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A NASA definiu uma data para o início do fim da Terra e não será um asteroide nem uma explosão: o planeta vai perder seu oxigênio lentamente ao longo de 1 bilhão de anos porque o Sol está ficando mais quente a cada dia que passa

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 29/03/2026 às 22:06
Atualizado em 29/03/2026 às 22:09
A NASA definiu que o fim da Terra começará em 1 bilhão de anos: o planeta perderá oxigênio porque o Sol fica mais quente. Não será asteroide. Entenda o processo.
A NASA definiu que o fim da Terra começará em 1 bilhão de anos: o planeta perderá oxigênio porque o Sol fica mais quente. Não será asteroide. Entenda o processo.
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Um relatório científico da NASA indica que o fim da Terra como ambiente habitável para vida complexa começará em pouco mais de 1 bilhão de anos, quando o aquecimento gradual do Sol desencadeará um efeito estufa descontrolado que fará a atmosfera perder seu oxigênio antes mesmo de os oceanos evaporarem, segundo estudo publicado na Nature Geoscience com quase 400 mil simulações

Quando as pessoas imaginam o fim da Terra, geralmente pensam em um asteroide colidindo com o planeta ou no Sol engolindo tudo em uma explosão cósmica. Mas a NASA definiu uma data para um cenário muito diferente e muito mais silencioso. O fim da Terra como planeta habitável para vida complexa não virá com uma explosão: virá com a perda gradual de oxigênio da atmosfera ao longo de aproximadamente 1 bilhão de anos, causada por um Sol que fica mais quente à medida que envelhece.

Um estudo publicado na revista Nature Geoscience, conduzido por Kazumi Ozaki, da Universidade de Toho, e Christopher Reinhard, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, testou o futuro distante da Terra com quase 400 mil simulações computacionais. O resultado aponta que a atmosfera rica em oxigênio do planeta durará aproximadamente mais 1,1 bilhão de anos, e que o ar pode falhar antes mesmo de os oceanos serem vaporizados pelo calor do Sol. O fim da Terra para a vida como conhecemos não será repentino. Será uma contagem regressiva em tempo geológico.

O que a NASA diz sobre o início do fim da Terra

O Sol está um pouco menos da metade de sua vida útil. Ele continuará brilhando por bilhões de anos, mas não da mesma forma. À medida que envelhece, o Sol se torna gradualmente mais luminoso e mais quente.

Um relatório científico oficial da NASA projeta que a Terra se tornará inabitável para formas de vida complexa em pouco mais de 1 bilhão de anos, muito antes de o Sol se expandir e se tornar uma gigante vermelha daqui a cerca de 5 bilhões de anos.

A diferença entre esses dois prazos é crucial para entender o fim da Terra. O planeta não será fisicamente destruído em 1 bilhão de anos. Ele continuará existindo.

O que vai acabar é a capacidade da atmosfera de sustentar vida complexa, porque o aumento gradual da temperatura do Sol vai desencadear processos que retirarão o oxigênio do ar. A Terra se tornará um planeta estéril muito antes de ser engolida pela expansão solar.

Como o Sol mais quente vai tirar o oxigênio da atmosfera terrestre

O mecanismo que levará ao fim da Terra habitável é um ciclo de retroalimentação entre calor e vapor de água. À medida que o Sol aquece o planeta gradualmente, mais água dos oceanos evapora para a atmosfera.

Esse vapor de água extra retém ainda mais calor, o que causa mais evaporação, que retém mais calor, criando um efeito estufa descontrolado que se alimenta de si mesmo.

Ao longo de centenas de milhões de anos, esse ciclo transforma um planeta azul e úmido em um mundo quente e seco.

O mais surpreendente do estudo publicado na Nature Geoscience é a ordem dos acontecimentos no fim da Terra: a atmosfera pode perder grande parte do seu oxigênio antes que a perda de água para o espaço se torne severa, o que significa que o ar vai falhar primeiro.

Animais, plantas e qualquer organismo que dependa de oxigênio para respirar deixarão de existir antes que os oceanos desapareçam completamente.

As 400 mil simulações que previram quando o fim da Terra começa

Os pesquisadores Kazumi Ozaki e Christopher Reinhard construíram um modelo computacional que combina clima, oceanos, atmosfera e a química moldada pela vida para simular o futuro distante do planeta.

Após quase 400 mil simulações, o modelo estimou que a atmosfera rica em oxigênio da Terra durará aproximadamente mais 1,1 bilhão de anos. Depois disso, os níveis de oxigênio cairão para uma fração do que são hoje.

Um estudo de 2024, liderado por Keming Zhang da UC San Diego, corroborou essa projeção ao afirmar que a Terra pode ser habitável por apenas mais cerca de 1 bilhão de anos antes que seus oceanos sejam vaporizados pelo aquecimento solar.

As duas pesquisas convergem no mesmo ponto: o fim da Terra para a vida complexa não é uma hipótese remota, mas uma consequência inevitável da evolução natural do Sol. A questão não é se vai acontecer, mas quando exatamente o declínio se tornará irreversível.

Por que o fim da Terra importa agora para quem estuda planetas fora do Sistema Solar

A descoberta de que o oxigênio da Terra é temporário tem implicações diretas para a busca por vida em outros planetas.

Se o oxigênio é apenas um indício passageiro de que um mundo está vivo, os astrônomos que buscam sinais de vida em exoplanetas podem estar procurando no lugar errado ao focar exclusivamente na detecção de oxigênio atmosférico.

Planetas que já perderam seu oxigênio podem ter tido vida complexa no passado sem que consigamos detectar.

Entender o fim da Terra como processo gradual ajuda os cientistas a calibrar seus instrumentos e estratégias de busca.

Se a janela de oxigênio em um planeta dura cerca de 1 bilhão de anos, e a vida do planeta dura muito mais, então a maioria dos mundos habitáveis pode estar fora da sua fase oxigenada quando os telescópios os observarem, o que significa que outros sinais de vida precisam ser identificados além do oxigênio. A morte lenta da atmosfera terrestre ensina como reconhecer vida onde o oxigênio já se foi.

Isso tem algo a ver com o aquecimento global de hoje

É importante separar o fim da Terra projetado pela NASA do aquecimento global causado pela atividade humana. São processos completamente diferentes em escala de tempo e causa.

As diretrizes climáticas oficiais afirmam que o aquecimento observado nas últimas décadas é rápido demais para ser explicado por mudanças na atividade solar.

O que aquece o planeta agora são emissões humanas de gases de efeito estufa, não a evolução natural do Sol.

O fim da Terra pela evolução solar é um processo que levará 1 bilhão de anos. As mudanças climáticas que enfrentamos hoje são medidas em décadas.

Os dois problemas existem, mas em escalas tão diferentes que confundi-los seria como comparar a erosão de uma montanha ao longo de eras geológicas com uma avalanche que acontece em minutos.

Um não invalida o outro, e entender a diferença é essencial para não minimizar nenhum dos dois.

O fim silencioso que ninguém vai presenciar mas que a ciência já consegue prever

A NASA projetou que o fim da Terra como planeta habitável para vida complexa começará em aproximadamente 1 bilhão de anos.

Não será um asteroide. Não será uma explosão. Será a perda lenta e gradual do oxigênio atmosférico causada por um Sol que fica mais quente a cada dia, transformando um planeta azul em um mundo estéril antes mesmo de os oceanos desaparecerem.

Quase 400 mil simulações computacionais apontam para o mesmo desfecho. A pergunta que resta não é se o fim da Terra vai acontecer, mas o que a humanidade fará com o bilhão de anos que ainda tem.

Você sabia que o fim da Terra não será causado por um asteroide mas pela perda de oxigênio? Acha que 1 bilhão de anos é tempo suficiente para a humanidade encontrar outro planeta? Ou prefere não pensar em algo tão distante? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem se fascina por ciência e o futuro do nosso planeta.

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Otto
Otto
31/03/2026 22:38

Eu queria q a terra explodisse

Manoel
Manoel
31/03/2026 19:32

Agora faz sentido porque se gasta trilhões de dinheiro procurando outro planeta, ao invés de consertarem o nosso.E quanto aos religiosos de carteirinha, que dizem que Deus não vai deixar isso acontecer, ouvi dizer que Jesus se recusou a descer aqui de novo. Alegou que o ser humano não têm mais conserto.

Otto
Otto
Em resposta a  Manoel
31/03/2026 22:38

Eu queria q o fim dos tempos acontecesse, ja tava até me preparando mentalmente🥀

Luiza
Luiza
31/03/2026 19:07

Só Deus sabe o.dia e a hora ! Ninguém mais …

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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