XRQ-73 mira combate e vigilância sem rastro térmico ou sonoro. Faz parte do programa SHEPARD, da DARPA, que busca a aeronave militar mais silenciosa já desenvolvida pelo Pentágono.
O Northrop XRQ-73 fez seu primeiro voo em Edwards Air Force Base, na Califórnia, em abril de 2026. A informação foi divulgada pela Interesting Engineering.
De acordo com a DARPA, o aparelho atingiu 5.500 metros de altitude (18 mil pés) e 460 km/h (288 mph) na primeira sortie. O programa que o desenvolveu se chama SHEPARD.
Segundo a Northrop Grumman, o XRQ-73 é a aeronave militar com propulsão híbrida-elétrica mais avançada já testada. Por consequência, o drone se torna referência para a próxima geração de aviação militar dos EUA.
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SHEPARD: o programa que mira aeronaves quase invisíveis
SHEPARD significa Series Hybrid-Electric Powertrain for Aerial Reconnaissance Demonstrator. Em outras palavras, é a demonstração de cadeia de tração híbrida-elétrica para reconhecimento aéreo.

De fato, a propulsão híbrida combina motor a combustão pequeno com motores elétricos. Por consequência, a assinatura sonora e térmica do drone XRQ-73 cai drasticamente em voo de cruzeiro.
Em paralelo, o gerador alimenta baterias e motores. Conforme a empresa, a configuração permite voos silenciosos de longa duração.
Por sua vez, o conceito segue a tendência ampla de eletrificação militar. Em comparação, drones convencionais como o MQ-9 Reaper têm emissão térmica detectável por sensores infravermelhos modernos.
Edwards Air Force Base: laboratório aeronáutico americano
Edwards Air Force Base fica no deserto Mojave, na Califórnia. Conforme a USAF, é o principal centro de testes de aviação experimental dos EUA.

De acordo com registros da base, projetos como SR-71, B-2 e X-15 foram testados lá. Por consequência, o XRQ-73 entra numa linhagem de aeronaves históricas.
Em paralelo, a base tem leito de lago seco com mais de 70 km². Em outras palavras, há espaço para pousos de emergência em projetos experimentais.
De fato, o clima do Mojave permite testes durante o ano inteiro. Em comparação, bases europeias enfrentam temporadas limitadas por neve.
Northrop XRQ-73 entra na tradição stealth da empresa
A Northrop Grumman é a desenvolvedora do B-2 Spirit, primeiro bombardeiro stealth operacional do mundo. Em paralelo, é a empresa por trás do B-21 Raider, sucessor do B-2.

Conforme a DARPA, o XRQ-73 não é o único projeto recente. O DefenseScoop reportou também o primeiro voo do MQ-25 da Boeing.
De fato, o Pentágono acelera testes de drones em diversas plataformas. Em paralelo, o DefenseScoop documenta os testes do Army Lumberjack com IA da Maven.
Por sua vez, conforme a Aerospace America, 2026 é o ano de teste da aposta do Pentágono em “drone wingmen”.
Northrop XRQ-73: parâmetros técnicos
O XRQ-73 ainda tem muitos dados classificados. Conforme a Northrop Grumman, os parâmetros públicos cobrem altitude, velocidade e arquitetura geral.

De acordo com a empresa, a envergadura é de aproximadamente 7,5 metros. Em paralelo, o peso vazio fica em torno de 600 kg.
De fato, o sensor pode ser eletro-óptico, infravermelho ou radar SAR. Por outro lado, a payload máxima específica não foi divulgada.
Em comparação com o MQ-9 Reaper, o XRQ-73 tem menor alcance bruto. Por consequência, é destinado a missões de vigilância tática local, e não ataque strategic.
Drone XRQ-73 em números
- 5.500 metros (18 mil pés) de altitude atingida no primeiro voo
- 460 km/h (288 mph) de velocidade verificada
- 7,5 metros de envergadura aproximada
- 600 kg de peso vazio estimado
- SHEPARD: programa da DARPA com Northrop Grumman
Em comparação, o RQ-170 Sentinel tem cerca de 20 metros de envergadura. Por outro lado, o XRQ-73 representa categoria menor e mais discreta.

Em paralelo, países como Israel e Coreia do Sul também investem em drones híbridos. Conforme Defense News, programas similares estão em desenvolvimento no Reino Unido e na Alemanha.
De fato, o mercado militar de drones já moveu cerca de US$ 14 bilhões em 2025 segundo o SIPRI. Por consequência, a aviação convencional perde espaço acelerado.
E o Brasil? FAB pesquisa drones com motor de combustão
A Força Aérea Brasileira opera drones desde os anos 2000. Conforme dados oficiais, a Embraer desenvolveu drone Falcão Avantec, ainda em fase experimental.
De acordo com analistas, o Brasil não tem programa equivalente a SHEPARD. Em paralelo, o foco brasileiro segue em motores a combustão convencional.
Em comparação, o novo quebra-gelo nuclear russo mostra outra abordagem energética, mas para uso naval.
Conforme analistas militares, o Brasil pode acelerar o desenvolvimento via parceria com China ou Israel. Por outro lado, esses países também competem por contratos brasileiros.
Veja também o monitoramento do magma sob a Islândia usando tecnologia similar de sensoriamento.
Em paralelo, o setor privado também investe. Conforme Bloomberg, a Anduril e a Kratos competem por contratos similares com tecnologia híbrida-elétrica.
De fato, o mercado de drones militares cresce 18% ao ano nos EUA. Por consequência, projetos como o XRQ-73 atraem capital de risco em torno de US$ 4 bilhões.
De acordo com analistas, o programa pode escalar para 200 unidades nos próximos cinco anos. Em paralelo, a USAF planeja integrar drones XRQ como wingmen de caças F-35 e F-22.
Em comparação, a frota atual de MQ-9 chega a 280 aeronaves. Por consequência, o Northrop XRQ pode dobrar o portfólio operacional da USAF na próxima década.
Ressalva: o XRQ-73 ainda está em fase de teste
De acordo com a DARPA, o primeiro voo é só o início. Em paralelo, outras 12 sorties estão programadas para 2026.
Por outro lado, há ainda muitas perguntas técnicas. Conforme analistas, o consumo de combustível em modo híbrido depende de ajuste fino do gerador.
Será que o Brasil pode adotar arquitetura híbrida-elétrica em drones nacionais? O caso XRQ-73 mostra que a transição militar está acontecendo agora, não em décadas.
Ainda assim, o a aeronave segue como referência aeronáutica do triênio 2026-2028. Por consequência, fabricantes europeus e asiáticos correm para responder com seus próprios programas.
