Uma erupção solar histórica de classe X5.1 ameaça causar um espetáculo de luzes no céu, com auroras visíveis muito além das zonas polares conhecidas
Uma das erupções solares mais intensas dos últimos anos lançou uma gigantesca onda de plasma em direção à Terra. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), essa tempestade poderia gerar auroras boreais visíveis em estados tão ao sul quanto Califórnia e Alabama — um fenômeno raro nessas latitudes.
Uma explosão sem precedentes
O evento foi causado por uma série de três ejeções de massa coronal (EMC) provenientes da mancha solar AR4274, uma região extremamente ativa do Sol que, neste momento, está voltada diretamente para a Terra. As duas primeiras erupções ocorreram nos dias 9 e 10 de novembro, originadas por chamas solares de classe X1.7 e X1.2, consideradas entre as mais poderosas na escala de intensidade solar.
Especialistas alertam que essas EMCs podem se fundir durante o trajeto até nosso planeta, ampliando o impacto sobre a magnetosfera terrestre. Segundo o portal especializado Space.com, ambas devem atingir a Terra ainda na noite desta segunda-feira, marcando o início de uma atividade geomagnética incomum.
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Uma explosão que afetou meio planeta
A terceira e mais intensa erupção foi registrada na manhã de terça-feira. Classificada como X5.1, quase cinco vezes mais forte que as anteriores, já é considerada a maior explosão solar de 2025.
O fenômeno provocou apagões de rádio temporários na Europa e na África, confirmando sua força excepcional. Instrumentos da NOAA detectaram uma rápida liberação de radiação e uma expansão massiva de partículas carregadas em direção à Terra.
Segundo as previsões, a ejeção de massa coronal principal deve atingir o planeta entre os dias 12 e 13 de novembro. A NOAA estima que o evento possa provocar uma tempestade geomagnética de nível G4, classificada como “severa” — o segundo grau mais alto na escala internacional da agência.
Consequências na Terra
Além do espetáculo das auroras boreais, uma tempestade dessa magnitude pode causar oscilações na rede elétrica, interferências em sinais de rádio e falhas em sistemas de GPS. As autoridades dos Estados Unidos já emitiram um alerta preventivo para as próximas 48 horas, embora reforcem que o risco direto para a população é mínimo.
A NOAA recomenda que quem quiser observar o fenômeno busque locais afastados e com pouca poluição luminosa, especialmente durante as noites de 12 e 13 de novembro. Não é necessário nenhum equipamento especial — basta permitir que os olhos se adaptem à escuridão por alguns minutos. Câmeras e celulares com sensores de alta abertura podem capturar imagens ainda mais vibrantes e coloridas do céu.

O Sol em seu ponto mais ativo
Cientistas explicam que eventos como esse se tornam mais frequentes durante o máximo solar, fase de maior atividade do ciclo solar, que ocorre a cada 11 anos. Tudo indica que estamos passando justamente pelo ponto mais alto desse ciclo, com um aumento expressivo no número e na intensidade das erupções solares.
“Estamos testemunhando um período de intensa atividade solar que deve continuar por vários meses”, afirmou um porta-voz do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA. “Embora possam causar perturbações tecnológicas, essas explosões também oferecem uma oportunidade única de estudar os mecanismos do Sol com detalhes sem precedentes.”
Nas próximas semanas, observatórios espaciais continuarão monitorando a evolução da mancha AR4274 e os efeitos acumulados das EMCs sobre o campo magnético terrestre. Se as condições permanecerem favoráveis, novos espetáculos de auroras poderão se repetir antes do fim do ano.
