A gigante da tecnologia enfrentou um prejuízo bilionário e cortou milhares de empregos após adquirir a Nokia, encerrando sua estratégia de telefonia móvel iniciada em 2008 e descontinuando a linha Lumia definitivamente em 2016 sob a nova gestão de Satya Nadella
A Microsoft anunciou em 2015 um prejuízo contábil de US$ 7,6 bilhões e o corte de 7.800 empregos em seu departamento de telefonia. O movimento encerra uma estratégia iniciada em 2008, marcando o fim da competição direta com grandes rivais no setor de dispositivos móveis.
A gigante da tecnologia revelou os números alarmantes como parte de uma reestruturação massiva em sua divisão de hardware. O prejuízo financeiro divulgado superou o valor total pago pela aquisição da divisão de dispositivos da Nokia anos antes.
A compra da empresa finlandesa ocorreu originalmente em 2012 e custou US$ 7,3 bilhões aos cofres da Microsoft. A operação resultou, ao final, em perdas financeiras superiores ao investimento inicial feito pela companhia norte-americana.
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Além das demissões anunciadas em 2015, a corporação já havia encerrado 12.500 postos de trabalho em 2014. Esses cortes afetaram especificamente a divisão herdada da Nokia após a fusão das operações.
Reavaliação estratégica e encerramento de atividades
O diretor executivo Satya Nadella afirmou na época que a corporação precisava reavaliar sua abordagem no mercado de telefonia. A decisão da liderança culminou no fim definitivo da linha Lumia no ano de 2016.
Nadella explicou a transição de uma estratégia focada em negócios de telefones independentes para um ecossistema Windows mais amplo. O foco administrativo mudou para a criação e fortalecimento de uma família de dispositivos próprios.
Segundo o executivo, a meta de curto prazo era administrar um portfólio de telefones mais eficaz e focado. A longo prazo, a empresa buscava manter a capacidade de reinvenção na área de mobilidade corporativa.
Origem do projeto e dificuldades competitivas
O ex-CEO Steve Ballmer liderou a compra da Nokia para integrar o sistema Windows Phone ao hardware da fabricante. O objetivo central era competir com tecnologias lançadas por empresas como Apple e Google.
A Microsoft teve dificuldades severas para manter a competitividade diante da profusão de novidades tecnológicas dos rivais. A empresa acabou perdendo mais recursos financeiros do que o montante gasto na aquisição original.
O projeto começou oficialmente em 2008, quando a Microsoft anunciou o desenvolvimentto de seu próprio telefone. O software necessário para a operação dos aparelhos foi concluído com sucesso apenas em 2010.
Funcionalidades da linha Lumia e recepção do mercado
Os aparelhos da série Lumia permitiam aos usuários acessar aplicativos idênticos aos de computadores com Windows. Isso incluía programas fundamentais de produtividade como Microsoft Word, Excel e PowerPoint.
Com recursos e funções semelhantes aos de um laptop básico e tela sensível ao toque, o telefone obteve certa popularidade. O design elegante atraía consumidores interessados em trabalhar em qualquer lugar.
Entretanto, o dispositivo não conseguiu acompanhar as atualizações frequentes e os novos lançamentos da Apple e do Google. A série lançou apenas nove telefones no total antes de ser descontinuada pela gestão.
Um décimo modelo da linha estava prestes a ser lançado quando a produção foi encerrada. As avaliações dos usuários eram mistas, citando lentidão no sofware e travamentos constantes durante o uso.
Tentativas posteriores e comparações no setor
Após o fracasso da linha Lumia, a empresa tentou ingressar no mercado com o Surface Duo. O smartphone operava com sistema Android e possuía tela dupla sensível ao toque.
O anúncio desse novo aparelho ocorreu em 2 de outubro de 2019, com lançamento oficial em 10 de setembro de 2020. O produto fazia parte da família de hardware Microsoft Surface.
Essa nova opção também foi descontinuada em 2023, após o lançamento do modelo Surface 2 em 2021. O histórico aponta para dificuldades contínuas da empresa em se estabelecer no setor.
A situação é comparável à da Apple, que gastou US$ 1 bilhão por ano durante uma década em um produto não lançado. A Microsoft, contudo, enfrentou perdas públicas com produtos que chegaram ao mercado.

A Microsoft só faz ****, o tempo todo.
Eu fico embasbacado como um empresa desse tamanho consegue criar tanto produto inútil, que ngm quer e depois sumir com tudo num enorme buraco negro de prejuízos.
Esperar o que desses caras, que entregam o mesmo sistema em baixo do capô desde 1998.
Matéria cheia de informações erradas.