Com 22 quilômetros, dois tubos paralelos e custo equivalente a R$ 20,2 bilhões, o Túnel Tianshan Shengli atravessa as Montanhas Tianshan e promete acelerar viagens, cargas e integração econômica em Xinjiang
A China inaugurou em 26 de dezembro do ano passado o Túnel Tianshan Shengli, obra de cerca de £3 bilhões, aproximadamente R$ 20,2 bilhões hoje, nas Montanhas Tianshan, em Xinjiang, reduzindo uma travessia de três horas para aproximadamente 20 minutos.
Túnel Tianshan Shengli encurta a travessia nas montanhas
Com cerca de 22 quilômetros, aproximadamente 13,75 milhas, o túnel rodoviário foi aberto ao tráfego como peça central da via expressa Urumqi-Yuli, projeto orçado em £4,9 bilhões e considerado estratégico pelas autoridades chinesas.
A estrutura tem dois tubos paralelos, cada um com duas faixas de tráfego. Antes da abertura, a passagem pela região montanhosa era descrita como árdua e levava cerca de três horas para os motoristas.
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Agora, o mesmo deslocamento pode ser feito em aproximadamente 20 minutos. A mudança concentra o principal impacto prático da obra, ao transformar uma travessia longa em um percurso curto dentro de Xinjiang.

Obra faz parte da via expressa Urumqi-Yuli
O Túnel Tianshan Shengli integra a rodovia expressa Urumqi-Yuli, planejada para encurtar deslocamentos entre áreas importantes da região.
A expectativa era reduzir o tempo entre Urumqi e Korla de mais de sete horas para aproximadamente três.
As duas cidades estão entre os principais centros urbanos de Xinjiang. Pela rede rodoviária já existente, a expressa também se conecta a importantes regiões econômicas da China.
Entre elas estão Pequim-Tianjin-Hebei, o Delta do Rio Yangtzé, a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e a região de Chengdu-Chongqing.
O projeto foi apresentado como avanço de conectividade regional. A rodovia aberta ao tráfego em 26 de dezembro de 2025 passou a ser tratada pelas autoridades como investimento estratégico e marco de conectivdade regional.

Construção enfrentou falhas geológicas e clima extremo
A construção do Túnel Tianshan Shengli levou aproximadamente cinco anos e atravessou 16 zonas de falhas geológicas. Em um trecho de 11 quilômetros, a obra inclui 14 pontes e cinco túneis.
As condições descritas envolveram alta pressão no solo, forte atividade sísmica, requisitos ambientais rigorosos, frio extremo e altitude elevada. O percurso cruza geleiras, pastagens, vales florestados, o deserto de Gobi e pântanos.
Autoridades chinesas classificaram o túnel como marco da engenharia. Song Hailiang, presidente da China Communications Construction Company, afirmou que o projeto estabeleceu dois recordes mundiais, incluindo o de túnel rodoviário mais longo do mundo.
O segundo recorde citado foi o de túnel rodoviário com o poço vertical mais profundo. A combinação entre extensão, terreno complexo e tempo de execusão reforçou a dimensão técnica da obra.
Projeto deve impulsionar transporte e turismo
Com a abertura, a expectativa é de impacto sobre transporte de mercadorias, turismo e integração econômica entre o norte e o sul de Xinjiang. A redução no tempo de deslocamento é o ponto mais visível para motoristas e empresas.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, descreveu a inauguração da rodovia Urumqi-Yuli como um grande salto em conectividade para Xinjiang. O embaixador Xie Feng afirmou que a China estava fazendo história mais uma vez.
Reino Unido também planeja túnel sob o Tâmisa
O material também cita os planos para a futura Travessia do Baixo Tâmisa, no Reino Unido. O projeto custaria cerca de £9 bilhões e prevê 23 quilômetros de nova estrada.
A proposta inclui o túnel rodoviário mais longo da Grã-Bretanha, com túnel duplo de 4,2 quilômetros sob o rio Tâmisa, ligando Tilbury, em Essex, a Medway, em Kent.
A travessia teria conexão com A2, M2, A13 e M25, criando ligações entre Londres e as passagens para Dover, responsáveis por metade das mercadorias comercializadas entre a Grã-Bretanha e a Europa continental.
Com informações de The Sun.


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