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Com 160 kg, até 400 kW e 700 Nm, o novo V6 3.0 da Horse Powertrain leva a disputa dos híbridos a outro nível ao unir porte compacto, desempenho extremo e chegada prevista para 2028

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 23/04/2026 às 13:19
Com 160 kg, até 400 kW e 700 Nm, o novo V6 3.0 da Horse Powertrain leva a disputa dos híbridos a outro nível ao unir porte compacto, desempenho extremo e chegada prevista para 2028
Novo propulsor compacto da Horse promete estender autonomia de carros elétricos e pode reduzir dependência de baterias.
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Novo propulsor compacto da Horse promete estender autonomia de carros elétricos e pode reduzir dependência de baterias.

Em 2025, a Horse Powertrain, empresa criada por Renault, Geely e com participação da Saudi Aramco, apresentou uma solução que pode redefinir a eletrificação automotiva: um propulsor compacto do tipo range extender capaz de ser integrado a veículos elétricos para ampliar sua autonomia. O conceito rompe com a ideia tradicional de que carros elétricos dependem exclusivamente de baterias. Em vez disso, propõe uma arquitetura híbrida onde um pequeno motor não move o carro diretamente, mas funciona como gerador de energia para recarregar a bateria durante o uso.

Essa abordagem já vinha sendo explorada por algumas montadoras, mas o diferencial da Horse está na miniaturização e integração do sistema, que pode ser adaptado a diferentes plataformas. A chegada do HORSE W30 marca a transição da expertise da empresa de motores compactos para a categoria de alta performance com foco em hibridização.

O que é o propulsor compacto e por que ele é chamado de “tudo em um”

O sistema desenvolvido pela Horse combina múltiplos componentes em um único módulo:

  • Motor a combustão compacto
  • Gerador elétrico
  • Sistema de controle eletrônico
  • Integração com bateria e motor elétrico

Segundo informações apresentadas em eventos do setor automotivo, o conjunto pode ter dimensões próximas de 50 × 55 × 28 cm, tornando-se pequeno o suficiente para ser instalado em diferentes tipos de veículos. 

Essa integração é o que leva ao conceito de “tudo em um”, já que o sistema substitui múltiplos componentes tradicionais por um módulo único.

Como funciona o sistema que promete eliminar a ansiedade de autonomia

Diferente de um carro híbrido convencional, onde o motor a combustão pode mover as rodas, o sistema da Horse segue o conceito de range extender puro.

Na prática:

  • O carro é sempre movido por motor elétrico
  • A bateria alimenta o sistema principal
  • Quando a carga diminui, o motor compacto entra em ação
  • Ele gera eletricidade para recarregar a bateria

Isso permite que o veículo continue rodando sem depender exclusivamente de pontos de recarga, reduzindo um dos principais obstáculos à adoção de carros elétricos.

Redução de baterias pode mudar custo, peso e dependência de matérias-primas

Um dos pontos mais relevantes do sistema está na possibilidade de usar baterias menores. Como o motor auxiliar gera energia durante o uso, o veículo não precisa depender exclusivamente de grandes pacotes de baterias.

Isso pode trazer três impactos diretos:

  • Redução de peso do veículo
  • Redução de custos de produção
  • Menor dependência de minerais críticos como lítio e níquel

Esse ponto é estratégico, porque a cadeia global de baterias enfrenta desafios de custo, oferta e sustentabilidade.

Tecnologia já começa a aparecer em veículos com autonomia próxima de 1.000 km

O conceito de range extender não é apenas teórico. Modelos recentes, como o Lecar 459, já utilizam motores fornecidos pela Horse para atingir autonomias combinadas de até 1.000 km, combinando bateria elétrica com gerador a combustão. 

Outros veículos na China e Europa também adotam essa arquitetura, com autonomias superiores a 1.000 km em alguns casos, reforçando a viabilidade prática da tecnologia.

Resumo técnico:

• Motor: HORSE W30 V6 3.0L (90°).

• Potência/Torque: 350-400 kW / 600-700 Nm.

• Peso: 160 kg (o V6 mais leve do mercado).

• Transmissão: 4LDHT (configuração P1+P3).

• Disponibilidade: Lançamento comercial previsto para 2028.

• Diferencial: Arquitetura modular para uso transversal ou longitudinal.

A estratégia da Horse não é atuar apenas como fornecedora interna, mas como plataforma global de powertrain. Segundo informações divulgadas pela Reuters, a empresa já trabalha com montadoras como:

  • Leapmotor
  • Chery
  • JAC

com foco em expansão internacional.  Isso indica que o sistema pode aparecer em veículos de diferentes marcas e mercados, ampliando seu impacto.

Indústria começa a rever estratégia de eletrificação total e aposta em soluções híbridas avançadas

O avanço de sistemas como o da Horse ocorre em um momento em que parte da indústria automotiva reavalia o ritmo da eletrificação total. Reportagens recentes indicam que montadoras passaram a considerar soluções intermediárias, como:

  • Híbridos avançados
  • Veículos com autonomia estendida
  • Combinação de elétrico com geração a bordo

Esse movimento sugere que o futuro não será exclusivamente elétrico ou exclusivamente a combustão, mas uma combinação mais complexa de tecnologias.

Por que essa tecnologia pode acelerar a adoção de carros elétricos

Um dos principais desafios dos veículos elétricos ainda é a chamada ansiedade de autonomia. Muitos consumidores evitam a transição por receio de:

  • Falta de infraestrutura de recarga
  • Longos tempos de carregamento
  • Limitações de distância

O sistema da Horse atua diretamente nesse problema, permitindo que o carro funcione como elétrico na maior parte do tempo, mas sem depender exclusivamente da bateria.

O que está em jogo com a chegada de propulsores compactos híbridos

A introdução de sistemas compactos de extensão de autonomia pode mudar o equilíbrio da indústria automotiva. Ela cria um novo tipo de veículo que combina características de elétricos e híbridos, com potencial de atingir:

  • Maior autonomia
  • Menor custo
  • Maior flexibilidade de uso

Ao mesmo tempo, levanta questões sobre o futuro das baterias e da infraestrutura de recarga.

Você acredita que o futuro dos carros será totalmente elétrico ou híbrido inteligente

O avanço do propulsor compacto da Horse mostra que a transição energética no setor automotivo pode seguir caminhos diferentes do previsto inicialmente.

Em vez de uma substituição direta, o mercado pode evoluir para soluções híbridas mais eficientes e adaptáveis, especialmente em regiões onde a infraestrutura ainda é limitada.

A pergunta que fica é direta: o futuro da mobilidade será dominado por baterias puras ou por sistemas inteligentes que combinam eletricidade e geração própria de energia.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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