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NASA flagra a maior cachoeira do Sistema Solar em Marte: paredões de 4 km, cânion de 10 km por 100 km, água sumindo depois da fúria. MRO acha pistas de mar antigo e fontes hidrotermais onde a vida podia nascer

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 22/01/2026 às 17:42
Assista o vídeoMaior cachoeira do Sistema Solar em Marte surge na bacia de Aredania, antigo mar com fontes hidrotermais que indicam água extrema e possível origem da vida
Maior cachoeira do Sistema Solar em Marte surge na bacia de Aredania, antigo mar com fontes hidrotermais que indicam água extrema e possível origem da vida
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O Mars Reconnaissance Orbiter, que envia mais dados do que todas as missões a Marte juntas, registrou sinais da maior cachoeira do Sistema Solar e encontrou depósitos de 400 metros ligados a fontes hidrotermais em um antigo mar, sugerindo condições iniciais para vida antes do resfriamento global do planeta vermelho

A maior cachoeira do Sistema Solar teria existido em Marte quando águas de inundações catastróficas despencaram das Terras Altas do sul e mergulharam sobre penhascos de quatro quilômetros de altura, caindo em cascata dentro de um cânion de 10 quilômetros de largura por 100 quilômetros de extensão.

O cenário foi reconstruído a partir de observações do Mars Reconnaissance Orbiter, o MRO, uma sonda da NASA enviada para procurar condições em que a vida poderia ter começado. Depois que a fúria das inundações baixou, a água desapareceu, e o que restou foi o registro gravado na superfície marciana.

A sonda que vê Marte todos os dias e por que o MRO é decisivo

Maior cachoeira do Sistema Solar em Marte surge na bacia de Aredania, antigo mar com fontes hidrotermais que indicam água extrema e possível origem da vida

O MRO se destaca por um dado direto: ele envia mais dados do que todas as outras missões a Marte combinadas. Essa capacidade sustenta um acompanhamento contínuo do planeta e permite cruzar sinais de clima, relevo e formações antigas com resolução suficiente para identificar padrões repetidos e mudanças sutis.

A bordo, o MRO opera com três câmeras. A primeira é uma câmera meteorológica descrita como Marcy, capaz de ver de horizonte a horizonte em cada órbita e construir um mapa diário do planeta, formando um panorama global que funciona como um mapa meteorológico diário de Marte.

Três câmeras, 60 mil órbitas e uma cobertura de 99% do planeta

Maior cachoeira do Sistema Solar em Marte surge na bacia de Aredania, antigo mar com fontes hidrotermais que indicam água extrema e possível origem da vida

A segunda câmera do MRO é a câmera de contexto. Ela oferece alta resolução e já cobriu cerca de 99% da superfície marciana, criando uma base extensa para comparar regiões e localizar formações raras em meio a paisagens vastas.

O histórico operacional citado é de mais de 60 mil órbitas. Ao longo desse acúmulo, as câmeras de alta resolução revelaram Marte em detalhes sem precedentes, incluindo avalanches polares, dunas de areia movediças e o que pareciam ser fluxos sazonais de areia ou até mesmo água derretida líquida, uma sequência de achados que reforça o foco em água e habitabilidade.

2017 e o foco em uma das regiões mais antigas: a bacia de Eredania

Maior cachoeira do Sistema Solar em Marte surge na bacia de Aredania, antigo mar com fontes hidrotermais que indicam água extrema e possível origem da vida

Em 2017, o MRO direcionou o olhar para uma das características mais antigas do planeta, citada como a bacia Eredália e, também, como bacia de Eredania. A bacia é descrita como enorme e situada em parte da crosta mais antiga de Marte.

A formação é posicionada em cerca de 3,8 bilhões de anos e é tratada como um antigo mar. A escala hídrica atribuída ao sistema é extrema: teria contido mais de 10 vezes mais água do que os Grandes Lagos, ou três vezes a do Mar Cáspio na Terra. O ponto central é que não se trata de um lago pequeno, mas de um volume de água comparável a mar interior.

Depósito de 400 metros e o sinal de fontes hidrotermais em águas profundas

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No antigo leito marinho, o MRO identificou algo descrito como notável: uma enorme espessura de 400 metros de depósito, formado a partir de um mineral que se forma em ambientes hidrotermais de águas profundas, como os de aberturas subaquáticas.

Esse achado sustenta a leitura de que Marte não apenas tinha os ingredientes para a vida como a Terra, mas também possuía um ambiente ativo capaz de dar início à dinâmica química associada a sistemas hidrotermais. A bacia é colocada como um antigo mar entre 3,7 e 3,8 bilhões de anos atrás, aproximadamente o mesmo período em que a vida estaria começando a surgir na Terra, reforçando a ideia de janela temporal favorável.

Um período fértil longo e a virada climática que mudou Marte

As condições descritas como ativamente férteis são apresentadas como capazes de sobreviver em lugares como a bacia de Eredania por centenas de milhões de anos. A leitura é de persistência, não de um evento rápido, o que amplia a relevância do local para discutir habitabilidade.

Mas o quadro muda por volta de 3,7 bilhões de anos atrás, quando ocorre uma transformação substancial no clima marciano. Marte teria ficado mais frio, e a água líquida que havia encharcado o solo congelou, ou congelou na superfície. Parte significativa dessa água teria sido transportada para os polos, onde se formaram os grandes e espessos blocos de gelo, as calotas que são associadas ao Marte atual.

Vulcanismo, inundações e a maior cachoeira do Sistema Solar em ação

Ao mesmo tempo em que a temperatura despenca, Marte é descrito como se tornando mais vulcanicamente ativo, levando a inundações catastróficas. As águas descem com fúria das Terras Altas do sul até um local chamado ecoscasma, onde mergulham sobre penhascos de quatro quilômetros de altura.

É nesse salto que surge o marco: a maior cachoeira do Sistema Solar, apresentada como um evento sem paralelo, com água caindo em cascata por um cânion espetacular de 10 quilômetros de largura por 100 quilômetros de comprimento. A escala do desnível e da garganta sugere um episódio de energia hidráulica extrema, em que a paisagem foi moldada por volume e velocidade.

A água some, mas a superfície guarda o registro do que aconteceu

Depois que as inundações baixam, a água desaparece. O registro do evento fica gravado na superfície do planeta, como vestígio de que aquela fúria hídrica existiu, mesmo em um Marte que mais tarde se tornaria frio o suficiente para congelar grandes volumes e reorganizar sua água em gelo polar.

O contraste entre um passado com mar antigo, depósitos associados a fontes hidrotermais e um período de inundações capazes de criar a maior cachoeira do Sistema Solar ajuda a explicar por que a bacia de Eredania aparece como alvo estratégico: ela combina volume de água, atividade ambiental e transformações planetárias em uma mesma sequência.

Você acredita que um antigo mar com fontes hidrotermais em Marte torna mais provável que a vida tenha surgido lá, ou ainda falta uma peça decisiva para ligar esses sinais a organismos de fato?

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Alex
Alex
25/01/2026 07:41

Tudo invenção para justificar dinheiro gasto e manter as pessoas no suspense. Não sabem o que há no fundo do nosso mar, mas já sabem tudo de Marte… Quem vai lá provar que é tudo uma invenção? Quando descobrem algo de verdade fica no segredo… Ora se os casos de ovini aqui na terra ficam em segredo… Eles vão mesmo falar a verdade sobre Marte? Marte é só cortina de fumaça para ****.

Detex
Detex
Em resposta a  Alex
31/01/2026 21:57

****ánto la ignorancia y la arrogancia se juntan. Se vuelven atrevidas. Es mucho más fácil mandar una sonda a marte que enviar una al fondo del océano por una magnitud simple. LA PRESIÓN te recomiendo estudiar un poco. Antes de pasar pena

Raquel Fernandes
Raquel Fernandes
23/01/2026 14:44

Tenho quase certeza de que uma parte de nós veio de Marte! (Não posso ser específica!). Cheguei a essa conclusão por um detalhe corporal existente em algumas pessoas! Garanto que os cientistas já sabem disto, mas não podem divulgar! Somos seres que consomem os recursos e levam muitas espécies animais à extinção, incluindo a si próprio! Porém, “quem” nos criou não deixou que o nosso DNA se perdesse no aquecimento global de Marte, transferindo parte dos últimos sobreviventes para a Terra! Outras espécies de seres foram “acrescentadas” por meio de mudanças genéticas do DNA deliberadamente! O ser humano é muito inocente quanto à própria origem!🤔😅

RAIMUNDO TFIXEIRA
RAIMUNDO TFIXEIRA
23/01/2026 13:01

ACHO QUE NOS TERRAQUEOS VIEMOS DE MARTE,NUNHA FUGA,NAO SEI COMO,MAS CHEGARAM AQUI E COMECARAM A VIDA NA TERRA…

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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