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Localização SC Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 1 comentário

Uma pequena cidade de Santa Catarina vai ganhar um parque industrial bilionário ligado à transição energética, com acesso viário exclusivo pago pela prefeitura, e a pergunta é o que realmente pesou na escolha e quem fica de fora

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 12/02/2026 às 21:53
Atualizado em 12/02/2026 às 21:54
WEG leva parque industrial bilionário a Guaramirim, com transição energética e acesso viário pago pela prefeitura, expondo contrapartidas, logística e prazos até 2028.
WEG leva parque industrial bilionário a Guaramirim, com transição energética e acesso viário pago pela prefeitura, expondo contrapartidas, logística e prazos até 2028.
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Em Guaramirim, a WEG planeja um parque industrial bilionário até 2028, com fábrica de 35 mil metros quadrados no Poço Grande e um acesso viário exclusivo estimado em R$ 4 milhões. A aposta em transição energética promete empregos, mas expõe critérios e contrapartidas ainda pouco detalhados para a região Norte.

A decisão de instalar um parque industrial bilionário em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina, coloca a WEG no centro de um debate que mistura logística, dinheiro público e transição energética. O plano prevê uma fábrica de 35 mil metros quadrados e uma infraestrutura de chegada que não sai do caixa da empresa.

Ao mesmo tempo em que o anúncio fala em cerca de mil empregos diretos e equipamentos de alta eficiência, ele também deixa perguntas abertas sobre o que pesou na escolha da cidade, quais compromissos serão cobrados ao longo do tempo e quem pode ficar fora dos benefícios quando a obra virar rotina.

O que está sendo anunciado em Guaramirim

WEG leva parque industrial bilionário a Guaramirim, com transição energética e acesso viário pago pela prefeitura, expondo contrapartidas, logística e prazos até 2028.

A WEG informou um investimento total de R$ 1,1 bilhão até 2028, com foco em expandir capacidade e portfólio ligados à transição energética.

Dentro desse pacote, Guaramirim aparece como o destino de um complexo avaliado em R$ 900 milhões, projetado para produzir equipamentos de grande porte e tecnologias de alta eficiência energética.

O empreendimento está previsto para o bairro Poço Grande, com cerca de 35 mil metros quadrados.

As obras foram indicadas para os próximos meses, enquanto o início das operações é apontado para 2028, com estimativa de aproximadamente mil empregos diretos quando o parque industrial bilionário estiver em regime de produção.

Acesso viário e o custo público embutido no projeto

O elemento que muda a leitura do anúncio é o acesso viário exclusivo.

A prefeitura de Guaramirim comunicou que pretende investir cerca de R$ 4 milhões para viabilizar essa ligação direta ao parque industrial bilionário, uma contrapartida que desloca parte do risco e do custo inicial para o poder público local.

Esse tipo de obra costuma ter impacto além do canteiro: define fluxo de caminhões, reorganiza trânsito e pode alterar prioridades de investimento urbano.

O ponto técnico é que o acesso viário vira um ativo público com uso direcionado, e o desenho de contrapartidas, manutenção e transparência do gasto é o que separa ganho coletivo de subsídio pouco explicado.

Por que Guaramirim venceu outras cidades catarinenses

A WEG afirmou que só escolheu Guaramirim depois de verificar viabilidades em Schroeder, Araquari e Massaranduba.

A informação, por si, sugere que houve comparação de variáveis como disponibilidade de área, cronograma de implantação, conexões com rodovias e proximidade de rotas logísticas.

No próprio anúncio, o argumento logístico aparece com clareza: acesso à BR-101, à BR-280 e aos portos catarinenses.

Em termos de engenharia de produção, isso reduz incertezas de abastecimento e escoamento, especialmente quando o parque industrial bilionário se dedica a máquinas e sistemas de grande porte, em que transporte e prazos pesam no custo final.

Transição energética, equipamentos e o que de fato sai da fábrica

O discurso de transição energética não é genérico no caso.

A WEG listou produtos específicos para o novo ciclo: compensadores síncronos de até 330 MVAr, turbogeradores de até 200 MVA e motores de indução de alta rotação.

São itens associados a estabilidade de rede, geração e aplicações industriais intensivas, o que ajuda a explicar por que a empresa trata o projeto como ampliação estratégica do portfólio.

O CEO Alberto Kuba associou a decisão a um objetivo regional e global, ao dizer que o investimento “transforma nossa região em um dos principais centros de excelência de máquinas elétricas girantes do mundo” e que o apoio do Governo de SC foi decisivo.

Na prática, a transição energética aqui aparece como demanda industrial concreta, e não como slogan, mas a efetividade vai depender de cronograma, contratação e integração logística com o acesso viário já prometido.

O parque industrial bilionário em Guaramirim vira um teste de como a transição energética aterrissa no nível municipal, com dinheiro público e escolhas locais. O que você considera aceitável numa contrapartida como acesso viário: prioridade total para empregos, garantia de transparência do gasto, ou metas públicas claras para a cidade?

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Adriano
Adriano
14/02/2026 11:36

E o mais relevante, sem dinheiro Federal para a implantação, realmente SC tem motivo para ser invejada…..

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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