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Voluntário abre pasta esquecida em Londres e encontra cópia raríssima da Declaração de Independência dos EUA perdida há quase 250 anos

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 03/07/2026 às 22:11 Atualizado em 03/07/2026 às 22:13
Cópia histórica da Declaração de Independência dos Estados Unidos de 1776 sobre uma mesa de madeira, fotografada em ângulo diagonal, destacando o título do documento e seu aspecto envelhecido.
Documento histórico de 1776, pertencente à rara impressão de Exeter, representa a única cópia conhecida fora dos Estados Unidos e foi encontrada nos Arquivos Nacionais em Kew, Londres.
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Documento de 1776 foi localizado nos Arquivos Nacionais em Kew e é a única versão de Exeter conhecida fora dos Estados Unidos

Uma descoberta histórica chamou atenção internacional após uma cópia rara da Declaração de Independência dos EUA ser encontrada em Londres.

O documento de 1776 estava guardado nos Arquivos Nacionais em Kew, entre correspondências antigas da Marinha Real britânica.

A peça foi localizada pelo voluntário Michael Scurr, durante um trabalho de catalogação de documentos do século 18.

Segundo informações divulgadas pelo The Guardian e pela Reuters, trata-se de uma das apenas 11 cópias sobreviventes da chamada impressão de Exeter.

Este exemplar também é considerado especial porque é o único conhecido fora do território americano.

Descoberta em arquivo revela documento histórico raro

O achado ocorreu durante uma atividade aparentemente comum nos Arquivos Nacionais, localizados em Kew, Londres.

Michael Scurr analisava correspondências navais quando abriu o papel e identificou o cabeçalho ligado à independência das treze colônias americanas.

Logo depois, ele chamou seu supervisor para examinar o material, percebendo que o documento tinha grande valor histórico.

A descoberta ganhou ainda mais relevância porque ocorreu pouco antes das comemorações dos 250 anos da assinatura da Declaração de Independência.

Documento estava entre papéis de guerra

A cópia foi encontrada entre registros confiscados do Dalton, um navio corsário americano capturado por uma embarcação britânica.

A captura ocorreu em dezembro de 1776, perto da costa da Espanha, em meio aos conflitos da Revolução Americana.

Na época, documentos considerados relevantes foram enviados ao Tribunal do Almirantado, incluindo uma comissão assinada por John Hancock.

A declaração foi tratada apenas como “outro documento” e acabou esquecida por mais de dois séculos.

Impressão de Exeter circulou em julho de 1776

O exemplar foi impresso em Exeter, New Hampshire, entre 16 e 19 de julho de 1776.

Esse intervalo ocorreu porque a notícia da independência precisou viajar desde Filadélfia, onde o documento original havia sido aprovado.

De acordo com o especialista em registros Graham Moore, essas folhas eram conhecidas como broadsides.

Esses impressos tinham uma função direta: espalhar rapidamente informações importantes para o maior número possível de pessoas.

A cópia encontrada em Londres não era apenas um papel antigo, mas uma ferramenta de comunicação política daquele período.

Tripulação do Dalton pode ter ouvido a declaração no convés

Os registros também indicam que o capitão Eleazar Johnson teria conseguido a cópia em Portsmouth antes de seguir viagem.

Segundo Amanda Bevan, chefe de registros legais, o manifesto pode ter sido lido em voz alta no convés do navio.

A embarcação contava com cerca de 120 tripulantes, formados por homens de diferentes origens.

Entre os marinheiros capturados estava Daniel Cottle, identificado como um homem negro livre.

Esse detalhe reforça que pessoas de diversas trajetórias participaram dos dois lados da Revolução Americana.

Achado reforça ligação entre Estados Unidos e Reino Unido

Para Saul Nassé, diretor executivo do arquivo, a descoberta mostra que a Revolução Americana teve dimensão transatlântica.

A importância do documento está não apenas em sua raridade, mas também em sua procedência completa.

A trajetória da peça pode ser acompanhada desde a impressão em Exeter até a captura em alto-mar e o arquivamento britânico.

Especialistas consideram o achado excepcionalmente raro para a historiografia.

Por que essa descoberta importa?

A cópia rara da Declaração de Independência dos EUA ajuda a entender como as ideias revolucionárias circularam durante a guerra.

O documento mostra como registros aparentemente comuns podem guardar peças fundamentais da história mundial.

A localização em Londres também amplia o valor simbólico do achado, já que a declaração marcou justamente a separação das colônias americanas do domínio britânico.

O exemplar passa a ocupar um lugar especial na memória histórica da Revolução Americana.

O que você acha mais impressionante nessa descoberta: a raridade do documento ou o fato de ele ter ficado esquecido por quase 250 anos? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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