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Northrop Grumman faz voar pela primeira vez na base aérea de Edwards o drone híbrido-elétrico XRQ-73 a 5.500 metros e 460 km/h, no programa que a DARPA chama de aeronave mais silenciosa já testada pelo Pentágono

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 12/05/2026 às 18:00 Atualizado em 12/05/2026 às 18:02
Northrop XRQ-73 na pista de Edwards
Northrop XRQ-73 em Edwards Air Force Base.
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XRQ-73 mira combate e vigilância sem rastro térmico ou sonoro. Faz parte do programa SHEPARD, da DARPA, que busca a aeronave militar mais silenciosa já desenvolvida pelo Pentágono.

O Northrop XRQ-73 fez seu primeiro voo em Edwards Air Force Base, na Califórnia, em abril de 2026. A informação foi divulgada pela Interesting Engineering.

De acordo com a DARPA, o aparelho atingiu 5.500 metros de altitude (18 mil pés) e 460 km/h (288 mph) na primeira sortie. O programa que o desenvolveu se chama SHEPARD.

Segundo a Northrop Grumman, o XRQ-73 é a aeronave militar com propulsão híbrida-elétrica mais avançada já testada. Por consequência, o drone se torna referência para a próxima geração de aviação militar dos EUA.

SHEPARD: o programa que mira aeronaves quase invisíveis

SHEPARD significa Series Hybrid-Electric Powertrain for Aerial Reconnaissance Demonstrator. Em outras palavras, é a demonstração de cadeia de tração híbrida-elétrica para reconhecimento aéreo.

Northrop XRQ-73 na pista de Edwards
Drone XRQ-73 na pista de Edwards Air Force Base. Imagem editorial.

De fato, a propulsão híbrida combina motor a combustão pequeno com motores elétricos. Por consequência, a assinatura sonora e térmica do drone XRQ-73 cai drasticamente em voo de cruzeiro.

Em paralelo, o gerador alimenta baterias e motores. Conforme a empresa, a configuração permite voos silenciosos de longa duração.

Por sua vez, o conceito segue a tendência ampla de eletrificação militar. Em comparação, drones convencionais como o MQ-9 Reaper têm emissão térmica detectável por sensores infravermelhos modernos.

Edwards Air Force Base: laboratório aeronáutico americano

Edwards Air Force Base fica no deserto Mojave, na Califórnia. Conforme a USAF, é o principal centro de testes de aviação experimental dos EUA.

Edwards Air Force Base na Califórnia
Edwards Air Force Base, no Mojave californiano. Imagem editorial.

De acordo com registros da base, projetos como SR-71, B-2 e X-15 foram testados lá. Por consequência, o XRQ-73 entra numa linhagem de aeronaves históricas.

Em paralelo, a base tem leito de lago seco com mais de 70 km². Em outras palavras, há espaço para pousos de emergência em projetos experimentais.

De fato, o clima do Mojave permite testes durante o ano inteiro. Em comparação, bases europeias enfrentam temporadas limitadas por neve.

Northrop XRQ-73 entra na tradição stealth da empresa

A Northrop Grumman é a desenvolvedora do B-2 Spirit, primeiro bombardeiro stealth operacional do mundo. Em paralelo, é a empresa por trás do B-21 Raider, sucessor do B-2.

Engenheiros da Northrop trabalham no drone XRQ-73
Engenheiros da Northrop trabalham no XRQ-73. Imagem editorial.

Conforme a DARPA, o XRQ-73 não é o único projeto recente. O DefenseScoop reportou também o primeiro voo do MQ-25 da Boeing.

De fato, o Pentágono acelera testes de drones em diversas plataformas. Em paralelo, o DefenseScoop documenta os testes do Army Lumberjack com IA da Maven.

Por sua vez, conforme a Aerospace America, 2026 é o ano de teste da aposta do Pentágono em “drone wingmen”.

Northrop XRQ-73: parâmetros técnicos

O XRQ-73 ainda tem muitos dados classificados. Conforme a Northrop Grumman, os parâmetros públicos cobrem altitude, velocidade e arquitetura geral.

Sistema de propulsão híbrida do drone XRQ-73
Sistema híbrido com motor e baterias. Imagem editorial.

De acordo com a empresa, a envergadura é de aproximadamente 7,5 metros. Em paralelo, o peso vazio fica em torno de 600 kg.

De fato, o sensor pode ser eletro-óptico, infravermelho ou radar SAR. Por outro lado, a payload máxima específica não foi divulgada.

Em comparação com o MQ-9 Reaper, o XRQ-73 tem menor alcance bruto. Por consequência, é destinado a missões de vigilância tática local, e não ataque strategic.

Drone XRQ-73 em números

  • 5.500 metros (18 mil pés) de altitude atingida no primeiro voo
  • 460 km/h (288 mph) de velocidade verificada
  • 7,5 metros de envergadura aproximada
  • 600 kg de peso vazio estimado
  • SHEPARD: programa da DARPA com Northrop Grumman

Em comparação, o RQ-170 Sentinel tem cerca de 20 metros de envergadura. Por outro lado, o XRQ-73 representa categoria menor e mais discreta.

Drone XRQ-73 voando em alta altitude ao crepúsculo
Reconstituição editorial do voo do XRQ-73. Imagem editorial.

Em paralelo, países como Israel e Coreia do Sul também investem em drones híbridos. Conforme Defense News, programas similares estão em desenvolvimento no Reino Unido e na Alemanha.

De fato, o mercado militar de drones já moveu cerca de US$ 14 bilhões em 2025 segundo o SIPRI. Por consequência, a aviação convencional perde espaço acelerado.

E o Brasil? FAB pesquisa drones com motor de combustão

A Força Aérea Brasileira opera drones desde os anos 2000. Conforme dados oficiais, a Embraer desenvolveu drone Falcão Avantec, ainda em fase experimental.

De acordo com analistas, o Brasil não tem programa equivalente a SHEPARD. Em paralelo, o foco brasileiro segue em motores a combustão convencional.

Em comparação, o novo quebra-gelo nuclear russo mostra outra abordagem energética, mas para uso naval.

Conforme analistas militares, o Brasil pode acelerar o desenvolvimento via parceria com China ou Israel. Por outro lado, esses países também competem por contratos brasileiros.

Veja também o monitoramento do magma sob a Islândia usando tecnologia similar de sensoriamento.

Em paralelo, o setor privado também investe. Conforme Bloomberg, a Anduril e a Kratos competem por contratos similares com tecnologia híbrida-elétrica.

De fato, o mercado de drones militares cresce 18% ao ano nos EUA. Por consequência, projetos como o XRQ-73 atraem capital de risco em torno de US$ 4 bilhões.

De acordo com analistas, o programa pode escalar para 200 unidades nos próximos cinco anos. Em paralelo, a USAF planeja integrar drones XRQ como wingmen de caças F-35 e F-22.

Em comparação, a frota atual de MQ-9 chega a 280 aeronaves. Por consequência, o Northrop XRQ pode dobrar o portfólio operacional da USAF na próxima década.

Ressalva: o XRQ-73 ainda está em fase de teste

De acordo com a DARPA, o primeiro voo é só o início. Em paralelo, outras 12 sorties estão programadas para 2026.

Por outro lado, há ainda muitas perguntas técnicas. Conforme analistas, o consumo de combustível em modo híbrido depende de ajuste fino do gerador.

Será que o Brasil pode adotar arquitetura híbrida-elétrica em drones nacionais? O caso XRQ-73 mostra que a transição militar está acontecendo agora, não em décadas.

Ainda assim, o a aeronave segue como referência aeronáutica do triênio 2026-2028. Por consequência, fabricantes europeus e asiáticos correm para responder com seus próprios programas.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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