Projeto entre Argentina e Chile prevê travessia subterrânea a mais de 4 mil metros de altitude, com impacto no transporte de cargas, turismo, comércio regional e exportações brasileiras rumo aos portos do Pacífico
O túnel de Água Negra, projetado para ligar San Juan, na Argentina, à região de Coquimbo, no Chile, terá 14 quilômetros de extensão e ficará a mais de 4 mil metros de altitude. A obra busca garantir uma travessia pelos Andes durante todo o ano, com impacto no transporte de cargas, no turismo e no comércio regional. Os dados desta matéria são deste artigo do Bandab, publicado no último dia 26.
Túnel de Água Negra deve oferecer passagem mais estável pelos Andes
O projeto foi pensado como uma alternativa para melhorar a ligação terrestre entre Argentina e Chile pela Cordilheira dos Andes.
Hoje, a principal rota entre os dois países passa pelo corredor internacional Cristo Redentor, na região de Mendoza.
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Durante o inverno, esse caminho costuma enfrentar interrupções causadas pelo acúmulo de neve. As paralisações geram congestionamentos e dificultam o fluxo de mercadorias entre os dois lados da cordilheira.
A proposta do novo túnel é reduzir esse tipo de problema, oferecendo uma passagem mais segura e contínua para caminhões e veículos de passeio. Com isso, a travessia poderia ganhar mais previsibilidade ao longo do ano.

Obra do túnel terá 14 quilômetros e ficará acima de 4 mil metros de altitude
O empreendimento é considerado um dos grandes projetos de infraestrutura da América do Sul por causa da dimensão física e da localização.
O túnel subterrâneo terá 14 quilômetros e será construído em uma área de elevada altitude, a mais de 4 mil metros.
As condições da Cordilheira dos Andes tornam a obra um desafio para a engenharia. O planejamento precisa considerar as características geológicas da região e as dificuldades naturais impostas pelo relevo.
Segundo Mario Schiavone, cônsul chileno em San Juan, o compromisso político entre Argentina e Chile permanece firme para a execução do projeto.
Trabalhos avançam em etapas no Chile e na Argentina
O desenvolvimento do túnel de Água Negra ocorre em diferentes frentes nos dois países envolvidos. No Chile, as ações mencionadas incluem a pavimentação dos acessos e melhorias nas áreas de maior complexidade geográfica.
Na Argentina, o projeto segue com a continuidade dos estudos técnicos e a preparação do terreno para o início das principais escavações. Essas etapas antecedem a fase mais pesada da construção subterrânea.
A execução conjunta é parte central da iniciativa, já que o corredor depende da integração entre os dois lados da fronteira.
Nova rota pode favorecer exportações brasileiras pelo Pacífico
Para o Brasil, o projeto pode abrir uma alternativa logística para cargas destinadas aos mercados asiáticos. A rota permitiria que produtos saíssem por rodovias até portos chilenos no Oceano Pacífico.
A possibilidade interessa especialmente a estados das regiões Sul e Sudeste, que poderiam contar com uma opção diferente do escoamento pelo Atlântico e pelo Canal do Panamá.
O projeto também é apresentado como uma forma de fortalecer a integração regional, ampliar a competitividade do Mercosul e criar um novo corredor comercial através da Cordilheira dos Andes.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material fornecido sobre o túnel de Água Negra, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.

