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A China colocou no mar a primeira ilha artificial flutuante do planeta, uma estrutura científica criada para enfrentar mar aberto, testar equipamentos de centenas de toneladas e alcançar 10 mil metros de profundidade

Escrito por Ana Alice
Publicado em 28/03/2026 às 17:31
Atualizado em 28/03/2026 às 17:33
China inicia em Xangai a construção de uma ilha artificial flutuante para pesquisas em alto-mar e testes em águas profundas. (Imagem: Ilustrativa)
China inicia em Xangai a construção de uma ilha artificial flutuante para pesquisas em alto-mar e testes em águas profundas. (Imagem: Ilustrativa)
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Projeto chinês voltado ao mar profundo avança com nova infraestrutura científica em Xangai e amplia a atenção internacional sobre pesquisas oceânicas, engenharia offshore e operações em grandes profundidades, num movimento que reúne tecnologia, logística e ambição estratégica.

A China anunciou em Xangai, no sábado, 28 de março de 2026, o início da construção de uma nova infraestrutura científica voltada à pesquisa oceânica em mar aberto.

Batizado de “ilha flutuante de mar aberto”, o projeto foi apresentado como a primeira plataforma ultragrande do mundo concebida para sustentar pesquisas em alto-mar sob diferentes condições climáticas, com foco em operações de longa permanência e em ambientes de grande profundidade.

A iniciativa é conduzida pela Universidade Jiao Tong de Xangai e tem conclusão prevista para 2030.

Ao contrário da ideia de uma estrutura já pronta e em uso no oceano, o que as autoridades chinesas anunciaram agora foi o início da construção do empreendimento.

A apresentação pública ocorreu um dia depois da criação, na universidade responsável pelo projeto, de um instituto dedicado à ciência e à engenharia em águas profundas.

Segundo a divulgação feita por veículos estatais chineses, a plataforma integra a categoria de grandes infraestruturas nacionais de ciência e tecnologia.

O objetivo é atender demandas de pesquisa em áreas como equipamentos marítimos, recursos marinhos e ciências do oceano, reunindo num mesmo sistema experimentos em campo, suporte embarcado e apoio em terra.

Projeto em Xangai para pesquisa oceânica em mar aberto

O projeto foi apresentado como uma estrutura voltada à pesquisa em mar aberto e ao teste de tecnologias aplicadas ao ambiente oceânico.

Na prática, o anúncio marca o começo da implantação física da instalação, e não a entrada em operação da plataforma.

A universidade responsável também oficializou, na véspera, a criação de um instituto voltado à ciência e à engenharia em águas profundas e distantes.

Segundo a instituição, a unidade deverá concentrar a articulação entre pesquisa, formação de especialistas e desenvolvimento da futura instalação.

Como será a estrutura da ilha flutuante de mar aberto

O projeto foi desenhado em três frentes principais.

A primeira é a plataforma central, que funcionará como núcleo das operações em mar aberto.

A segunda reúne laboratórios instalados em embarcações, responsáveis por parte das atividades científicas e dos testes de apoio.

ilha artificial chinesa (Foto: Global Times)
ilha artificial chinesa (Foto: Global Times)

Já a terceira é a base em terra, que dará sustentação logística, técnica e analítica ao conjunto da operação.

De acordo com a apresentação oficial, esse arranjo busca conectar testes de engenharia, observação científica e processamento de dados dentro de uma mesma rede operacional.

A proposta é aproximar o desenvolvimento tecnológico, a validação em condições reais e o uso aplicado dos resultados.

Casco duplo semissubmersível e testes em até 10 mil metros

O elemento mais destacado na concepção da futura instalação é o modelo descrito como “casco duplo semissubmersível”.

Segundo a apresentação oficial, esse formato foi pensado para aumentar a estabilidade da estrutura em mar aberto e viabilizar experimentos em escala real com equipamentos de águas profundas que podem pesar centenas de toneladas.

Além disso, a plataforma foi planejada para dar suporte a pesquisas e testes em toda a faixa de profundidade oceânica, chegando a 10 mil metros.

Segundo a divulgação chinesa, esse alcance amplia a possibilidade de experimentação em condições extremas de pressão, temperatura e operação.

A Universidade Jiao Tong de Xangai também descreveu a instalação como uma “plataforma científica autopropulsada de águas profundas e distantes”.

Segundo a instituição, o modelo foi concebido para permitir atividades prolongadas fora da costa e integrar construção, pesquisa, formação de pessoal e aplicação industrial.

Mineração em águas profundas, petróleo e pesquisa científica

Quando estiver concluída, a estrutura deverá funcionar como campo de testes em mar aberto para sistemas de mineração em águas profundas, equipamentos marinhos considerados críticos e instalações offshore ligadas à indústria de petróleo e gás.

A proposta inclui tanto pesquisas científicas quanto testes de engenharia com potencial aplicação econômica.

A divulgação oficial também afirma que a nova instalação deverá contribuir para o desenvolvimento comercial de recursos marinhos, ampliar o conhecimento sobre a evolução sazonal dos ecossistemas oceânicos e apoiar estudos sobre a origem e a evolução da vida.

Outro ponto citado é a possibilidade de melhorar a precisão das previsões de tufões.

Segundo o material apresentado pelas autoridades chinesas, esse tipo de infraestrutura poderá ser usado tanto em pesquisa básica quanto em testes tecnológicos.

O projeto foi desenhado para reunir, no mesmo ambiente, atividades científicas e validação de equipamentos em condições reais de mar aberto e grande profundidade.

Universidade Jiao Tong de Xangai e o novo instituto de águas profundas

A execução do projeto está sob responsabilidade da Universidade Jiao Tong de Xangai, que oficializou em 27 de março de 2026 a criação do Instituto de Ciência e Engenharia em Águas Profundas e Distantes.

Na cerimônia, a universidade informou que a nova unidade será seu braço direto para organizar pesquisas, conectar a construção da infraestrutura com a produção científica e estimular aplicações em áreas como equipamentos de engenharia submarina, métodos de exploração em mar profundo e aproveitamento de recursos oceânicos.

A instituição também apresentou o projeto como parte de uma estratégia para aproximar grandes instalações científicas de atividades de pesquisa e inovação.

Segundo a universidade, a proposta é fazer com que a plataforma avance ao mesmo tempo em que produza resultados científicos e tecnológicos.

Cronograma da obra e previsão de conclusão em 2030

Com a obra oficialmente iniciada, o cronograma divulgado aponta para a conclusão da instalação em 2030.

Até lá, o projeto deverá passar por etapas de construção, desenvolvimento de sistemas, integração com laboratórios embarcados e montagem da base de apoio em terra.

O anúncio, portanto, marca o começo da implantação da estrutura.

A entrada em operação plena dependerá da conclusão dessas fases e da integração dos sistemas previstos no projeto.

Segundo a apresentação oficial, a futura plataforma deverá operar em mar aberto com alcance de até 10 mil metros e uso simultâneo para pesquisa e testes tecnológicos.

A iniciativa insere a pesquisa oceânica em águas profundas no centro de um investimento de longo prazo que combina infraestrutura, engenharia e ciência aplicada.

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Jarbas F
Jarbas F
31/03/2026 22:38

Científico? Sei, as ilhas artificiais no litoral das Filipinas também falaram que era científico mas hoje a china roubou o litoral perto da base militar ops ilha científica e os filipinos assim como vietnamitas não podem pescar no litoral deles, comunista quando não mente está roubando ou matando quem ficar nos seus caminhos.

Marco Antônio
Marco Antônio
30/03/2026 15:50

Se flutua não é ilha…

Fylippe Marangoni
Fylippe Marangoni
29/03/2026 22:24

Uma matéria confusa com vários textos repetitivos… Parece que foi feito no chatgpt!!

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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