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Adeus Sandero: CEO da Renault revela que carro popular não dá lucro e explica por que o modelo nunca mais voltará às lojas

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 27/10/2025 às 12:44
Renault desistiu do Sandero e do Logan: entenda por que os carros mais vendidos do Brasil deixaram de dar lucro para a montadora
Renault desistiu do Sandero e do Logan: entenda por que os carros mais vendidos do Brasil deixaram de dar lucro para a montadora
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Em entrevista no Brasil, o CEO mundial da Renault revelou que o Sandero e o Logan não voltam às lojas porque os carros populares deixaram de gerar lucro, refletindo uma mudança global das montadoras para modelos mais caros e rentáveis

O Sandero, um dos carros mais vendidos do Brasil na última década, saiu de linha e não deve mais voltar. Segundo o CEO mundial da Renault, a decisão foi estratégica: a marca não pretende mais produzir veículos de baixo custo, mesmo que tenham grande volume de vendas.

O executivo da RENAULT afirmou que o Sandero e o Logan não geravam margem de lucro suficiente para justificar a continuidade de produção. O foco da empresa agora está em carros de maior valor agregado, acompanhando um movimento que já atinge outras montadoras globais e que pode redefinir o conceito de “carro popular” no Brasil.

O fim de uma era: Sandero e Logan saem do mapa

O Sandero, lançado em 2007, foi um sucesso imediato no mercado brasileiro, alcançando milhões de unidades vendidas e presença constante entre os veículos mais emplacados.

No entanto, a alta dos custos de produção e a pressão por rentabilidade mudaram o rumo da estratégia da Renault.

De acordo com o próprio CEO, a marca “não ganha dinheiro com carros baratos” e decidiu encerrar a produção dos modelos populares.

A prioridade agora é concentrar recursos em veículos mais sofisticados, como SUVs híbridos e elétricos, que oferecem margens de lucro superiores mesmo com volume menor de vendas.

Estratégia global: menos volume, mais lucro

A decisão da Renault segue uma tendência internacional. Grandes montadoras vêm abandonando o segmento de entrada, considerado de baixo retorno financeiro.

O raciocínio é simples: é melhor vender menos unidades, mas com lucro maior por carro, do que competir por volume em um mercado cada vez mais apertado.

A General Motors e a Ford já trilharam caminho semelhante.

A GM, por exemplo, reduziu drasticamente a produção de carros compactos e concentrou seus esforços em SUVs e picapes.

Já a Ford encerrou as operações de fabricação no Brasil, passando a atuar apenas como importadora.

O conceito de “carro popular” também mudou.

O que antes era sinônimo de veículo acessível, com motor 1.0 e preço abaixo de R$ 40 mil, hoje beira os R$ 80 mil. Isso afastou boa parte dos consumidores que tradicionalmente sustentavam esse segmento.

Mesmo com adaptações simples, como versões “Robust” e equipamentos reduzidos, as montadoras não conseguem atingir o preço que o mercado associa ao popular.

O resultado é um vácuo: nem as fábricas querem produzir carros de baixo custo, nem o público consegue pagar pelos novos valores.

O impacto no mercado brasileiro

Com o fim do Sandero, a Renault viu sua participação de mercado cair de 10% para cerca de 5%.

Ainda assim, a marca considera o resultado positivo, já que conseguiu aumentar a rentabilidade por veículo.

O foco agora é reposicionar o portfólio, trazendo modelos mais tecnológicos e compatíveis com o padrão europeu.

Essa transição, porém, levanta uma questão importante: há espaço para o carro realmente acessível no Brasil?

Enquanto o poder de compra do consumidor encolhe, as montadoras buscam sustentabilidade financeira em um mercado que valoriza mais o lucro do que o volume.

O fim do Sandero simboliza a transformação profunda da indústria automotiva.

O carro que marcou uma geração de brasileiros desaparece para dar lugar a uma nova lógica de mercado, baseada em exclusividade e margem de lucro.

E você, já teve um Sandero, Logan ou outro carro simples que deixou saudade? Conta nos comentários qual modelo marcou sua vida e se você acredita que ainda há espaço para carros realmente populares no Brasil.

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André
André
31/10/2025 12:27

Tenho um Sandero 1.6 2014 com 80 mil km e não troco. BBB. Bom, bonito e barato. Modelo europeu é pra Europa!

Sergio cencio
Sergio cencio
31/10/2025 07:26

Tenho um sandero stepway não tenho o que reclamar!

Drico
Drico
30/10/2025 19:47

No preço em que elas vendem essas carroças ditas populares (que se populares não tem nada) elas alegam q não tem lucro? Aaaaaaah mentira deslavada! O golpe tá aí, cai quem quer! Quero ver se o mercado delas se sustenta por muito mais tempo com essa tática, sendo que a maioria do público de carros no país não tem condições de comprar esses carros muito mais caros!

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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