A decisão mira 2030 para a desorbitação da ISS, enquanto a Rússia reorganiza o projeto da ROS usando estruturas já existentes.
A Estação Espacial Internacional caminha para o fim da vida útil em 2030, com plano de desorbitação para que a estrutura se desintegre na reentrada e os destroços caiam no oceano Pacífico.
Ao mesmo tempo, a Rússia passou a tratar o segmento russo da estação como o núcleo de uma futura estação própria, chamada ROS, mudando a estratégia que antes apostava em uma base construída do zero.
Em 2021, a Rússia anunciou a saída da ISS em 2024, o que não ocorreu. Também indicou que teria uma estação própria em meados desta década, mas o cronograma foi empurrado e o início ficou marcado para 2028.
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O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A mudança mais importante envolve o desenho da ROS, que passa a ter como centro o segmento russo da ISS, uma parte que já opera há décadas.
Essa decisão altera o caminho do programa, porque troca a ideia de uma estação totalmente nova por uma solução que reaproveita módulos já existentes.
O plano também se conecta ao encerramento programado da ISS em 2030, quando a NASA pretende retirar a estação de órbita de forma controlada.
Como a Estação Espacial Internacional chegou até aqui

A ISS começou a ser montada com o primeiro módulo colocado em órbita em 1998, e se tornou um projeto de cooperação internacional entre Rússia, Estados Unidos, Canadá, Japão e Europa.
A estrutura tem dois grandes blocos. Um é o segmento dos Estados Unidos, operado por NASA, CSA, JAXA e ESA. O outro é o segmento russo, operado pela Roscosmos.
Com quase trinta anos de operação, a estação acumulou desgaste natural, o que reforça o plano de encerramento em 2030.
Quais são as regras, prazos e condições do novo plano russo
A Rússia decidiu manter a inclinação de 51,6 graus para a órbita da ROS, deixando de lado a alternativa de 96 graus que vinha sendo considerada.
A inclinação de 51,6 graus coincide com a órbita atual da ISS e é descrita como mais acessível a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
O projeto já passou por adiamentos. O primeiro módulo estava previsto para 2027, com a estação pronta para ser habitada em 2028, mas o início foi novamente deslocado para 2028.
O que pode acontecer a partir de agora com a ROS e a ROSS

A previsão é que a ROS seja concluída em meados da década de 2030, com um conjunto de seis módulos novos.
Entre os módulos previstos, existe a inclusão de um habitat privado voltado ao turismo espacial, ampliando o uso além de pesquisa e operação técnica.
A proposta de reaproveitar o segmento russo da ISS como núcleo da estação também aparece associada ao nome ROSS, usado para descrever essa configuração baseada em estruturas existentes.
Órbita polar, altitude e o impacto no lançamento de missões
A estação russa é associada a uma órbita polar a cerca de 400 km de altitude, o que permite passar sobre a totalidade do território russo e apoiar observação do país.
Esse desenho também muda o simbolismo do acesso ao espaço, porque os cosmonautas deixam de depender do Cazaquistão para decolar.
A ideia é facilitar lançamentos a partir do cosmódromo de Vostochni, no leste da Rússia, alcançando a estação em sua órbita polar.
Pontos de atenção e dúvidas comuns sobre segurança e viabilidade
O módulo NEM 1 foi apresentado como peça científica e energética importante e chegou a ser pensado como ampliação do segmento russo da ISS, mas passa a ter outro papel com o segmento assumindo o núcleo da estação.
Havia a expectativa de início de testes elétricos no fim de 2025, sem confirmação posterior.
Reaproveitar módulos antigos levanta atenção para sinais já observados no segmento russo, como grietas e fugas, o que aumenta o risco operacional de sustentar uma nova estação a partir de estruturas envelhecidas.
A NASA mantém o plano de encerrar a Estação Espacial Internacional em 2030, com desorbitação controlada para reduzir riscos na reentrada.
Ao mesmo tempo, a Rússia reorganiza a ROS ao apostar no segmento russo da ISS como base, o que pode economizar recursos, mas também amplia as preocupações com desgaste e confiabilidade de módulos antigos.
