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A “faculdade de filhos de bilionários” que custa R$ 13,5 mil por mês: campus com cara de big tech, escola avaliada em R$ 550 milhões, Apple lab com IA vigiando a atenção dos alunos, viagem para Stanford e Disney e aulas em que calouros já tentam captar milhões para suas startups

Escrito por Ana Alice
Publicado em 07/03/2026 às 20:25
Assista o vídeoEntenda como funciona a Link School of Business, faculdade de R$ 13,5 mil por mês voltada a startups, networking e elite econômica. (Imagem: Ilustração)
Entenda como funciona a Link School of Business, faculdade de R$ 13,5 mil por mês voltada a startups, networking e elite econômica. (Imagem: Ilustração)
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A Link School of Business, em São Paulo, oferece um bacharelado em Administração com mensalidade de R$ 13,5 mil, curso em período integral e proposta centrada em empreendedorismo e criação de negócios.

Credenciada pelo MEC em 2020, a instituição passou a ser associada, em reportagens e nas redes sociais, ao apelido de “faculdade de filhos de bilionários” por reunir preço elevado, estrutura voltada a networking e um público identificado com famílias de alta renda.

Fundada por Álvaro Schocair, a faculdade foi criada com a proposta de oferecer um curso de Administração voltado à formação de empreendedores.

No material institucional, a escola informa que o programa foi desenhado para desenvolver negócios, trabalhar desafios reais de mercado e aproximar os alunos de mentores e profissionais da área.

O bacharelado tem duração de quatro anos, oferta presencial em tempo integral e entrada semestral.

A própria instituição informa que o curso foi autorizado pela Portaria MEC nº 184, de 24 de junho de 2020, publicada no Diário Oficial no dia seguinte, com credenciamento institucional e autorização do curso de Administração.

Em 5 de março de 2026, o Brazil Journal informou que a Link aprovou uma captação de R$ 55 milhões, com avaliação de R$ 550 milhões, para ampliar sua presença internacional.

Segundo a publicação, os recursos devem ser destinados à expansão da escola fora do Brasil.

Mensalidade alta e associação com a elite econômica

A associação da escola a um público de renda mais alta está ligada, прежде de tudo, ao valor cobrado.

No site oficial do curso, a mensalidade aparece como R$ 13.500, cifra que coloca a Link entre as graduações de Administração de maior custo no país.

A cobrança é acompanhada por uma proposta acadêmica baseada em mentorias, experiências internacionais e contato com o ecossistema de negócios.

Além do preço, a localização e o formato da graduação ajudam a explicar a imagem pública da instituição.

A faculdade funciona na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 5083, no Jardim Paulista, em São Paulo, e divulga o campus como parte da experiência de formação, com uso do espaço para reuniões, desenvolvimento de projetos e eventos.

Não há, porém, divulgação oficial de recortes sobre renda familiar ou patrimônio dos estudantes.

De forma pública, o que está documentado é a combinação entre mensalidade elevada, dedicação integral e uma proposta voltada a empreendedorismo, internacionalização e aproximação com investidores e executivos.

Modelo de ensino com foco em empreendedorismo

A graduação é apresentada pela Link como um curso de caráter prático.

No site oficial, a escola descreve o programa como hands-on, com atividades ligadas a projetos reais, simulações de negócios, desafios de mercado e desenvolvimento de empresas desde o início da formação.

Nesse modelo, o contato com profissionais do mercado aparece como um dos pilares da proposta.

A faculdade informa que os alunos convivem com professores, mentores de negócios e especialistas convidados ao longo do curso.

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Em sua apresentação institucional, a escola também afirma ter mais de 100 professores ligados ao mercado e atuação em 23 estados.

A internacionalização ocupa outro espaço central na divulgação do curso.

A Link informa a realização de programas e experiências conectados a ambientes e instituições como Stanford, Wharton, Babson, Disney, Estônia, China e Tel Aviv, além de atividades em hubs de inovação como Palo Alto, Boston e Madri.

Na admissão, a escola utiliza um modelo próprio, chamado de Jornada Link.

Segundo a página oficial do processo seletivo, a primeira etapa, denominada Prep, reúne histórico acadêmico, vídeo de apresentação e portfólio.

Em seguida, o candidato passa pelo Link Pocket, experiência online com desafios baseados em casos reais de negócios.

A fase final é uma entrevista individual, que pode ser feita de forma presencial ou remota.

De acordo com a instituição, o processo busca avaliar trajetória, motivação, capacidade de resolver problemas e aderência ao método da escola.

A proficiência em inglês não é tratada como obrigatória, mas aparece como aspecto priorizado ao longo da seleção para fins acadêmicos e de comunicação.

A Link também informa a existência de um programa de bolsas reembolsáveis, com pagamento escalonado depois da formatura e correção pelo IPCA.

No material oficial, a faculdade apresenta o mecanismo como uma alternativa de financiamento para parte dos estudantes admitidos.

Desde a inauguração do novo campus, em 2024, a faculdade passou a destacar a estrutura física como parte da proposta acadêmica.

No site institucional, a escola menciona salas amplas, laboratórios de negócios e tecnologia e um auditório para 400 pessoas.

Reportagens recentes descrevem o prédio como um espaço de seis andares e cerca de 9.300 metros quadrados.

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A estrutura é apresentada pela instituição como um ambiente de uso acadêmico e de interação entre alunos, professores e convidados.

Em materiais de divulgação e textos sobre o projeto, a Link também cita suporte voltado a negócios, saúde mental e condicionamento físico como parte da rotina oferecida aos estudantes.

Startups, Demo Day e resultados divulgados

Os resultados divulgados pela escola são medidos, em grande parte, pela criação de negócios e pela captação de recursos.

Em páginas oficiais, a Link informa ter alcançado 200+ startups lançadas por alunos e R$ 80 milhões captados por empresas de estudantes.

Em outras áreas institucionais, porém, aparecem números diferentes, como 120+ startups criadas no ecossistema e R$ 60 milhões levantados.

A diferença indica que os indicadores variam de acordo com o recorte usado pela própria instituição.

Por isso, os dados públicos disponíveis permitem afirmar que a escola divulga resultados ligados à criação de startups e à captação de recursos, mas os totais mudam conforme a página consultada.

Entre os exemplos apresentados pela faculdade estão a MindCare, descrita como startup de saúde mental criada por alunas do bacharelado, e a AgroSmart Solutions, ligada ao agronegócio.

A Link também utiliza o Demo Day como evento para apresentação de projetos a investidores, empresários e parceiros do mercado.

A instituição passou a ocupar espaço em debates sobre ensino superior, empreendedorismo e acesso a redes de negócios no Brasil.

Nesse contexto, a escola reúne, no mesmo modelo, mensalidade elevada, formação em Administração, experiências internacionais e estímulo à criação de empresas desde os primeiros semestres.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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