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Uma pedra de 454 gramas caída na Terra pode ser o último resto de um planeta entre a Lua e Marte que sumiu há 4,56 bilhões de anos, afirma a equipe de Aaron Bell, que diz só saber da existência desse mundo porque fragmentos dele pousaram aqui

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 10/06/2026 às 16:54
Atualizado em 10/06/2026 às 16:56
Assista o vídeoA pedra de 454 gramas, o meteorito NWA 12774, pode ser o resto de um planeta perdido do início do Sistema Solar, sugere estudo com o angrito.
A pedra de 454 gramas, o meteorito NWA 12774, pode ser o resto de um planeta perdido do início do Sistema Solar, sugere estudo com o angrito.
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O meteorito NWA 12774, achado no Saara em 2019, é um angrito raro, e a pressão em seus minerais aponta para um corpo entre a Lua e Marte. A existência desse mundo é uma hipótese deduzida a partir da pedra de 454 gramas que caiu na Terra.

Uma pedra de 454 gramas encontrada no deserto do Saara pode ser o último pedaço de um planeta que existiu no início do Sistema Solar. Segundo o R7, o meteorito chamado NWA 12774 carrega pistas de um corpo celeste do tamanho entre a Lua e Marte, que teria sido destruído há bilhões de anos por razões ainda desconhecidas. A conclusão é de um estudo conduzido pela equipe do geocientista Aaron Bell, da Universidade do Colorado.

A rocha é um angrito raro, com cerca de 4,56 bilhões de anos, e foi a pressão registrada em seus minerais que mudou a interpretação dos cientistas. De acordo com o estudo, publicado na revista Earth and Planetary Science Letters, essas condições só poderiam existir dentro de um corpo muito maior que um asteroide, com algo entre 1.800 e 3.200 quilômetros de diâmetro. Os pesquisadores dizem saber da existência desse mundo apenas porque fragmentos dele pousaram na Terra.

Uma pedra de 454 gramas achada no deserto do Saara

A pedra de 454 gramas, o meteorito NWA 12774, pode ser o resto de um planeta perdido do início do Sistema Solar, sugere estudo com o angrito.
No centro da descoberta está uma rocha pequena, mas valiosa para a ciência.

Segundo o R7, o meteorito batizado de NWA 12774 é uma pedra de 454 gramas encontrada em 2019 no deserto do Saara.

Ele foi classificado como um angrito, um tipo raro de meteorito que está entre as rochas vulcânicas mais antigas já conhecidas.

A raridade ajuda a dimensionar o achado. 

De acordo com a publicação, o angrito se formou apenas alguns milhões de anos após o início do Sistema Solar, há cerca de 4,56 bilhões de anos.

Para se ter uma ideia, de mais de 80 mil meteoritos já catalogados, menos de 70 são desse tipo, o que torna essa pedra de 454 gramas um material especialmente incomum.

O sinal de pressão que mudou a história

A pedra de 454 gramas, o meteorito NWA 12774, pode ser o resto de um planeta perdido do início do Sistema Solar, sugere estudo com o angrito.
A virada veio quando os cientistas olharam para o interior da rocha. 

Conforme o R7, as análises revelaram que a pedra de 454 gramas guarda um clinopiroxênio rico em alumínio, um sinal de que ela se formou sob pressão imensa.

Antes, acreditava-se que os angritos vinham da destruição de um asteroide de cerca de 200 quilômetros de diâmetro.

Os números encontrados, porém, apontaram para algo muito maior.

Ao reconstruir as condições de formação, a equipe liderada por Aaron Bell, da Universidade do Colorado, concluiu que o mineral exigia pressões de pelo menos 17,5 quilobares, mais de 17 vezes a pressão no fundo da Fossa das Marianas, o ponto mais profundo da Terra.

Segundo o estudo, publicado na revista Earth and Planetary Science Letters, condições assim não caberiam dentro de um pequeno asteroide.

Um planeta perdido entre a Lua e Marte

A conclusão leva a um corpo celeste muito maior do que se imaginava. 

De acordo com o R7, os cientistas levantam a hipótese de que essa pedra de 454 gramas se formou nos primeiros quilômetros de um corpo com pelo menos 1.800 quilômetros de diâmetro, um pouco maior que a Lua.

As estimativas máximas indicam que esse protoplaneta ainda seria menor que Marte, de 3.200 quilômetros.

Esse mundo, no entanto, teria desaparecido no início do Sistema Solar. 

Uma das hipóteses é que ele foi destruído após uma colisão catastrófica, evento comum naquela fase de formação, ainda que a causa exata permaneça desconhecida.

Para Aaron Bell, é impressionante imaginar que um mundo tão grande já existiu.

“Só sabemos que ele existiu porque alguns fragmentos dele acabaram pousando na Terra”, afirmou o pesquisador em comunicado.

O que a descoberta sugere sobre o início do Sistema Solar

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Mais do que um caso isolado, o achado abre uma janela para o passado. 

Segundo os pesquisadores citados pelo R7, a assinatura química da rocha sugere que alguns dos primeiros mundos do Sistema Solar se desenvolveram de forma diferente dos demais planetas rochosos.

É uma pista, e não uma certeza fechada, sobre como esse nosso canto do universo se formou.

E pode haver mais descobertas guardadas em gavetas. 

Os cientistas afirmam que muitos meteoritos seguem armazenados em laboratórios universitários e que novas análises podem revelar a existência de outros mundos perdidos do início do Sistema Solar.

Em outras palavras, a pedra de 454 gramas talvez seja apenas a primeira pista de vários mundos esquecidos ainda por reaparecer.

A história do meteorito NWA 12774 mostra como um objeto pequeno pode carregar a memória de um mundo inteiro. 

Se a hipótese da equipe de Aaron Bell estiver correta, uma simples pedra de 454 gramas é o que sobrou de um planeta entre a Lua e Marte, destruído há bilhões de anos.

Por enquanto, trata-se de uma interpretação científica baseada na química da rocha, ainda aberta a novos estudos.

E você, imaginava que um meteorito poderia ser o último pedaço de um planeta inteiro? Acha que a ciência ainda vai encontrar outros mundos perdidos escondidos em meteoritos pelo mundo? Deixe sua opinião nos comentários, com respeito às diferentes visões, e compartilhe esta matéria com quem ama astronomia e o espaço.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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