O Mars Reconnaissance Orbiter, que envia mais dados do que todas as missões a Marte juntas, registrou sinais da maior cachoeira do Sistema Solar e encontrou depósitos de 400 metros ligados a fontes hidrotermais em um antigo mar, sugerindo condições iniciais para vida antes do resfriamento global do planeta vermelho
A maior cachoeira do Sistema Solar teria existido em Marte quando águas de inundações catastróficas despencaram das Terras Altas do sul e mergulharam sobre penhascos de quatro quilômetros de altura, caindo em cascata dentro de um cânion de 10 quilômetros de largura por 100 quilômetros de extensão.
O cenário foi reconstruído a partir de observações do Mars Reconnaissance Orbiter, o MRO, uma sonda da NASA enviada para procurar condições em que a vida poderia ter começado. Depois que a fúria das inundações baixou, a água desapareceu, e o que restou foi o registro gravado na superfície marciana.
A sonda que vê Marte todos os dias e por que o MRO é decisivo

O MRO se destaca por um dado direto: ele envia mais dados do que todas as outras missões a Marte combinadas. Essa capacidade sustenta um acompanhamento contínuo do planeta e permite cruzar sinais de clima, relevo e formações antigas com resolução suficiente para identificar padrões repetidos e mudanças sutis.
-
Pequena hipopótamo-pigmeu nasce na Alemanha, surpreende veterinários com crescimento saudável e rouba a cena no Zoológico de Berlim
-
Mecânico brasileiro inventou uma lâmpada feita de garrafa PET no apagão de 2001, a ideia virou ONG presente em 30 países e já iluminou 40 mil pessoas em 200 comunidades sem energia no Brasil
-
Mistério de séculos ganha novos capítulos na Grécia após escavações revelarem possível templo perdido de Poseidon, escondido entre antigas lagoas, vestígios monumentais, objetos rituais e uma planta arquitetônica que surpreendeu até os especialistas
-
Bebê de 2 meses diz “I love you” para os pais e o vídeo paralisou a internet: médicos dizem que a maioria dos bebês só fala após o primeiro ano de vida
A bordo, o MRO opera com três câmeras. A primeira é uma câmera meteorológica descrita como Marcy, capaz de ver de horizonte a horizonte em cada órbita e construir um mapa diário do planeta, formando um panorama global que funciona como um mapa meteorológico diário de Marte.
Três câmeras, 60 mil órbitas e uma cobertura de 99% do planeta

A segunda câmera do MRO é a câmera de contexto. Ela oferece alta resolução e já cobriu cerca de 99% da superfície marciana, criando uma base extensa para comparar regiões e localizar formações raras em meio a paisagens vastas.
O histórico operacional citado é de mais de 60 mil órbitas. Ao longo desse acúmulo, as câmeras de alta resolução revelaram Marte em detalhes sem precedentes, incluindo avalanches polares, dunas de areia movediças e o que pareciam ser fluxos sazonais de areia ou até mesmo água derretida líquida, uma sequência de achados que reforça o foco em água e habitabilidade.
2017 e o foco em uma das regiões mais antigas: a bacia de Eredania

Em 2017, o MRO direcionou o olhar para uma das características mais antigas do planeta, citada como a bacia Eredália e, também, como bacia de Eredania. A bacia é descrita como enorme e situada em parte da crosta mais antiga de Marte.
A formação é posicionada em cerca de 3,8 bilhões de anos e é tratada como um antigo mar. A escala hídrica atribuída ao sistema é extrema: teria contido mais de 10 vezes mais água do que os Grandes Lagos, ou três vezes a do Mar Cáspio na Terra. O ponto central é que não se trata de um lago pequeno, mas de um volume de água comparável a mar interior.
Depósito de 400 metros e o sinal de fontes hidrotermais em águas profundas
No antigo leito marinho, o MRO identificou algo descrito como notável: uma enorme espessura de 400 metros de depósito, formado a partir de um mineral que se forma em ambientes hidrotermais de águas profundas, como os de aberturas subaquáticas.
Esse achado sustenta a leitura de que Marte não apenas tinha os ingredientes para a vida como a Terra, mas também possuía um ambiente ativo capaz de dar início à dinâmica química associada a sistemas hidrotermais. A bacia é colocada como um antigo mar entre 3,7 e 3,8 bilhões de anos atrás, aproximadamente o mesmo período em que a vida estaria começando a surgir na Terra, reforçando a ideia de janela temporal favorável.
Um período fértil longo e a virada climática que mudou Marte
As condições descritas como ativamente férteis são apresentadas como capazes de sobreviver em lugares como a bacia de Eredania por centenas de milhões de anos. A leitura é de persistência, não de um evento rápido, o que amplia a relevância do local para discutir habitabilidade.
Mas o quadro muda por volta de 3,7 bilhões de anos atrás, quando ocorre uma transformação substancial no clima marciano. Marte teria ficado mais frio, e a água líquida que havia encharcado o solo congelou, ou congelou na superfície. Parte significativa dessa água teria sido transportada para os polos, onde se formaram os grandes e espessos blocos de gelo, as calotas que são associadas ao Marte atual.
Vulcanismo, inundações e a maior cachoeira do Sistema Solar em ação
Ao mesmo tempo em que a temperatura despenca, Marte é descrito como se tornando mais vulcanicamente ativo, levando a inundações catastróficas. As águas descem com fúria das Terras Altas do sul até um local chamado ecoscasma, onde mergulham sobre penhascos de quatro quilômetros de altura.
É nesse salto que surge o marco: a maior cachoeira do Sistema Solar, apresentada como um evento sem paralelo, com água caindo em cascata por um cânion espetacular de 10 quilômetros de largura por 100 quilômetros de comprimento. A escala do desnível e da garganta sugere um episódio de energia hidráulica extrema, em que a paisagem foi moldada por volume e velocidade.
A água some, mas a superfície guarda o registro do que aconteceu
Depois que as inundações baixam, a água desaparece. O registro do evento fica gravado na superfície do planeta, como vestígio de que aquela fúria hídrica existiu, mesmo em um Marte que mais tarde se tornaria frio o suficiente para congelar grandes volumes e reorganizar sua água em gelo polar.
O contraste entre um passado com mar antigo, depósitos associados a fontes hidrotermais e um período de inundações capazes de criar a maior cachoeira do Sistema Solar ajuda a explicar por que a bacia de Eredania aparece como alvo estratégico: ela combina volume de água, atividade ambiental e transformações planetárias em uma mesma sequência.
Você acredita que um antigo mar com fontes hidrotermais em Marte torna mais provável que a vida tenha surgido lá, ou ainda falta uma peça decisiva para ligar esses sinais a organismos de fato?


Tudo invenção para justificar dinheiro gasto e manter as pessoas no suspense. Não sabem o que há no fundo do nosso mar, mas já sabem tudo de Marte… Quem vai lá provar que é tudo uma invenção? Quando descobrem algo de verdade fica no segredo… Ora se os casos de ovini aqui na terra ficam em segredo… Eles vão mesmo falar a verdade sobre Marte? Marte é só cortina de fumaça para ****.
****ánto la ignorancia y la arrogancia se juntan. Se vuelven atrevidas. Es mucho más fácil mandar una sonda a marte que enviar una al fondo del océano por una magnitud simple. LA PRESIÓN te recomiendo estudiar un poco. Antes de pasar pena
Tenho quase certeza de que uma parte de nós veio de Marte! (Não posso ser específica!). Cheguei a essa conclusão por um detalhe corporal existente em algumas pessoas! Garanto que os cientistas já sabem disto, mas não podem divulgar! Somos seres que consomem os recursos e levam muitas espécies animais à extinção, incluindo a si próprio! Porém, “quem” nos criou não deixou que o nosso DNA se perdesse no aquecimento global de Marte, transferindo parte dos últimos sobreviventes para a Terra! Outras espécies de seres foram “acrescentadas” por meio de mudanças genéticas do DNA deliberadamente! O ser humano é muito inocente quanto à própria origem!🤔😅
ACHO QUE NOS TERRAQUEOS VIEMOS DE MARTE,NUNHA FUGA,NAO SEI COMO,MAS CHEGARAM AQUI E COMECARAM A VIDA NA TERRA…