Campos Verdes, em Goiás, produz até mil quilos de esmeraldas por mês, atrai parceria chinesa para lapidação local e tenta transformar sua riqueza mineral em empregos, certificação, joias e novos negócios
Campos Verdes, no norte de Goiás, tem só 4 mil moradores, mas produz de 800 a mil quilos de esmeraldas por mês e reúne depósito avaliado em 5 bilhões de dólares.
Cidade concentra jazida de esmeraldas
A 272 quilômetros de Goiânia, Campos Verdes vive novo ciclo de prosperidade. Conhecida como “capital das esmeraldas”, a cidade tem quatro minas em operação e oito áreas em pesquisa.
Levantamento geológico indica mais de 30 pontos com potencial de exploração. A estimativa aponta que 90% das esmeraldas continuam no subsolo, mantendo grande parte da riqueza sem extração.
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As pedras retiradas do municípo seguem para China, Índia, Estados Unidos e países da União Europeia, destinos que reforçam a presença internacional da produção goiana.
Parceria com a China busca lapidação local
No início deste mês, comitiva chinesa esteve em Campos Verdes para oficializar o protocolo de cooperação firmado após missão anterior do governo de Goiás à China, em maio de 2023.
A parceria reúne a Universidade Estadual de Goiás e a Universidade de Huaqiao. O objetivo é criar o primeiro Laboratório de Lapidação, Ensaios e Testes.
Joel Sant’Anna afirmou que Goiás tem grandes reservas de pedras preciosas, mas carece de instituição dedicada à lapidação das gemas.
O laboratório deverá permitir lapidação local com tecnologia de ponta, elevar valor agregado, ampliar exportações e qualificar mão de obra. A previsão é criar 600 empregos.
Sant’Anna afirma que a tecnolgia chinesa levará a lapidação aos padrões internacionais. A certificação internacional deverá ser garantida pelo laboratório.
Esmeraldas podem transformar Goiás em polo de joias
Campos Verdes é o único município produtor de esmeraldas em Goiás. A meta estadual é transformar Goiás em polo joalheiro com padrão internacional, usando a produção local como base industrial.
Uma empresa chinesa de joias firmou acordo para produzir no estado. A proposta é lapidar as pedras em Goiás e fabricar joias localmente, mantendo etapa mais valiosa da cadeia produtiva.
Como símbolo da cooperação, empresários locais doaram ouro e esmeraldas ao governo para criar uma peça exclusiva. A designer Carla Amorim produziu um colar com 15 esmeraldas, equivalentes a 40 quilates.
A peça tem 200 gramas de ouro, é avaliada em R$ 400 mil e está em exibição permanente na mostra “Riquezas goianas”, no Palácio das Esmeraldas.
Um cluster de joias foi lançado para capacitação, certificação e inserção em mercados. A expectativa é ampliar a produção e estimular produtores formalizados.
Licenciamento ainda trava garimpo
Apesar do avanço, mineradores relatam entraves para atuar regularmente. A maioria ainda opera sem licença ambiental, em meio a processos caros, lentos e difíceis.
Thomaz Zuzarte, empresário da mineração há mais de 20 anos, afirmou que a documentação é morosa. Ele defende investimentos e união entre donos de minas para criar cooperativa forte.
Cleiton Roberto Souza aponta o licenciamento dos garimpos como principal barreira ao crescimento. A Permissão de Lavra Garimpeira vale cinco anos, mas a renovação passa por processo burocrático e demorado.
Souza declara que a mineração local não atinge o lençol freático. Para ele, 80% do garimpo opera de forma irregular.
Apesar da riqueza mineral, Campos Verdes permanece bilionária em reservas e pobre em aproveitamento econômico. O empresário cita uma esmeralda de 10 quilates avaliada em US$ 120 mil.
Para mudar o cenário, o governo articula autorização por período de experiência. A medida busca permitir atuação enquanto garimpeiros obtêm documentos e cumprem requisitos legais.
Sebrae e Superintendência de Mineração iniciaram o processo de Indicação Geográfica. A certificação de IG pretende garantir rastreabilidade e autenticidade às esmeraldas de Campos Verdes.
PIB cresce e feira movimenta milhões
Campos Verdes já chegou a 40 mil habitantes no auge da exploração. Hoje tem cerca de 4 mil, mas os números recentes indicam retomada econômica ligada ao setor mineral.
A história começou em 1981, quando um operário encontrou as primeiras esmeraldas com a lâmina de um trator. Ele encheu um saco de pedras, desapareceu e espalhou a notícia.
Após fases de alta e queda, o PIB municipal alcançou R$ 4,9 milhões em 2021. O resultado colocou Campos Verdes na 13ª posição estadual, com crescimento superior a 110% em três anos.
A Feira Internacional das Esmeraldas é evento do setor. A 10ª edição está marcada para 19 a 21 de setembro, com venda de peças legítimas e visitação à cadeia produtiva.
Visitantes podem acompanhar a confecção das joias, da extração das esmeraldas ao produto final. Também há acesso a garimpos e minas de até 250 metros de profundidade.
No “Garimpe e Pague”, o turista compra uma pá de xisto e fica com todas as esmeraldas que encontrar. As nove edições anteriores movimentaram mais de R$ 90 milhões.
Em 2025, a feira espera gerar mais de R$ 12 milhões em negócios. Na última edição, mais de 40 mil pessoas participaram.
Com informações de Gazeta do Povo.


Morei em campos verdes por muitos anos, meu pai começou do zero a mina fortaleza e trabalhou muitos anos lá. Eu trabalhei como guincheiro na mina do Délio Braz em 95 e 96 fui muito feliz por lá, hoje moro em Macapá no estado do Amapá , tenho uma pequena oficina mecânica não tenho mais meu pai comigo, foi morar com Deus.. só me rasta saudades!
Em 1987 morei próximo a cidade de Santa Terezinha, ouvi os comentários sobre as esmeraldas, porém, não fui conhecer
Agora tudo tem as mãos da China, cuidado eles são inteligentes é muito cultos , uma maneira de ganhar mais e passar os ganhos para o governo chines enquanto trabalham como escravos no Brasil para manter as famílias vivas na China