Antes de conquistar os céus, Santos Dumont surpreendeu o Brasil ao importar o primeiro carro do país: um Peugeot Type 3, em 1891.
No fim do século XIX, o Brasil ainda era um país rural, com transporte baseado em carroças, cavalos e bondes puxados por animais. Mas em 1891, algo inédito aconteceu.
O jovem Alberto Santos Dumont, então com apenas 18 anos, trouxe para o Brasil o primeiro automóvel que se tem registro no país. Era um Peugeot Type 3, importado da França, com motor Daimler de 3,5 cavalos de potência.
A história completa
A chegada do carro aconteceu no dia 25 de novembro de 1891. O veículo veio a bordo do navio Portugal e desembarcou no porto de Santos, em São Paulo.
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A história conta que o automóvel foi trazido por Santos Dumont a pedido do pai, Henrique Dumont, um rico fazendeiro e entusiasta da tecnologia. A família vivia em Ribeirão Preto, e o carro logo chamou atenção por onde passou.
O Peugeot Type 3 era pequeno, tinha apenas três rodas e atingia velocidades de até 18 km/h. Para a época, era considerado uma verdadeira inovação.
Funcionava com motor a combustão interna, tecnologia ainda pouco conhecida no Brasil. Em um cenário dominado por tração animal, o barulho do motor e a movimentação sem cavalos causavam espanto e curiosidade.
O veículo circulou pelas ruas de Ribeirão Preto e depois seguiu para a fazenda da família Dumont. Por lá, virou atração entre moradores e trabalhadores, que nunca tinham visto nada parecido. O carro exigia combustível especial — éter ou gasolina —, o que dificultava seu uso constante, já que esses produtos não eram fáceis de obter no Brasil naquele tempo.
Essa chegada do automóvel representou o primeiro contato direto do país com a cultura automobilística.
Só anos depois, o Brasil começaria a importar mais veículos e, posteriormente, a produzi-los localmente. Mas o pioneirismo ficou marcado: foi Santos Dumont quem trouxe o primeiro carro que rodou em território nacional.
Mais tarde, Dumont ganharia fama mundial por seus feitos na aviação. Mas sua ligação com a inovação começou ali, com um carro francês que mudou a história da mobilidade no Brasil antes mesmo de os brasileiros saberem o que era dirigir.

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