto, alcançou 4,36% em setembro. Assim, a capital gaúcha foi a única cidade do levantamento a registrar crescimento dessa taxa entre as duas apurações, mesmo permanecendo abaixo de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro no resultado de 12 meses.

A dimensão dessas mudanças fica mais clara quando se calcula a diferença, em pontos percentuais, entre as taxas acumuladas de agosto e setembro:

  • Porto Alegre: aumento de 1,00 ponto percentual;
  • São Paulo: redução de 0,23 ponto percentual;
  • Belo Horizonte: redução de 0,59 ponto percentual;
  • Rio de Janeiro: redução de 0,60 ponto percentual.

Essas diferenças representam mudanças na velocidade de crescimento dos preços, e não necessariamente uma redução nos valores cobrados pelos imóveis. Mesmo nas cidades em que o acumulado perdeu força, as taxas de 12 meses continuaram positivas, enquanto Belo Horizonte foi a única capital sem variação mensal em setembro.

IVAR avançou 0,28% em setembro de 2026 e acumula alta de 5,08% em 12 meses, com diferenças entre Porto Alegre, Rio, São Paulo e Belo Horizonte.
IVAR avançou 0,28% em setembro de 2026 e acumula alta de 5,08% em 12 meses, com diferenças entre Porto Alegre, Rio, São Paulo e Belo Horizonte. (Imagem ilustrativa)

Dificuldade de financiar imóveis ajuda a manter a procura por aluguel

As condições de acesso à compra da casa própria estão entre as explicações apresentadas pela FGV para a continuidade da elevação dos aluguéis. Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), avalia que as restrições ao financiamento imobiliário contribuem para que uma parcela das famílias continue recorrendo à locação residencial, mantendo a demanda por esse tipo de imóvel.

Na avaliação do especialista, a disponibilidade reduzida de propriedades para alugar também influencia os preços, assim como os aumentos realizados nos contratos existentes. Essa combinação ajuda a sustentar o movimento de alta, mesmo quando determinados municípios apresentam crescimento menos intenso. O economista destacou especialmente os resultados mensais de Porto Alegre e do Rio de Janeiro.

A próxima divulgação do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais está programada para 6 de novembro de 2026, quando a FGV apresentará os resultados referentes a outubro. A nova apuração permitirá verificar se a aceleração observada em Porto Alegre terá continuidade e como os indicadores das demais capitais se comportarão após a desaceleração registrada em setembro.

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica. Contato: ruthrodriguesm@gmail.com

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