Após a Petrobras interromper produção de petróleo em seis plataformas da Bacia de Campos, no RJ, outra triste notícia foi emitida pela estatal por meio de comunicado ao sindicatos de petroleiros. A petroleira prevê neste mês de abril a hibernação de pelo menos 45 plataformas de produção de petróleo e gás natural localizadas no Nordeste e Sudeste. A notícia veio em meio a pandemia que tem gerado um caos global, onde a paralisação das unidades, pode acarretar demissões e remanejamento de pessoal.
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Por conta da nova medida de corte de 200 mil barris por dia (bpd) anunciadas no início do mês pela Petrobras para enfrentar a crise, além destas 45, muitas outras plataformas podem ser paralisadas.
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Até o momento a hibernação das plataformas de petróleo localizadas no litoral fluminense foram pequenos, mas pode ser que a estatal continue sua redução no Rio de Janeiro, até que os 200 mil bpd sejam alcançados.
As 45 plataformas da Petrobras paralisadas localizadas nas três bacias — Campos, no Rio de Janeiro, Ceará-Piauí, e Potiguar, produzem juntas em média 10 mil bpd de petróleo, isso significa menos de 10 porcento de 200 mil bpd (a meta de corte ).
Além destas, mais nove plataformas da Petrobras pertencentes a quatro campos na bacia do Ceará-Piauí serão hibernadas, que juntas produzem menos 2,4 mil bpd.
Até o momento o estado mais atingindo pela decisão da Petrobras foi o Rio Grande do Norte, com vinte e quatro plataformas de petróleo hibernadas, que juntas somam 2,4 mil bpd.
Está previsto também a hibernação de seis unidades de produção na Bacia de Sergipe-Alagoas
Apesar de ainda não ter sido confirmado pela Petrobras, funcionários informaram a paralisação de duas plataformas instaladas no campo de Barracuda, na Bacia de Campos, a P-43 e P-48, juntas as unidades somam 43,5 mil bpd.
Em comunicado ao sindicato dos petroleiros, a Petrobras oferece três alternativas aos funcionários que exercem suas atividades nas plataformas que serão desligadas temporariamente, são elas, a realocação interna de acordo com a necessidade da empresa, a adesão ao plano de demissão voluntária e o desligamento individualmente por acordo.

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