Derramamento de petróleo após naufrágio de cargueiro atinge praias famosas da Tailândia, preocupa autoridades e coloca turismo e vida marinha sob risco.
O que era cartão-postal pode estar virando manchete ambiental. Duas semanas após o naufrágio de um cargueiro no Oceano Índico, o derramamento de petróleo já alcança algumas das praias mais conhecidas da Tailândia.
A mancha escura começou a aparecer em áreas turísticas de Phuket, destino famoso pelas águas cristalinas e pela forte presença de visitantes estrangeiros.
Além disso, o avanço do petróleo preocupa autoridades locais e moradores. A situação ainda não apresentou melhora significativa. E o temor é de que o impacto se amplie nos próximos dias.
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Como o petróleo se espalhou e atingiu áreas turísticas da Tailândia?
Segundo as autoridades tailandesas, o cargueiro Sealloyd Arc, com bandeira do Panamá, afundou no dia 7 de fevereiro enquanto seguia em direção a Chattogram, em Bangladesh. Como consequência direta do acidente, cerca de 1,7 mil litros de petróleo bruto vazaram no mar.
A embarcação está submersa a aproximadamente 60 metros de profundidade. Isso dificulta o trabalho de mergulhadores e equipes de contenção. Quanto maior a profundidade, mais complexa se torna a operação.
De acordo com o congressista Chalermpong Saengdee, a mancha de óleo já alcançou a praia de Ya Nui e pequenas ilhas da província de Phuket. O petróleo também chegou à Banana Beach, localizada na ilha de Koh Hey, um dos pontos turísticos mais procurados por visitantes em busca de mar azul-turquesa.
Enquanto isso, cresce a apreensão. O parlamentar afirmou que a expectativa é de que a mancha continue se espalhando. Ele teme que o problema atinja em cheio o turismo, setor essencial para a economia local. Além do impacto financeiro, há preocupação com a vida marinha.
Histórico preocupante
Não se trata de um caso isolado. Entre 2017 e 2021, a Tailândia registrou 130 derramamentos de petróleo, segundo dados do Departamento de Recursos Marinhos e Costeiros. Esse histórico reforça o alerta sobre a vulnerabilidade ambiental da região.
Agora, diante de mais um episódio, especialistas observam que o tempo de resposta é crucial. Quanto mais o petróleo se espalha, maiores podem ser os danos ecológicos e econômicos.

