Uiramutã, em Roraima, foi classificado pelo Índice de Progresso Social como o pior município para viver no Brasil, atrás até de países africanos
O município de Uiramutã, em Roraima, foi classificado como o pior lugar para se viver no Brasil. O dado vem do Índice de Progresso Social (IPS), que avaliou municípios de todo o país. Com 37,63 pontos, a cidade ocupa a última posição do ranking nacional.
O mais importante é que o resultado coloca o município em situação comparável a países como Sudão do Sul e Malawi, dois dos mais pobres da África, segundo o IPS Global.
Onde fica Uiramutã
A cidade está localizada no extremo norte do Brasil, na região da Amazônia Legal. Situada perto das fronteiras com a Venezuela e a Guiana, Uiramutã tem relevância geográfica e cultural.
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Ela abriga várias comunidades indígenas, mas enfrenta obstáculos históricos que dificultam a qualidade de vida da população. Portanto, a posição no ranking reflete carências que se arrastam há décadas.

Falta de infraestrutura e serviços básicos
O município convive com infraestrutura precária. Muitos moradores não têm saneamento básico e vivem com acesso limitado à água potável.
Além disso, a energia elétrica é instável e ruas sem pavimentação reforçam o isolamento. A dificuldade de locomoção entre comunidades aumenta o problema porque compromete o acesso a serviços públicos.
Educação comprometida
A área da educação sofre com escassez de escolas em condições adequadas. Falta material, falta estrutura e faltam professores preparados.
Essas limitações prejudicam o aprendizado e reduzem as chances de desenvolvimento das crianças e adolescentes.
O reflexo é uma geração que cresce com menos oportunidades em comparação a jovens de outras regiões do país.
Saúde em estado crítico
Outro ponto sensível é a saúde pública. Uiramutã registra taxas elevadas de mortalidade infantil, o que revela falhas graves no atendimento médico.
O município conta com poucos profissionais, além de enfrentar a escassez de medicamentos e ambulâncias. Por causa disso, o acesso a cuidados básicos se torna um desafio diário para os moradores.
Reflexo da desigualdade
O caso de Uiramutã simboliza desigualdades profundas da Amazônia Legal. Enquanto cidades do Sudeste, como as do interior paulista, aparecem entre as melhores para se viver, o norte de Roraima continua distante dos índices nacionais.
Essa diferença evidencia contrastes marcantes no Brasil, onde progresso e carência extrema convivem lado a lado.
Com informações de Diário do Litoral.
