Graças aos royalties do pré-sal, município fluminense vive boom econômico com programas sociais inovadores, mas enfrenta o desafio de garantir um futuro para além da dependência do petróleo.
De pacata cidade dormitório a gigante do petróleo, esta cidade no Rio de Janeiro foi transformada por um choque de riqueza. Os bilhões em royalties financiaram programas sociais de vanguarda, mas também geraram uma perigosa dependência econômica e complexos desafios de gestão. Sua jornada hoje questiona se a cidade se tornará um modelo ou um alerta.
De cidade dormitório a potência petrolífera no Rio de Janeiro
Antes da era do petróleo, a economia de Maricá era pouco dinâmica. Muitos de seus moradores trabalhavam em cidades vizinhas, caracterizando-a como uma “cidade dormitório”. A chegada dos royalties da exploração do pré-sal, especialmente do Campo de Lula, mudou completamente essa realidade.
A cidade localizada no Rio de Janeiro se tornou a maior receptora de royalties de petróleo do Brasil, vivenciando um verdadeiro “tsunami fiscal”. Os números são impressionantes. Até maio de 2025, a cidade já havia recebido R$1,68 bilhão. A projeção da Agência Nacional do Petróleo (ANP) estima que Maricá receberá mais de R$18,8 bilhões até 2029. Esses recursos alimentam o orçamento municipal, financiam obras e abastecem o Fundo Soberano de Maricá, que já ultrapassa a marca de R$2 bilhões.
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O impacto dos royalties na vida da população
Com os cofres cheios, a prefeitura de Maricá no Rio de Janeiro implementou programas sociais que redefiniram a vida local. Dois deles se destacam como referências nacionais. A Moeda Social Mumbuca funciona como um programa de Renda Básica de Cidadania (RBC) que beneficia mais de 40.000 famílias.
Um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) apontou que a Mumbuca aumentou a renda e o consumo, melhorou indicadores de saúde e educação, e estimulou a economia local, impulsionando o emprego formal.
Outra iniciativa de sucesso é o programa Tarifa Zero, implementado em 2014. Ele oferece transporte público totalmente gratuito para a população. A frota de ônibus foi ampliada para mais de 155 veículos, transportando milhões de passageiros. O programa reduziu os custos para empresas e famílias, diminuiu congestionamentos e ampliou o acesso dos cidadãos a serviços de saúde e educação em todo o município.
Maricá – Rio de Janeiro: Desafios de gestão e a dependência do petróleo
A riqueza trouxe consigo enormes desafios. Maricá viu sua população crescer 54,87% entre 2010 e 2022, gerando forte pressão sobre a infraestrutura urbana. Embora o custo de vida seja mais baixo que na capital, Rio de Janeiro, a valorização imobiliária interna já é uma realidade, criando um “paradoxo do crescimento”.
O maior desafio, contudo, é a vulnerabilidade fiscal. Em 2019, 71,5% da receita de Maricá vieram das rendas petrolíferas. Apenas 6,6% são arrecadados com tributos próprios. Essa dependência é um risco, pois as receitas do petróleo são finitas, com estimativas de declínio a partir de 2036. Outro ponto crítico é o saneamento básico, com a prefeitura correndo contra o tempo para expandir a rede de tratamento de esgoto e o acesso à água.


Página horrível pqp tem 100 propaganda, não consigo nem ler as coisas, sério o cara como eu extremamente ocupado vai ler uma notícia pois realmente é bacana, porém tem tanta propaganda que engole a página, nota zero pra pagina e ainda iria postar no meu status sobre isso.
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IPTU caríssimo, não tem asfalto, esgoto e ainda tem morador sem água encanada.
MCV com **** e a política de segurança não age.
Estão acostumado os moradores com benefícios…… e com isso não encotra profissionais que querem trabalhar com carteira assinada para não perder OS BENEFÍCIOS .
E OS governamentais ( políticos ) só pensam em fazer praças e secretarias , que é um absurdo o número de Secretarias que Maricá tem.
Com dinheiro que a prefeitura ganha poderia ser á melhor cidade do Brasil.
A fonte dessa matéria está enganada, pois a cidade é cara , IPTU caríssimo…mercados caros…comércio muito caro. Imobiliário surreal ! Não tem saneamento básico…esgoto das casas nas lagoas e praias.