Com SUVs rodando em condições iguais, bateria perto de 80% e tanque cheio, Jaecoo 7, BYD Song Plus e Haval H6 fizeram um bate e volta até Ribeirão Preto e a conta final saiu no posto
Os SUVs híbridos plug-in chineses viraram febre, mas consumo real só aparece quando a estrada acaba e a bomba fala. Por isso, três SUVs foram colocados no mesmo teste: Jaecoo 7, BYD Song Plus e Haval H6, com 600 km rodados, ar condicionado ligado e o mesmo modo de condução para todo mundo.
A proposta foi simples e honesta: nada de “rodar fazendo média”. Os SUVs foram usados como você usaria em uma viagem, com troca de motoristas e reabastecimento no final para comparar litros por quilometragem, sem depender apenas do computador de bordo.
Como o teste dos SUVs foi montado para ser justo

O comparativo foi feito com três pessoas para três carros, com 600 km por veículo no total e rodagem em esquema de revezamento. Todo mundo dirigiu todos os SUVs, justamente para reduzir o peso do “pé” de um motorista só.
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As regras foram claras: mesmo modo de condução, ar condicionado ligado na mesma temperatura e um uso normal de estrada. Os SUVs saíram com bateria na casa de 76% a 78% e tanque cheio, com trip zerado, para que o resultado final fosse decidido pela bomba no retorno.
Quem eram os SUVs e o que cada um prometia antes da estrada
Os três modelos avaliados tinham proposta parecida, todos híbridos plug-in e com faixa de preço próxima dos R$ 250 mil, com diferenças de potência, bateria e autonomia.
No BYD Song Plus, foi usado o modelo anterior, com bateria em torno de 18 kWh e conjunto com motor 1.5 aspirado e elétrico, citado com 235 cavalos. O foco aqui foi comparar consumo real, não ficha técnica de catálogo.
No Jaecoo 7, o destaque apontado foi a promessa de maior autonomia combinada e o gerenciamento do sistema híbrido. Ele foi descrito com motor 1.5 turbo, bateria em torno de 18 kWh e potência citada de 339 cavalos, além de autonomia elétrica próxima de 80 km na fala do teste.
No Haval H6, o modelo usado foi o PHEV 34, descrito como o mais potente do trio, com bateria maior e potência citada de 393 cavalos. A curiosidade era justamente essa: ter mais bateria não significaria automaticamente ser o mais econômico na viagem toda.
EV primeiro, híbrido depois: quando a bateria acabou, os SUVs “mostraram a verdade”
A estratégia foi começar em modo elétrico e rodar até a bateria chegar ao mínimo operacional citado no teste, por volta de 30%. A partir daí, cada carro passou a funcionar como híbrido, e o consumo começou a se revelar de forma mais clara.
O relato destaca um ponto importante: o Jaecoo 7 rodou cerca de 60 km em trecho rodoviário até atingir esse patamar de bateria mínima, saindo de perto de 80%. Isso virou um marco do teste, porque mostrou proximidade com o que era declarado no uso elétrico inicial.
Parcial no meio do caminho e o cuidado com o comboio
Na primeira parcial, com 100 km rodados, apareceram leituras bem otimistas no computador de bordo, mas o próprio teste deixou claro que a referência principal seria a bomba no fim. Para aumentar a justiça, os carros foram alternados na frente do comboio, para reduzir vantagem aerodinâmica de quem ficaria sempre no “vácuo”.
Na metade do caminho, com 300 km rodados, os painéis mostraram médias próximas entre Jaecoo 7 e Haval H6, e o Song Plus também com números competitivos. O teste seguiu até o retorno para fechar a conta do jeito mais direto possível: litros abastecidos após os 600 km.
A bomba decidiu: quanto entrou no tanque de cada um
No retorno, veio a hora da verdade. Os três SUVs foram abastecidos para calcular consumo real a partir de litros repostos.
Haval H6: 35,484 litros
BYD Song Plus: 33,7 litros
Jaecoo 7: passou de 30 litros e fechou em 31 litros
Esse foi o dado mais concreto do comparativo, porque coloca lado a lado o que cada um realmente exigiu de combustível para completar a mesma maratona.
O ranking final de consumo entre os SUVs
Com a conta fechada, o pódio do teste ficou assim:
- Jaecoo 7: 19 km/L
- BYD Song Plus: 17,4 km/L
- Haval H6: 16,8 km/L
Além de liderar o consumo, o Jaecoo 7 também foi apontado como o que teve menor gasto na bomba, já que entrou menos combustível no reabastecimento final.
O que esse resultado realmente significa para quem pensa em comprar
O teste mostra um ponto que muita gente ignora: autonomia elétrica maior não garante vitória no consumo total, principalmente quando a viagem inclui longos trechos rodoviários e o carro entra no ciclo híbrido.
Também fica a leitura prática: os três SUVs entregaram números considerados bons para o porte e proposta, mas o gerenciamento do sistema híbrido, quando a bateria cai, pode ser o fator decisivo. Foi exatamente aí que o Jaecoo 7 se destacou no comparativo.
No seu dia a dia, você prefere um dos SUVs por consumo na estrada, por autonomia elétrica na cidade ou por desempenho, mesmo gastando mais?


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