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Aeroporto bilionário nas Filipinas avança sobre a Baía de Manila com 80% da terraplenagem concluída, previsão de terminal em 2026 e promessa de receber até 100 milhões de passageiros por ano quando estiver em operação

Escrito por Carla Teles
Publicado em 11/05/2026 às 22:40
Atualizado em 11/05/2026 às 22:42
Aeroporto bilionário nas Filipinas avança sobre a Baía de Manila com 80% da terraplenagem concluída, previsão de terminal em 2026 e promessa de receber até 100 milhões (1)
Aeroporto de Bulakan avança na Baía de Manila, nas Filipinas, e mira o Sudeste Asiático com megaobra de aeroporto.
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O aeroporto de Bulakan ganha forma na Baía de Manila, nas Filipinas, com 80% da terraplenagem concluída, terminal previsto para 2026 e ambição de entrar no mapa do Sudeste Asiático como estrutura capaz de receber até 100 milhões de passageiros por ano, se o cronograma avançar sem grandes novos atrasos.

O aeroporto bilionário planejado em Bulakan, na província de Bulacan, voltou ao centro das atenções nas Filipinas depois que autoridades informaram que cerca de 80% do desenvolvimento do terreno já foi concluído, especialmente na etapa de terraplenagem ao longo da costa da Baía de Manila.

Conforme reportado pela Philippine Information Agency (PIA), o projeto, conhecido como Novo Aeroporto Internacional de Manila, ou NMIA, prevê a construção do terminal a partir de 2026 e mira uma operação capaz de atender de 35 milhões a 100 milhões de passageiros por ano. Se o cronograma for mantido, a estrutura poderá entrar em funcionamento pleno em 2028.

Obra avança sobre área aterrada na Baía de Manila

O novo aeroporto está sendo erguido em uma área planejada de 2.500 hectares, em Bulakan, dentro de um dos projetos de infraestrutura mais ambiciosos do país. A etapa mais visível até agora é o preparo do terreno, que envolve aterro, nivelamento e consolidação de uma área costeira estratégica próxima à capital filipina.

Segundo as informações apresentadas pelo Departamento de Transportes das Filipinas, aproximadamente 80% dessa fase já foi executada. O avanço é relevante porque, antes de qualquer terminal, pista ou portão entrar em operação, o projeto depende de transformar uma grande área costeira em terreno apto para receber infraestrutura aeroportuária pesada.

Essa fase, porém, ainda não está encerrada. Representantes ligados ao projeto indicaram que serão necessários mais 33 milhões de metros cúbicos de areia para completar as obras de aterro. O dado mostra que, embora o aeroporto já tenha superado uma parte importante da preparação inicial, a escala do empreendimento continua exigindo grande volume de material e logística.

Terminal previsto para 2026 terá cinco alas e 240 portões

A próxima grande etapa prevista é a construção do terminal, programada para começar em 2026. A estrutura planejada inclui cinco alas e 240 portões de embarque, números que indicam a intenção de criar um complexo aeroportuário muito acima do porte de um terminal regional comum.

O aeroporto de Bulakan foi pensado para ampliar a capacidade aérea da região metropolitana de Manila, uma das áreas urbanas mais pressionadas do Sudeste Asiático. Com 240 portões, o projeto busca distribuir melhor o fluxo de passageiros, aeronaves e conexões, reduzindo a dependência da infraestrutura já existente.

Atrás do futuro terminal, também estão previstos os trabalhos para quatro pistas paralelas. As duas primeiras devem entrar em construção em uma fase inicial, criando a base operacional do complexo. A presença de pistas paralelas é um ponto importante porque permite mais pousos e decolagens em sequência, desde que os demais sistemas de controle, segurança e terminal acompanhem essa capacidade.

Aeroporto pode receber até 100 milhões de passageiros por ano

Aeroporto de Bulakan avança na Baía de Manila, nas Filipinas, e mira o Sudeste Asiático com megaobra de aeroporto.

Quando concluído, o NMIA deverá ter capacidade estimada entre 35 milhões e 100 milhões de passageiros por ano. Essa variação mostra que o aeroporto pode começar com uma capacidade menor e ampliar sua operação conforme novas fases forem entregues, a demanda crescer e as estruturas complementares forem finalizadas.

A promessa de chegar a 100 milhões de passageiros por ano coloca o projeto entre os grandes centros de transporte aéreo da Ásia. Na prática, isso significa que o aeroporto não foi planejado apenas para atender voos domésticos ou aliviar filas pontuais, mas para reposicionar Manila na disputa por conexões internacionais.

Esse tipo de empreendimento também costuma gerar efeitos indiretos em logística, turismo, comércio e desenvolvimento urbano. No caso filipino, a localização em Bulakan pode deslocar parte do crescimento econômico para fora do núcleo mais congestionado da capital, criando novas áreas de interesse para empresas, serviços e transporte.

Parceria público-privada coloca setor privado no comando da construção

O aeroporto está sendo desenvolvido por meio de uma parceria público-privada. Nesse modelo, a San Miguel Corporation, por meio da San Miguel Aero City Inc., fica responsável por financiar, construir e administrar o empreendimento durante o período de concessão.

A concessão foi obtida junto ao Departamento de Transportes em 2019. Depois, a empresa garantiu uma franquia de 50 anos por meio da Lei da República nº 11506, aprovada em 2020. Ao final desse período, a estrutura deverá retornar à propriedade do governo filipino, conforme previsto no modelo de concessão.

O custo total estimado do projeto é de 735 bilhões de pesos filipinos. Desse valor, 536 bilhões de pesos já foram registrados junto ao Conselho de Investimentos do país. O volume financeiro reforça a dimensão da obra e também explica por que o avanço do cronograma é acompanhado de perto por órgãos de monitoramento e planejamento econômico.

Acessos rodoviários serão decisivos para o aeroporto funcionar

Um aeroporto desse porte não depende apenas de pistas e terminais. Para receber milhões de passageiros por ano, o projeto precisa estar conectado a rodovias, vias expressas e sistemas de acesso capazes de absorver o fluxo de carros, ônibus, cargas e serviços.

Por isso, o planejamento inclui uma rede de 21 vias de acesso e rodovias expressas. Entre elas está um ramal de oito quilômetros da Rodovia Expressa do Norte de Luzon, ligando Marilao a Balagtas, além da Rodovia Expressa de Acesso Norte, conhecida como NALEX, que já está em construção.

Essas conexões serão decisivas para determinar se o aeroporto conseguirá operar com eficiência quando entrar em funcionamento. Sem acessos adequados, mesmo um terminal moderno pode enfrentar gargalos fora da área de embarque, especialmente em horários de pico e períodos de grande circulação internacional.

Megaobra pode mudar a lógica aérea de Manila

O avanço do aeroporto de Bulakan ocorre em um momento em que grandes cidades asiáticas disputam capacidade aeroportuária, eficiência logística e conectividade internacional. Manila, por sua localização e peso econômico, tem interesse direto em ampliar sua infraestrutura para atender passageiros, cargas e novas rotas.

Ainda assim, o projeto carrega desafios típicos de megaobras costeiras: grande demanda por materiais, necessidade de cumprir etapas técnicas complexas, riscos de atraso e dependência de obras complementares. A conclusão da terraplenagem, o início efetivo do terminal e a entrega dos acessos serão os pontos centrais para medir se o cronograma de 2028 é viável.

Se tudo avançar como previsto, o Novo Aeroporto Internacional de Manila poderá se tornar uma das principais portas de entrada das Filipinas e um novo polo aéreo no Sudeste Asiático. Mas, até lá, a obra ainda precisará transformar números bilionários, aterros gigantes e promessas de capacidade em operação real.

E você, acredita que um aeroporto desse tamanho pode mudar a posição das Filipinas na aviação internacional, ou projetos gigantes assim costumam enfrentar mais atrasos do que resultados? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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