Nada de toneladas de aço ou motores superdimensionados: Jovem engenheira Tamara, cria mini carro com engenharia leve, que pensa menos que um saco de cimento e autonomia de 80 km para desafiar o padrão tradicional dos carros urbanos
Enquanto montadoras investem pesado para tornar carros cada vez mais complexos, uma jovem engenheira decidiu reduzir tudo ao essencial. Nada de toneladas de aço ou motores superdimensionados para deslocamentos curtos. A aposta dela pesa apenas 45 kg e pode rodar até 80 km com uma única carga.
O nome por trás da ideia é Tamara Ivancova, fundadora da Amara Automotive Ltd. E o que ela está construindo pode pressionar o setor automotivo a repensar o próprio tamanho.
O incômodo silencioso das cidades congestionadas que motivou uma ruptura no modelo tradicional
Ivancova cresceu apaixonada por veículos. Entrou na Fórmula 1 aos 15 anos. Mas decidiu sair quando percebeu que os grandes desafios estavam fora das pistas.
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As cidades travam. Carros transportam uma pessoa e ocupam espaço para cinco. Consomem energia para mover peso desnecessário.
Foi esse desequilíbrio que a levou a criar o Elecy, um quadriciclo elétrico de quatro rodas que mistura o conceito de bicicleta elétrica com a proteção de um micro carro fechado.
O objetivo não é competir com superesportivos. É enfrentar o trajeto diário que entope avenidas e estacionamentos.
O segredo técnico está na engenharia de materiais compostos e na leveza estrutural
O Elecy não é apenas compacto. Ele foi pensado com base em engenharia de materiais compostos, área na qual Ivancova construiu experiência ao longo da carreira.
A carroceria utiliza materiais reciclados e renováveis sempre que possível. A estrutura prioriza leveza sem abrir mão de segurança e conforto urbano.
O veículo mede 2,5 metros de comprimento, apenas 0,8 metro de largura e 1,3 metro de altura. Em termos práticos, ocupa menos espaço que muitos modelos compactos e pode circular em vias públicas ou ciclovias, dentro das regras vigentes.
A assistência elétrica permite velocidade de até 25 km por hora. A bateria removível carrega em cerca de 3 horas e pode ser complementada com uma unidade extra para ampliar a autonomia.
O motor central pode ser desligado, permitindo pedalada totalmente manual.
É a lógica da alta performance aplicada à eficiência urbana.
Conforto fechado, 300 litros de carga e proposta real de substituir carros nas cidades
Quem imagina que um veículo frágil e pequeno pode surpreender, não é mesmo?
O Elecy acomoda um adulto na frente e uma criança atrás. Oferece 300 litros de espaço para bagagem, volume comparável ao porta-malas de muitos carros compactos.
Possui capota com trava, cobertura aerodinâmica resistente às intempéries e opção de uso conversível. Conta com iluminação LED completa, rastreamento por GPS e desenvolvimento de sistema opcional de climatização.
Não se trata apenas de pedalar com assistência elétrica, mas de oferecer uma alternativa segura e confortável ao carro tradicional dentro do ambiente urbano.
É nesse ponto que surge a tensão de mercado.
Se um veículo leve resolve deslocamentos diários com menor consumo energético e menor ocupação de espaço, o modelo dominante começa a ser questionado.
A ambição de escalar globalmente e acelerar o caminho para NetZero
Ivancova não esconde a ambição.
Ela criou a empresa movida pela ideia de romper o padrão estabelecido da indústria automotiva. Quer manter o prazer de dirigir, mas reduzir drasticamente o impacto ambiental.
Planeja iniciar uma turnê mundial com o protótipo ainda este ano. Os testes e certificações devem ocorrer nos próximos 12 a 18 meses, com expectativa de pré-encomendas no final de 2026. Preços ainda não foram divulgados.
Segundo especialistas, soluções intermediárias entre bicicleta elétrica e carro têm potencial de ganhar espaço em centros urbanos densos, especialmente diante de metas ambientais cada vez mais rígidas.
A proposta de Ivancova dialoga diretamente com a meta global de NetZero, apostando em eficiência estrutural em vez de aumento de potência.
Se ganhar escala, o impacto pode ir além das ruas. Pode atingir a cadeia produtiva, o design automotivo e a própria lógica de mobilidade urbana.
No centro de tudo está uma pergunta que incomoda: será que o futuro das cidades passa por veículos menores, mais leves e inteligentes? Você acredita que mini carros elétricos como o Elecy podem realmente substituir o carro tradicional nas grandes cidades?

Pesa, pesa menos que um saco de cimento! Faltou só uma revisão de texto para evitar publicar que “pensa” menos que um saco de cimento!