Equipada com uma única turbina de 16 MW, a plataforma eólica foi lançada em Zhuhai e segue para os campos de Lufeng, no Mar do Sul da China. A energia vai chegar por cabos submarinos às plataformas de petróleo, substituindo parte do diesel usado na extração e cortando emissões de carbono.
A China lançou ao mar a primeira plataforma flutuante de energia eólica do mundo equipada com uma única turbina de 16 MW e sistema de ancoragem por cabos tensionados, a partir da cidade de Zhuhai, na província de Guangdong, no sul do país. Segundo a CGTN, parceira da TV BRICS, a plataforma eólica segue para a região dos campos petrolíferos de Lufeng, no Mar do Sul da China, onde iniciará as suas operações.
A estrutura é do tipo TLP, sigla em inglês para plataforma de pernas tensionadas, e é estabilizada por cabos mantidos sob tensão. Com mais de 307 metros de altura e cerca de 8 mil toneladas, ela é considerada, ainda de acordo com a CGTN, a maior do mundo entre as plataformas flutuantes desse tipo em termos de capacidade de geração por turbina.
A primeira plataforma eólica flutuante do mundo

A plataforma eólica foi lançada ao mar a partir de Zhuhai, na província de Guangdong, no sul da China, e é apontada como a primeira estrutura flutuante de energia eólica do mundo equipada com uma única turbina de 16 MW.
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Segundo a CGTN, parceira da TV BRICS, a unidade usa um sistema de ancoragem por cabos tensionados para se manter estável em mar aberto.
A estrutura é do tipo TLP, sigla em inglês para plataforma de pernas tensionadas, estabilizada por cabos mantidos sob tensão.
Esse desenho é o que permite que a plataforma eólica flutue de forma estável em águas profundas, onde as torres fixas ao fundo do mar não são viáveis.
307 metros e 8 mil toneladas rumo a Lufeng
Com mais de 307 metros de altura e cerca de 8 mil toneladas, a plataforma eólica é considerada, de acordo com a CGTN, a maior do mundo entre as plataformas flutuantes desse tipo em termos de capacidade de geração por turbina. As dimensões colocam a estrutura entre os maiores equipamentos já lançados para a geração eólica no mar.
A unidade segue para a região dos campos petrolíferos de Lufeng, no Mar do Sul da China, onde iniciará as suas operações.
É nesse polo de extração que a plataforma eólica deve cumprir a sua função principal, a de fornecer energia limpa para as atividades de petróleo e gás da região.
Vento no lugar do diesel nas plataformas de petróleo
A energia gerada pela plataforma eólica será transmitida por cabos submarinos às plataformas de petróleo e gás da região de Lufeng, permitindo substituir parte do combustível usado nas operações de extração por eletricidade de fonte eólica.
Na prática, o vento passa a alimentar as plataformas que antes dependiam, em boa parte, do óleo diesel.
O projeto combina a geração de energia eólica no mar com as atividades de petróleo e gás, o que contribui para reduzir as emissões de carbono nos campos marítimos.
Essa integração entre a plataforma eólica e a extração de petróleo é o ponto central da iniciativa, que tenta descarbonizar uma operação tradicionalmente movida a combustível fóssil.
54 milhões de kWh e o corte de emissões
Após entrar em funcionamento, a plataforma eólica deverá produzir aproximadamente 54 milhões de kWh de eletricidade por ano, segundo a CGTN.
Esse volume, ainda de acordo com a fonte, permitirá reduzir as emissões de dióxido de carbono em cerca de 35 mil toneladas por ano.
Além do corte de CO2, a energia gerada deverá economizar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de óleo diesel por ano nas operações de Lufeng.
São números de projeção, ligados à entrada em operação da unidade, que mostram o potencial da plataforma eólica de reduzir tanto o consumo de combustível quanto a pegada de carbono da extração.
Energia eólica flutuante e a economia marítima
Mais do que abastecer os campos de Lufeng, o projeto busca impulsionar o desenvolvimento da indústria de energia eólica flutuante, um setor ainda em formação no mundo. A plataforma eólica funciona, nesse sentido, como uma vitrine tecnológica do que a China pretende expandir na geração renovável em mar aberto.
A iniciativa também busca fortalecer a economia marítima e acelerar a transição para uma matriz energética mais sustentável, segundo a CGTN. Ao ligar a plataforma eólica às plataformas de petróleo, o país tenta unir a exploração de combustível fóssil a uma fonte limpa, em um modelo que pode servir de referência para outros campos marítimos.
A China lançou ao mar, a partir de Zhuhai, a que a CGTN, parceira da TV BRICS, aponta como a primeira plataforma eólica flutuante do mundo com uma única turbina de 16 MW, uma estrutura de mais de 307 metros e cerca de 8 mil toneladas que segue para os campos petrolíferos de Lufeng, no Mar do Sul da China.
Depois de entrar em operação, a unidade deverá produzir cerca de 54 milhões de kWh por ano, o que, segundo a fonte, permitirá reduzir as emissões de CO2 em torno de 35 mil toneladas e economizar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de diesel por ano.
Ao transmitir a energia por cabos submarinos para as plataformas de petróleo, a plataforma eólica tenta substituir parte do combustível fóssil por vento e descarbonizar a extração, em uma aposta que também busca fortalecer a economia marítima e a indústria de energia eólica flutuante.
E você, o que achou da plataforma eólica flutuante que a China lançou para abastecer plataformas de petróleo com vento no lugar do diesel? Acredita que unir energia eólica e extração de petróleo no mar pode ajudar a reduzir as emissões de carbono? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre energia e transição energética.
