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Adesão do Brasil na Aliança Solar Internacional deve impulsionar desenvolvimento e difusão da energia solar

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 03/11/2022 às 09:24 Atualizado em 03/11/2022 às 09:25
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Foto: Sengi Solar/Ilustração
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ASI pretende movimentar US$ 1 trilhão em investimentos para a implementação maciça de energia solar até 2030

São Paulo, 03 de novembro de 2022 – O Senado aprovou no dia 06 de outubro o projeto de decreto legislativo 271/2021, que permite ao Brasil a adesão ao acordo-quadro sobre a Aliança Solar Internacional (ASI). A iniciativa auxilia os países membros na difusão da energia solar. O pedido do Brasil para a entrada na ASI foi encaminhado pela presidência da República ao Congresso Nacional no dia 26 de fevereiro de 2018, em regime de prioridade. O texto aguarda promulgação.

“Esta iniciativa representa um importante passo do Brasil no posicionamento internacional, já que nosso território possui um dos melhores recursos solares do mundo”, enfatiza Vinicius Gibrail, Diretor-Geral da Array STI Norland Brasil, uma das líderes globais na fabricação e instalação de trackers, utilizados nas usinas de energia solar.

O anúncio da formação da Aliança Internacional de Energia Solar ocorreu durante o primeiro dia da Conferência do Clima em Paris, em 30 de novembro de 2015, pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da França, François Hollande.

A Aliança é um acordo entre 121 países situados entre os trópicos de Câncer e Capricórnio — regiões mais ensolaradas do mundo. Os membros da Aliança têm o objetivo de reduzir os custos do financiamento e da tecnologia solar ao redor do mundo, impulsionar novos projetos mobilizando mais de US$ 1 trilhão em investimentos para a implementação maciça de energia solar até 2030 e incentivar novas tecnologias tendo o Sol como recurso primário.

“A integração do Brasil para a ASI trará benefícios ao país através de políticas de incentivo, financiamento, regulamentação, pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. No mais, contribuirá para que o país acelere no desenvolvimento e implementação da energia solar fotovoltaica”, complementa o executivo.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em agosto deste ano o Brasil contava com 17 GW de capacidade instalada de energia solar. Em 2021 o país ficou com a 14° posição mundial em termos de potência instalada, com 13 GW, e o 11º país do mundo que mais produzia energia solar (16,8 TWh). O ranking é liderado pela China, com 306 GW, seguida pelos Estados Unidos (93 GW), Japão (74 GW), Alemanha (58 GW) e Índia (49 GW).

Para mais informações, visite o site da Array e o da STI Norland.

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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